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Thursday, 26 January 2017

A Pasta Preta (#01)

     Início dos jogos, por assim dizer.

     Estamos com dois grupos, jogando em cenários parecidos, mas um está sendo anotado para se tornar romance, um para a publicação aqui no blug.

     Dei o nome de Nephlimburgs a este segundo jogo.

     Nos reunimos na semana passada para jogar. Um jogador de muitos anos e, como eu, admirador de sistemas bem bolados como gurps e ars magica, além é claro da edição do the world of darkness em que o livro de regras vem separado, pronto pra jogar qualquer coisa que o grupo quiser. E um jogador que nunca havia jogado, mas que adorou o jogo. O outro grupo tem dois jogadores de muito tempo de jogo, e a história está mais avançada.

     Estamos jogando em 2016 (5208), e vamos jogar dia a dia.

     Isso significa que não vou poder postar tudo o que é jogado, se não ficaria impossível publicar no blug a história, mas vou publicar todas as partes mais importantes.

             Akkoya, Academia de Ryklant

     A Academia é um lugar imenso, com várias vilas planares e padrão, onde moram mais ou menos dois milhões e meio de estudantes, professores, doutores, militares e especialistas, um lugar aonde só quem recebe essa permissão vai estudar. Outros, frequentam universidades. Hoje seria um dia como outro qualquer. Inspetor Rayki está terminando o relatório de uma investigação, mas decide ir ao banheiro. Ao voltar, encontra uma pasta preta de papel sobre sua mesa. Ele arreda a pasta, e o relatório que iria ser longo, foi reduzido para meia hora de trabalho e, terminado, ele pega a pasta preta.

     Ao abrir, encontra cinco mapas impressos em papel de Akkoya.

     -- O segundo mapa é da Academia, de uma praça em uma das vilas no padrão -- diz seu peka.
     -- Que ótimo,... -- ele continua olhando os mapas -- Peka, eles estão em línguas que eu não conheço. Você tem alguma ideia?
     -- O primeiro mapa está na língua dos navegadores, o português. Temos uma região a sudoeste de Ryklant que fala essa língua, mas é onde as cooperativas travam seu embate e por causa disso tem milícias armadas na região.
     -- Que ótimo,... Avise minha viatura, estamos indo para essa região e que ela se prepare para intervenções.

     Rayki, então, parou o tempo e saiu do seu corpo.

     -- Raýla, eu Rayki preciso falar com você.

     A névoa à sua frente se transformou em Raýla.

     -- Alteza, foram deixados estes cinco mapas sobre minha mesa -- e abriu os mapas para que ela pudesse ver.
     -- A pessoa -- ela cheira o ar, com sutileza -- que deixou isso aqui é ediche, aproximadamente trinta anos, sexo masculino. Não é informação o bastante para identifica-lo.
     -- O que eu faço com esses mapas?
     -- Isso foi deixado para que você investigue.
     -- Eu vou investigar, então. E muito obrigado pelo seu tempo, alteza. Espero descobrir o que está acontecendo em breve, e eu te aviso se houver qualquer perigo.
     A nobre abaixou a cabeça e ergueu, depois sumiu na névoa.

     -- Tugi, desculpe incomodar, mas tenho mapas para uma investigação. Sei que você não vai aparecer para conversar, mas mantenho você avisado. Se houver qualquer perigo, eu volto à Academia e te aviso.
     -- Obrigado.

     Duas horas depois, Rayki sobrevoa a região de Ilha do Peixe.

     -- Viatura, vamos verificar as ilhas?

     Depois de alguns minutos, ele vê uma ilha onde uma menina de uns onze ou doze anos fuma, no alto da ilha, ao lado de um bosque.

     -- Se é isso que chamou a atenção, Viatura, vamos descer e conversar.

     O Inspetor parou a viatura próximo a essa menina, e abriu a janela. É uma menina clara, mas bronzeada de praia.

