Tuesday, 16 April 2013

Pausa, devido aos Romances

     Oi, leitor.

     Eu também estou me aventurando na literatura, e meus romances precisam de mim, por isso vou dar um tempo do Blug e me concentrar na redação e revisão da Série, que deve ser uma Série de cinco livros, com alguns spin offs.

     Eu percebi o quão difícil é manter atualizado um blug.

     Temos muito trabalho, e eu vou traduzir para português-br, no futuro.

     Acredito que apenas Akkoya não vai ser o objetivo futuro. Irei incluir Arda, nossa Terra, nas linhas deste meu espaço.

     Tudo o que estou fazendo aqui é pedir uma pausa.

     No futuro, irei explicar histórias que, ainda sendo jogadas, são jogadas com O Jogo, em que Enigma Action Tales figura principal, e há a ideia de uma futura publicação. Não sei. É muito bom ter um método só nosso de criação. Mas bem, ao mesmo tempo, seria muito bom ter a opinião de outros mestres sobre o que estamos fazendo, nosso método.

     Saibam que não vou parar com as Conlangs, essencialmente Akkia.

     Akkia é uma Maglang, ou língua da magia, do inglês "magic language".

     Iyaowa é o dialeto essencial a que vou me dedicar.

     Vou sair um pouco das mesas de jogo para me aventurar no século 23, de Arda, nossa Terra, em que eventos muito importantes estão acontecendo, e serão narrados em livro.

     Não vou parar, simplesmente, mas sim me dar o tempo necessário.

     Agradeço pela visita, também pela paciência, e digo,...
             ..,. Stay Plugged.

Monday, 4 March 2013

A Travessia das Montanhas (ADS-04)

     Oi, e Seja bem vindo.

     E então, vamos à Aventura,...

     Fiquei um tempo sem publicar, porque apesar de o grupo original que jogava essa história ter acabado, eu queria muito que depois do capítulo que jogamos, eu tivesse boas notícias para nossos leitores.

     Assim, estamos dando início ao Playtest Oficial, e o jogo está indo muito bem. Eu me reuni com os jogadores no último sábado, e ficou acertado que vamos ressuscitar A Ameaça das Sombras. A história é boa, e não vamos deixar isso acabar assim do nada. A partir de agora nós vamos acompanhar o que esses malucos estão fazendo, mas saiba que a história não irá acabar nesse capítulo, pois nós refizemos o grupo, e no próximo capítulo pode contar com novidades.

     Sejam bem vindos à Escola dos Mil Herdeiros.

     # A Travessia das Montanhas

     Idrias estava tão anciosa para chegar o dia que mal dormia. Sua mãe chegou, no dia anterior, carregando uma pilha de,...

     -- Livros! -- gritou Idrias, ao ver sua mãe.

     Sua mãe sorriu, calma. Idrias ajudou a colocar os livros em seu quarto.

     O Grão Ducado de Hu, região onde as ruínas do mundo antigo foram reunidas, é uma região única. Ela tem mais ou menos 500 medidas grandes de horizonte, e umas 800 medidas grandes de norte a sul.
     Você precisa saber andar por essas bandas.
     O nascer do sol é limpo, e o poente na Grande Cordilheira torna as tardes muito belas, para quem mora perto delas. Toda a região tem montanhas baixas, ou rochas despidas, uma mistura do norte gelado com o equador mais abaixo. A região temperada tem florestas plantadas pelos Herdeiros, quando a região ganhou o nome de Hu, há uns mil anos atrás, mas os mais velhos ainda se lembram do controle do Estado sobre a região, que terminou com a intervenção do Norte Imperial, há 42 anos, e o fim da guerra civil de Tanka, ao sul. Logo, o Grão Ducado é, agora, uma região livre, que é gerida com recursos vindos de todo o mundo de Tanahta.
     Ainda assim, as pessoas ignoras o quão tão importante realmente é essa região. Nas ruínas de Hu se esconde um segredo, uma jóia preciosa, que é o símbolo de todos os Herdeiros, os nativos deste mundo.