     -- Oi, você fala Oka?
     -- Nativa, posso saber porque?
     -- Ainda bem. Não, é só pra saber se eu iria ter de falar em português. Isso não é muito normal, pra mim, não sabia que havia moradores nessa ilha.
     -- Meu pai comprou a única casa.
     -- Ele trabalha com o que?
     -- Meu pai trabalha com a Bolsa, mas trabalha em casa.
     -- E você? Vem sempre aqui? Fuma escondido?
     -- Eu venho às Ruínas da Morte sempre, e fumo porque é meu remédio. Se não, coisas estranhas acontecem perto de mim.
     -- Entendi. Minha suposição é de que você é uma bruxa.
     -- Sou -- ela ficou incomodada -- Eu sou uma bruxa.
     -- Que bom. Que Ruína é essa, que você disse?
     -- Dizem que essa lápide é a lápide da primeira vez que a Deusa da Morte morreu. Não é uma ideia muito boa vir aqui e não falar com ela.
     -- Vou descer e ir na Ruína, então.

     O Inspetor Rayki desceu e se aproximou.

     A aura da garota de repente começou a ficar visível, e ele a ouve murmurando "Vou ter de fumar mais um", e se aproxima da lápide.

     -- Deusa da Morte, eu recebi cinco mapas e vou investigar. Se a Senhora tiver qualquer coisa a me dizer, por favor, diga.
     Apareceu uma mão destra de névoa, parecendo ossos. A mão apontou a pasta preta e o chão e, então, Rayki entendeu e abriu os mapas no chão.
     -- Eu sou Efemmera, A Morte. Você vai encontrar um distúrbio aqui -- e a mão apontou um lugar no mapa de Ryklant, uma casa na praça da vila padrão da Academia.
     -- Eu agradeço, e espero pelo dia em que vamos nos encontrar da maneira que eu acho pior. Há ameaça de morte em meu caminho?
     -- Isso existe. Pela sua reverência ao meu Santuário, não levarei você.
     -- Obrigado por isso -- e a mão sumiu.

     Rayki passou pela garota, acenando para ela.

     -- Iyalaloui (Obrigado) -- ele diz -- Espero que possamos nos encontrar de novo.
     -- Obrigada pela visita, mas como eu devia te chamar? -- a aura dela desapareceu, e ela voltou a se acalmar.
     -- Inspetor Rayki, e você?
     -- Orija Manga.

     Rayki entrou na viatura e foi embora, mas enquanto pilotava, resmungava: "Puta merda, eu conversei com A Morte. Puta merda",... várias vezes.

     Ao chegar na praça, havia uma viatura da Defesa da Academia, a patente logo abaixo dele, do lado de fora da casa com a perturbação.

     -- Boa noite, Inspetor Rayki -- ele mostra a carteira.
     -- Boa noite, Inspetor -- disse o líder -- Estou vendo que mandaram um especialista. Que bom. Eu e os outros não queremos entrar, por causa das manifestações.
     -- Eu vou entrar com a minha viatura. Se vocês puderem, façam a segurança da praça, pois não sei aonde isso vai nem sei que dia eu volto, mas a viatura é uma garantia.
     -- Boa sorte, Inspetor -- desejou o líder dos policiais.

     Entrando na viatura, Rayki questionou se está tudo bem.

     -- Vamos entrar em uma manifestação desconhecida, não está tudo bem.
     -- Vou precisar de você, pra ter um lugar seguro pra dormir.

     Depois disso, a viatura concordou, e Rayki sobrevoou a casa para entrar na garagem. Ao estacionar, o telhado tapou a visão do céu.

     -- Inspetor -- diz a viatura -- estou captando satélites de baixa tecnologia em órbita, de tecnologias parecidas com as que eram usadas há dois mil e quinhentos anos atrás.
     -- Que ótimo,... Tem algum sinal da Academia?
     -- Nenhum, e estamos em uma grande cidade. Vou precisar estudar. Me deixe aqui, eu espero você para que você possa dormir.
     -- Iyalaloui (Obrigado).
             *

     Uma das vantagens de ter se tornado Inspetor da Guarda dessa cidade é ter acesso a relatórios da Guarda, e ter presença em qualquer investigação, se quiser.

     Os dois membros da Guarda fazem o seu relatório, e Lucius acompanha cada palavra.

     Em primeiro lugar, o relatório confirma que agora existe a ruína de uma Escola de Magia na região comercial, que não existia antes. Não existia, mas a líder bruxa confirmou que estão aparecendo jovens que estudaram nessa escola, mas que elas e o único garoto tem problemas de memória, e não se lembram exatamente da sua escola. Eles foram com a líder bruxa Tarja até a única entrada conhecida, e ela levou um grupo. Seguindo a Diretriz "Deixe os grupos resolverem", foi o que fizeram, e o grupo desvendou e selou a passagem.

     -- O problema é que havia um meteoro caindo e o tempo estava parado, dentro da passagem havia mais de duzentos Vultus, e corpos de pessoas mortas depois da passagem. Nós demos o tempo que nos é dado para deixa-los resolver, e eles resolveram. Agora, o meteoro se transformou em barro e toda essa escola que apareceu está coberta de barro. O tempo voltou a passar. Não temos mais a necessidade de estar em alerta temporal em nossa cidade, o problema foi resolvido. O que não foi resolvido é que Escola é essa, que apareceu em ruínas e com mais de seissentos mortos, e como os estudantes estão voltando à vida, com família e casa na cidade, esse é o problema.
     -- Por favor, você me passa o contato da líder bruxa, Tarja?

     Saindo da sala de relatório, Lucius liga para Tarja.

     -- Alo.
     -- Tarja? Aqui é o Inspetor Lucius, da Guarda. Podemos nos encontrar?
     -- Claro. Pode ser aqui em casa, te mando o endereço por mensagem.
     -- Obrigado.

     Encontrar a casa foi fácil, parar na garagem para oito carros, também.

     -- Tarja, boa noite.
     -- Lucius, não é isso? Boa noite.
     -- Isso -- ele percebeu que ela não disse "Inspetor".
     -- Entre. Aceita um whisky?
     -- Obrigado, aceito -- e entraram na casa.
     -- Esta é Anita. Anita, Lucius.
     -- Prazer, Anita.
     -- O prazer é meu.
     -- Lucius, acredito que você está investigando a Escola que apareceu, do nada, e ninguém nenhum de nós sabia que existia -- Tarja serve um whisky, pra três.
     -- Exatamente -- Lucius confirma -- O que aconteceu?
     -- Os espíritos estão chamando os estudantes que estão aparecendo de Bênçãos, e nós da Nação da Magia estamos organizando repúblicas para que os estudantes morem juntos e aprendam a conviver uns com os outros, e fica mais fácil levar os professores selecionados por nós e pela Guarda até eles e elas. Em resumo, estamos usando o surgimento dessa escola para fundar nossa educação. Ainda seremos de maioria de independentes, mas a oportunidade de selecionar entre nós aqueles mais velhos que possam dar aulas está batendo à nossa porta.
     -- Tem mais alguma coisa acontecendo?
     -- Tem sim, Lucius -- Tarja fica séria -- A Escola de São Paulo foi atacada anteontem, você deve ter ouvido comentários na Guarda. Temos duas sobreviventes que vieram pra cá, e junto delas veio também uma Deusa, a Deusa Gato, estão sob meus cuidados.
     -- Deusa? Interessante, isso. A Guarda está avisando as sociedades atravéz da Guarda de outros lugares sobre os ataques a Escolas.
     Ambos tiveram a noção de que Anita estava incomodada.
     -- Está tudo bem, Anita? -- pergunta Lucius.
     -- Mais ou menos, Lucius. Obrigada por perguntar, mas a morte de tantas pessoas e o surgimento de alunos e alunas está me colocando medo, isso eu não tenho como esconder.
     -- A Guarda é um modelo usado por muitas cidades, Anita. Nós vamos conseguir desvendar quem está por trás disso. Qual é a sua opinião, Tarja?
     -- Ficamos sabendo que praticamente todos os servos dos magos foram assassinados, por envenenamento, há um mês e meio atrás. Acho que são eles, por trás de tudo.
     -- Ah, a velha rixa entre bruxos e magos. Não temos provas. Além disso, eles parecem ter sido os primeiros alvos. Não podemos culpa-los, principalmente sem provas.
     -- Então, vamos sair e investigar. O que você acha, Lucius?
     -- Eu não, hein?! -- se exclui Anita -- Eu estou cuidando da casa.
     -- Por onde você sugere que começemos?
     -- Tem uma livraria muito boa para começar a investigação. Duas Bênçãos estão trabalhando lá como estagiárias, e um garoto Bênção conseguiu sair do labirinto da Escola Ruína entrando no construto da sala de meditação da livraria. Mas vamos com calma, o vendedor é meu amigo. Edgart tem ajudado muito. Não é uma batida, mas sim uma investigação leve.
     -- Tudo bem -- Lucius concorda -- Vamos, então.
             *