     A Escola dos Mil Herdeiros.

     Idrias Tuule Ink é uma bruxa, de pai e mãe, mas passou a infância toda acreditando que não tinha Magia, e que nunca iria para a escola, que iria ser obrigada a ir para uma escola comum.

     Hoje a noite, ela não dormiu. Não. Ela pegou os livros da escola, e ficou a noite toda tentando entender o que se passava, mas não era nada simples esse negócio de Magia.
     Apesar de ela não se considerar burra, não entendeu quase nada.
     Depois, acabou dormindo sobre os livros, para ter um sonho estranho, em que ela estava em uma vila estranha, onde fazia a comida para mais de duzentas pessoas, todas vestidas de mantos alaranjados. Havia um esquilo em seu ombro, que dava pitaco no preparo do jantar. Ela acordou, e não se lembrou do sonho.
     -- Mãããaaae! -- gritou, ao acordar.
     Pensou que acordou atrasada, e ia perder o primeiro dia da Escola, desesperada. Sai correndo. Ao chegar ao andar de baixo, ela para. Sua mãe está terminando de se arrumar, vestindo uma calça preta, botas, o chapéu dos andarilhos, que não tem ponta, mas tem um penacho dependurado, também preto, camisa social branca de botões, e um pingente dourado por sobre a camisa.
     -- Bom dia, Tuule -- sua mãe abre um sorriso caloroso.
     -- Mãe, que horas a gente vai? -- ela quer saber.
     -- Agora, minha filha -- e Idrias vai se colocar ao lado da porta de saída. Mas sua mãe vai para o corredor.
     -- Mãe, é mesmo,... Os meus livros -- diz a pequena, em dúvida.
     -- Pode deixar, filha. Eles serão entregues no seu Dormitório, ainda hoje. Você não vem?
     -- Mas mãe,... a saída é por aqui,...
     Sua mãe sorriu, insistindo para irem para o segundo andar. Idrias, sem entender nada, foi. Seguiram para o seu quarto, e sua mãe fechou a porta, retirando então sua varinha da jaqueta. A pequena nunca havia visto sua mãe usar uma varinha, mas só agora percebe isso, e conclui que sua mãe, é claro, não gosta de "aparecer", se sentido orgulhosa.
     E então, sua mãe ergue a varinha, e desce até a direção da porta, mas à medida que desenha a beirada da porta, uma luz branca forte vai aparecendo por trás da beirada.
     -- Amal Tajannaba! -- invoca sua mãe, e a porta desaparece. Em seu lugar, surge um portal de pedra, com o símbolo de uma gota no meio de um círculo, e runas estranhas embaixo -- Venha, Tuule.


     # A Ruína das Termas

     Tetrus acordou, com muito medo, pois não sabia onde estava.

     Por um segundo, pensou em como fugir dali, mas então se lembra de tudo o que aconteceu. Estava livre! Estava longe da Gaiola das Loucas, e queria ficar muito longe dali, para o resto de sua vida.

     Alguns minutos depois, ele se levanta, e vê roupas sobre uma cadeira. Ele pega. Vê que são do seu tamanho. Antes, decide olhar onde está, e vê uma cascata que cai da parede, sobre um laguinho -- "Dentro de casa?!", se assombra, e conclui que as estátuas não vão se importar se ele trocar de roupa ali mesmo. O teto é alto, e há um símbolo irregular de nove pontas desenhado nele, e bolas que parecem aquelas bolas de capim que se vê nos filmes, quando é um filme sobre um deserto, iluminam o lugar.
     Assim que trocou de roupa, entra um monge pela passagem -- não há porta, só a passagem. Ele não diz nada. Apenas indica com a mão que ele deve segui-lo, e Tetrus vai. Antes, ele pega as suas coisas, que são dois sacos de lixo, velhos.
     O Templo é enorme, e tem um sem número de salas e salões, todos com estátuas magníficas, e tapetes sobre as paredes. O jovem também vê um monge koresh, e um monge que parece um monstro, ao passar pelo salão principal. Ninguém fala. Achou que, se o Paraíso existe, a entrada deve ser em algum lugar por aqui.
     Saíram do Templo, e ele viu uma imensa construção.
     Ao longo de mais de 800 medidas, colunas clássicas fazem teto sobre um sem número de pequenas portas, de onde ele vê pessoas saindo, pais, mães, e seus filhos, todos mais ou menos da sua idade, mas alguns mais velhos. O monge lhe apressa. Andaram mais de 200 medidas, até que o monge parou, muito calmo.

     Idrias atravessou o portal, com sua mãe.

     Ao ver onde estavam, soltou um silencioso "Uau",... e viu que um sem número de famílias estava passando pelos portais. As colunas eram do estilo clássico, da era mítica de Tanahta -- "Esse lugar deve ter mais de cinco mil anos",... pensa ela, e logo vê um garoto assustado, andando ao lado dos seus pais, e a mãe dele fala com sua mãe bruxa.
     -- Oi? Desculpe, mas nós não fazemos ideia do que fazer,...
     -- Oke,... Vocês são comuns -- disse sua mãe -- Não se preocupem. De onde vocês são?
     E assim, enquanto os pais conversavam, ela olhou para o garoto.
     -- Oi? Eu sou a Idrias. E você? -- quis saber a pequena.
     -- Otto -- ele estava usando o rosto do espanto, agora, olhando para tudo como quem pensa "Que estranho",... -- Você também vai pra Escola? Vamos ser colegas.
     -- É -- disse ela -- Onde está o seu amuleto? -- ela pega seu pingente, e mostra.
     -- Tá aqui -- ele tira meio desengonçado o pingente de dentro da camisa -- Mas,... como é que a gente vai pra Escola?
     -- Não sei,... Olha ali! Um monge! Vamos perguntar pra ele -- e foram, ele indo atrás da garota.

     O monge havia acabado de chegar, e parar, e havia um garoto assustado com ele. A dupla chegou, correndo.

     -- Senhor monge, senhor monge -- fala a menina -- Como é que a gente vai pra Escola?
     -- Isso,... -- o monge sorri -- eu ia explicar agora ao Tetrus. Vocês vêm essas duas montanhas? Elas são as Montanhas Gêmeas, a única passagem segura para a Escola. Vocês devem atravessar as montanhas, mas a lenda diz que só os Herdeiros conseguem fazer isso.
     O monge, então, faz uma saudação ao garoto assustado, e vai embora, sem dizer mais nada.
     -- Eh,... Oi! Eu sou a Idrias. E você? Tetrus? Que nome e,... diferente,...
     -- Oi,... -- diz ele, e fecha a boca, pressionando os lábios.
     -- Oi, Tetrus. Eu sou o Otto. Como é que a gente vai passar pelas montanhas?
     -- Vamos perguntar pra minha mãe. Ela já fez isso antes, né.

     A menina saiu correndo, e Tetrus olhou pro Otto, que saiu atrás dela, então, decidiu ir também. Não sabia nada disso. Não queria ficar pra trás, porque, "E se ele não conseguisse?", ia ter de voltar pro orfanato,...

     -- Mããaae,... Como que a gente passa pelas montanhas?
     -- Hf,... -- riu sua mãe -- Diz a lenda, que só os Herdeiros conseguem passar, minha filha. Eu confio em você.
     -- Mas mãaae,... como? -- Idrias estava ficando preocupada, agora.
     -- Não se preocupe -- diz sua mãe -- A Travessia das Montanhas é um Ritual. Só se você não for um aluno digno da Escola é que não irá passar, e eu sei que você será uma aluna muito boa, como seu pai já foi.
     -- E você, também,... -- Idrias abaixou a cabeça. Virou-se para os meninos -- Viram? É só passar.
     Aquilo não foi recebido da mesma forma pelos outros dois, que ficaram apreensivos sobre o "não passar", mas então, todas as pessoas olharam para a mesma direção.