     Rayki saiu do carro, e foi ver o céu noturno, quase sem estrelas.

     -- As pessoas que andam na rua tem um comunicador muito básico, e vai ficar estranho se eu conversar com você, então estou polarizando nossas conversas.
     -- Obrigado por isso, Odarlo. Tudo, menos parecer doido.

     Ao sair para a rua, Rayki vê que saiu da manifestação e seu peka lhe avisa "Não estou conseguindo contato com a viatura".

     Ele tira um bloquinho do bolso e começa a anotar. Nomes de ruas. O número da casa, em que sua salvaguarda viatura está. E sai andando. A pasta preta, embaixo do braço. De fato, a região é falante de português, e é nessas horas que Saber de Línguas importa. Depois de um tempo, chegou a uma área de bares e cafés -- "Pelo ao menos, eles se divertem a noite", pensa -- Então, ele vê uma livraria e decide entrar.

     Ao chegar na entrada da loja de tatuagens,... "Espera um pouco",... ele ficou confuso sobre o porque estava diante de uma loja e olhou ao redor procurando, vendo várias pessoas com tatuagens naquele quarteirão, sentados nos bares e cafés.

     De repente, a porta da livraria apareceu mais uma vez.

     Ele subiu as escadas, e encontrou uma livraria de Magia, reconhecendo vários dos símbolos dos livros, e foi até o balcão.

     -- Me desculpe pela porta, ela não reconheceu você como cliente.
     -- Eu,... visita -- Rayki tentou, e se lembrou do mapa -- Belo Horizonte,...
     -- Olha, que bom que avisou. Vou tentar falar devagar pra você entender melhor. Seja bem vindo à livraria O Doppelgangger. Como você se chama? Nome?
     -- Eu,... Rayki. Nome,... interessante, livraria.

     De repente, entram duas pessoas, uma mulher e um homem.