     Vindos das montanhas, um sem número de tuleques, um bicho estranho que já tentaram fazer sobreviver nesse mundo várias vezes, mas só agora parece que conseguiram.
     Os mais velhos, todos eles, se adiantaram e pegaram um tuleque para si mesmos.
     Tem uns montes de veteranos, aqui.
     -- Me dê um beijo, filha -- pediu a mãe de Idrias -- E tenha um bom semestre.
     Tetrus ficou olhando os novos amigos se despedirem dos pais, e seguiu eles até encontrarem um monge livre, que lhes ajudou a subir no animal, um tipo de lagarto bípede, cinza escuro e forte.
     -- Você será o "Cinzoso" -- disse Otto para o seu tuleque, ao montar.
     -- Será que precisamos de Magia pra fazer a Travessia? Ei! -- Idrias chamou um garoto, ao lado, com uma expressão séria -- Tem alguma Magia pra fazer a Travessia?
     -- Hmpf,... Você não precisa de Magia pra fazer a Travessia. Meu pai me contou que essa é a primeira vez que psiónicos e monges vão fazer a Travessia, e se eles precisassem de Magia, é óbvio que não conseguiriam passar -- respondeu ele. Ele olhou para a frente, e daí em diante ignorou o que eles poderiam perguntar.
     Idrias então se abaixou para que só Otto e Tetrus ouvissem ela.
     -- E esse é o garoto chato que vamos ter de aturar na Escola, marquem as minhas palavras -- disse ela, num sussurro. Otto parece que viu o que ela queria dizer. O garoto parecia importante, pra alguém que ainda não fez nada na vida.


     # A Travessia das Montanhas

     De repente, todos os pais, que já haviam passado por isso, retiraram um lenço branco e acenaram para os filhos. Idrias ficou muito feliz, de ver sua mãe acenando, e jurou ser uma boa aluna, ali mesmo. E todos os tuleques se moveram. Idrias quase caiu. Ela se segura firme, e olha o garoto chato, que está levemente erguido, colocando o peso sobre os pés lá embaixo. Ela imita ele. "E funciona",... pensa a menina. Assim, ela olha para o lado, para ver um Otto sacolejando, e um Tetrus apavorado se agarrando com força ao pescoço do animal.

     As Montanhas Gêmeas foram se aproximando. A partida havia sido exatamente às nove horas da manhã, e o cansaço já se faz, depois de uma hora de montaria.

     Ainda assim, as montanhas e pedras, as rochas, tudo vai se modificando aos poucos, como se você estivesse indo para um outro lugar, outro mundo, onde quer que fique a passagem. Idrias, que não está nem um pouco cansada -- ela é uma andarilha, há mais de dois anos -- tenta explicar com gestos para Otto e Tetrus fazerem o mesmo que ela, o jeito certo de montar, sem nenhum sucesso. A menina percebe que há uma série de cavernas, lá no alto das Montanhas Gêmeas, observando a Travessia.
     E então, de repente, as duas montanhas que parecem se apoiar uma na outra para existir, começam a se separar, muito calmamente, e em mais dez minutos de montaria se pode ver que há uma passagem entre elas. A Travessia. Ao chegar à passagem, Idrias percebe que nem Otto nem Tetrus estão se dando muito bem, mas consegue perceber em detalhes as montanhas, à esqueda e à direita deles, e durante dez minutos eles avançam sobre uma Estrada muito antiga, que mais parece um relíquia que uma estrada de verdade. A pequena bruxa vê que a única coisa que ela pode fazer é alertar aos tuleques para seguirem ela, e ela consegue fazer isso, naturalmente. Era como se a vida toda ela tivesse nascido para montar. Sentia o vento bater em seu rosto, uma alegria sem tamanho.
     Assim, eles passam por um tipo estranho de barreira.

     Aconteceu sem avisar, e era um tipo transparente de parede, que ia até o céu. Nesse momento, os alunos mais velhos, que passaram quase toda a Travessia mantendo os pequenos sobre seus animais, tiram seus itens e apontam para cima, gerando uma saraivada de explosões. Cor. Parece uma festa de fogos de artifício, no momento em que avistaram a primeira vila.
     Atravessaram a vila, sob os aplausos dos seus moradores. Eles jogam flores sobre os viajantes, a lhes dar boas vindas.
     Dalí, avistaram uma enorme Ponte. Era a maior ponte do mundo, feita de um metal branco, com cabos enormes maiores que você, prendendo o caminho para aquelas centenas de tuleques que passam.

     E, então, A Escola dos Mil Herdeiros à frente.

     As enormes construções, de matérias estranhas, coloridas ou cinzentas, ou com rochas antigas como base, e um imenso mecanismo ao alto, como se fosse um relógio estranho, vão se formando e se aproximando.

     Algum tempo depois, a saída da ponte os entrega em uma área de gramado, diretamente à frente do maior edifícil. O Arco do Edifício C
entral olha para a ponte, como se fosse uma metade de um olho -- a outra metade, embaixo da terra. Os mais velhos começaram a parar, e desceram para ajudar os calouros a descer dos animais. "Por aqui!", ouviram um veterano chamar, "Reúnam-se aqui!". Outros veteranos chegaram, do Edifício Central, e foram receber os calouros. Idrias desmontou com facilidade, se surpreendeu o veterano, e rapidamente foi ajudar Tetrus, que estava todo suado, mais que agarrado ao pescoço do seu tuleque, de olhos estalados.
     -- Tetrus! -- diz a pequena -- Vem! Vou te ajudar.
     O veterano ajudou Otto a descer, e eles se juntaram aos calouros para ir, mas,... para onde deveriam ir? À medida que entraram, passaram pelo Arco, e começaram a perceber que a construção é muito antiga. Tem partes antigas, construídas sobre partes mais antigas ainda, e Idrias imaginou ver uma placa suspensa no ar que dizia "Biblioteca", mas foi forçada a continuar com a multidão de novos alunos. E então, sentiram o cheiro de comida, ou melhor, de banquete -- e perceberam o quanto estão todos com fome.
     Havia uma área aberta, com oito restaurantes, bares e delicatessens nas laterais, e mesas ao ar livre, com um guardassol bem vermelho sobre cada uma das mesas, que foram achar uma mesa livre.
     -- Otto! Tetrus, vem comigo -- chamou a bruxa.
     Acharam uma mesa em frente à Delicatessen Hu, e se sentaram para descansar. Idrias parecia muito bem. Otto parecia um mendigo, e não estava muito melhor que Tetrus.
     Foram atendidos por androides e ginoides muito educados, que lhes apresentavam um cardápio holográfico com imagens de todos os pratos, dizendo que podiam comer à vontade. Enquanto Idrias dizia que "Comer muito pode fazer mal", Otto e Tetrus não estavam acostumados com isso, e pediram logo tudo o que queriam comer, de uma vez.


     # Aizha Narbán

     -- Oi! Posso me sentar com vocês? -- perguntou o garoto, mais velho.

     Eles ficaram em silêncio, mas o garoto se sentou.