     -- Edgart, boa noite -- diz a mulher -- Esse é Lucius, Inspetor da Guarda.
     -- Boa noite, Tarja -- Edgart se preocupa -- A que devo a honra?
     -- Nada oficial, Edgart. Só trouxe Lucius para conhecer a livraria. Não quero atrapalhar -- ela diz isso olhando para o cliente.
     -- Eu,... visita. Você,... Inspetor?
     -- Eu sou Inspetor da Guarda da cidade. Prazer, Lucius.
     -- Eu,... Rayki. Também trabalho Inspetor.
     -- Com licença -- pediu Edgart. Uma luzinha vermelha havia acendido, atrás do balcão, e Edgart entrou em seu escritório.
     -- Que bom. Está aqui investigando o que?
     -- Eu?,... conhecendo cidade.
     -- Por favor, com licença -- pede Edgart, vindo apressado -- "Seja bem vindo, Inspetor. Você visita cidade, ou trabalho?" -- Edgart disse isso em outra língua.
     -- "Iyalaloui (Obrigado). Você fala macro Oka? Que bom saber que vim ao lugar certo. Como eu explico a eles o que estou fazendo? Estou aqui a trabalho, investigação da Academia. Você consegue me entender"?
     -- "Um pouco" -- e se virou para Tarja e Lucius -- Ele é de outro mundo, é Inspetor de uma organização muito importante, e está precisando de ajuda.
     -- Você está aqui investigando o que? -- questiona Lucius.
     -- Eu,... investigando Ilha de Realidade, Belo Horizonte.
     -- Olha, eu já ouvi falar disso -- diz Tarja -- Você tem o mapa da Ilha de Realidade?

     Inspetor Rayki tirou a pasta preta de debaixo do braço, e mostrou o mapa.

     Não demorou praticamente nada, até que Tarja concluísse.

     -- Isso é exatamente o mapa da Escola em ruínas que não existia antes -- e se virou para o visitante, muito séria -- Precisamos da sua ajuda. Nós te ajudamos, você nos ajuda.
     -- Grata -- Rayki está começando a se acostumar com a língua -- Muito bom. Eu ajudar vocês investigação, também.
     -- Estou começando a gostar disso -- diz Lucius -- Vamos ajudar.
     -- Então,... eu,... nós,... grupo?
     -- Está certo, isso. Nós vamos investigar isso também -- conclui Lucius.
     -- Os independentes e a Nação da Magia também -- conclui Tarja.
     -- Academia,... também -- Rayki fecha o acordo.

             (Fim de Sessão)

     Algumas considerações

     Quem deixou a pasta preta na mesa de Rayki?
     Como será que Rayki vai lidar com a investigação dos mapas, considerando que ele já encontrou uma Ilha de Realidade, que por si só já vale alguns anos de investigação?
     Todos os que morreram se tornaram Bênçãos, ou não?

          Obrigado por ler e,...
             Stay Plugged.

Tuesday, 15 December 2009

Akkia e suas Irmãs

     Täinoksama.

     Esta é uma maneira de cumprimentar quando não se sabe o horário em que o interlocutor e ou o expectador está, apropriado para a mídia.

     Por enquanto, Akkia se sente solitária.

     Minha preocupação em não criar nada que fosse terrível em Draka, a língua dos dragões, me fez ver que eu não criei a língua.

     Tenho ainda apenas um vocabulário muito restrito, em Draka.

     Draka é a irmã mais velha de Akkia, a língua da magia.

     Estou me concentrado em um dialeto, iyaowa, o que quer dizer que outros dialetos são possíveis e sempre serão bem vindos, irmãos do dialeto oficial de Akkia.

     Desde o início, eu pretendia criar uma língua usando as anotações dos dois Blugs, aqui mesmo no Blogger, mas já aviso que falhei e não consegui criar a língua, talvez porque ela exista e eu estou na verdade pedindo permissão para estudar. Talvez, em Akkoya, haja uma língua melhor para que eu estude, e vai ter muito mais a ver comigo.

     Garanto aos imortais de Akkoya que vou tentar não criar uma língua que existe, no máximo ela será uma influência sobre alguma língua que eu decidir criar.

     Eu precisei de vocabulário básico para incluir nas histórias.

     Eu deveria incluir Akkia como uma das línguas de Kastlelant, mas isso vai ficar pra depois de eu ter um vocabulário extenso, o que ainda não tenho.

     Está muito óbvio que Akkia terá línguas irmãs, no futuro.

     Ainda estou estudando como fazer isso, uma vez que uma língua é o bastante para gastar a maior parte do tempo de trabalho.

     Eu não crio línguas para jogos e filmes, a não ser se fossem meus.

     Mas é óbvio que se for por mais de um milhão, eu sei trabalhar e criar.