     -- Oi! Eu sou Himmer Loren -- disse o garoto -- Sou bruxo. Esse é o primeiro semestre que temos não-bruxos na Escola. Sejam bem vindos. Como vocês se chamam?
     -- Eu sou o Otto. Essa é a Idrias, e esse é o Tetrus -- resumiu o garoto. Idrias ficou com raiva, porque essa fala era dela, e aliás, quem era esse garoto que chegou? Como que o Otto vai e fala o nome deles assim, pra um estranho? Mas, pode ser só uma preocupação sem fundamentos,...
     -- Sejam bem vindos -- diz o bruxo Himmer.
     -- Eu sou,... bem, eu não sei o que eu sou -- revela Otto -- Eu posso teleportar.
     -- Então, você deve ser um monge, Otto -- explica Himmer, calmo -- Não é exatamente verdade que psiónicos e monges nunca estudaram na nossa Escola, mas sim que eles antes se reuniam em lugares muito diferentes. Temos uma floresta para os monges. Temos vilas, onde bruxos, psiónicos e monges se reúnem, e vivem juntos, há vários milênios.
     -- Mas,... Não é a Escola dos Mil Herdeiros? -- questiona Idrias.
     -- E porque você acha que só existem herdeiros
bruxos em nosso mundo, Idrias? Não. Mas eu tenho de dizer uma coisa pra vocês,... Vocês não podem andar à noite pela escola,...
     -- Porque? -- quis saber a pequena.
     -- Olha,... Não é seguro, pra vocês do Ciclo Básico,...

     Mas, então, foram interrompidos,...

     Exatamente nesse momento, chega uma senhora. Ela é velha, mas é possível ver que ainda assim guarda as feições de sua juventude, e quando se aproxima o aluno mais velho imediatamente se levanta, e faz uma reverência.
     -- Diretora?,... -- ele abaixa a cabeça.
     -- Não se preocupem em se levantar, crianças -- diz uma voz tranquila -- Sejam bem vindos à Escola, Idrias, Otto e Tetrus. Vejo vocês amanhã, em minha sala na Diretoria, pela manhã. Eu sou a Diretora Aizha Narbán. Aproveitem o dia.
     -- Obrigada,... -- murmurou Idrias, e o mesmo fizeram Otto e Tetrus.
     A Diretora foi para a próxima mesa, dar as boas vindas. Foi Otto que percebeu que Himmer estava com um olhar estranho.
     -- O que foi? -- Otto não resiste, e pergunta.
     -- Não sei,... Não é nada -- diz o veterano -- Eu nunca vi alunos serem chamados à Diretoria no primeiro dia. Bem, hoje é domingo, e amanhã as aulas começam. Seria muito bom se hoje fosse sábado, pra vocês se acostumarem à Escola, mas bem, é melhor que vocês não se atrasem, porque a Diretora quer vocês na sala dela pela manhã.
     -- Mas o que a gente fez?! -- Idrias parecia muito preocupada.
     -- Nada, nada -- tenta Himmer -- Terminaram de comer? Vamos. Eu tenho de levar vocês ao seu Dormitório, que eu recebi a mensagem agora,... ah, sim. Vamos, vamos.

     Aquilo não havia convencido eles de que não era "nada".

     Depois de dez minutos andando, Idrias tentava ler todas as mensagens mágicas que flutuavam à frente dos edifícios, mas não encontrou a que ela havia pensado ler "Biblioteca".

     E assim, chegaram a um enorme bosque, com macieiras e pessegueiras.

     O veterano lhes levou até o edifício ao fundo, meio torto como a maioria dos dormitórios que passaram, reconheceram que todos tem um mesmo tipo de forma, meio torta. Apesar disso, colunas enfeitam uma entrada magestosa, em uma pedra rara, branco leitosa. As janelas são de ferro, e há uma estátua ali, à direita da entrada.

     Ali, suspensa, está uma indicação, o Número do seu Dormitório:

               13.


          (Fim de Sessão)

     # Cenas do Próximo Episódio

     Otto dá o primeiro passo, e é seguido por Idrias e, temeroso, Tetrus, e assim eles entram no Salão de Entrada do seu Dormitório.

     Atrás do balcão, eles o vêem pela primeira vez na vida,...


     Era esverdeado, com um nariz enorme, um monóculo no olho direito, mãos com dedos longos e cheios de nódulos, e Otto quebra o silêncio.

     -- E você é o Verdoso.
 
          (Aguarde)

     Algumas considerações necessárias

     Porque eles foram chamados à Diretoria, no primeiro dia na Escola?

          Fique ligado.