     Tenho testado criação de palavras há muito tempo, e no que observo, depois de um certo número de palavras existentes, a língua adquire um estilo de forma de palavras próprio, determinando o futuro da língua a partir de então.

     Sempre coloque a data no papel das anotações, isso é necessário.

     Me incomoda muito que muito do que eu crio me lembra finlandês, mas não tem como comparar e não são línguas irmãs, ou seja, não dá pra ler e entender entre elas.

     Akkia, na verdade, e apesar de ter muitos Kasus, não se parece com finlandês.

     Eu criei um tipo de Relacionais, o Narasalama -- pessoa, ideia, coisa, tempo e lugar -- que rege próximo, médio e distante, facilitando o aprendizado do básico.

     Sendo uma língua mágica, ela te uma versão para que seja falada.

     Estou me concentrando neste dialeto que, falado, não faz magia.

     Não duvide, pois além da magia, pode passar um izmoali, ou anjo, e confirmar o que você está dizendo.

     Nossa lição de hoje está na expressao Panteão, ou "A Família" e, ao contrário do que se possa pensar, este fragmento "pan" não é "todo".

     Este é o significado usado neste Blug, e durante as histórias publicadas.

     A semelhança entre Akkia e Akkoya parece proposital, por vários motivos.

     Akkoya vive uma nobreza corporativa muito bem organizada, em que imortais tomam a frente das Casas e organizam a sociedade, numa cooperação econômica muito razoável. Isso, sem contar que Akkoya tem o maior número de estúdios de cinema da Aliança das Três Raças, são motivos pelos quais eu escolhi Akkia como uma língua mágica. Assim sendo, Akkia traz memórias na forma de palavras, de incontáveis lugares, incluindo de outras galáxias aonde o Efeito Pan levou Akkia para mais 265 mundos fora da nossa galáxia, e são mundos ediche. Não sei ao certo como vai ficar nas histórias, mas a relação entre os ediche (humanos, ningen) e Akkia é óbvia e clara, Akkia carrega sílabas e encontros importantes para nossa superraça, e Akkoya não se exclui.

     Arda, nossa Terra, também não se exclui e vão existir várias versões da língua.

     A minha preocupação é com as línguas que vou criar além dessa.

     Vou ter de deixar a língua adultecer para que eu possa me dedicar a mais línguas, ou se não, elas vão acabar não tendo nada a ver uma com a outra, e é pra ter.

     Mas eu tenho uma enorme vantagem: Eu sou estudante.

     Isso significa que estou estudando e praticando Akkia o tempo todo, inclusive vários textos datados foram feitos em público, e vão continuar sendo.

     Iyaowa me permite estudar uma língua mágica em público.

     Suas línguas irmãs serão diferentes, muito provavelmente não sei se serão línguas aptas a serem estudadas em público, mas serão línguas muito belas.

     A beleza de uma língua está no estilo das palavras e em como elas formam frases.

     Eu decidi me dedicar a criação de línguas lindas, porque tornam sua magia mais branda e suave, além de permitir citações frequentes, que são mais facilmente gravadas no consciente.

     Akkia significa "essência", e obviamente existem línguas com o mesmo nome ou intenção de nome em outros lugares, também sendo línguas irmãs.

     Se Akkoya permitir, vou incluir falantes de Akkia em algum lugar.

     A extinta língua ofyr pode ter sido uma versão de Akkia.

     Isso explicaria porque o Megalich teve como alvo principal essa raça, afundando suas cidades, que se transformaram em mar.

     Isso também significa que Akkia deixou de ser falada em Akkoya, na Era de Toj e durante a Grande Guerra contra Pan, que elegeu Akkia como um perigo para seu império e marcou a língua para morrer junto com seu povo, ofyr é a raça de Ambar.

     Obrigado por ler, e volte sempre que quiser.
             ..,. Stay Plugged.

Sunday, 13 December 2009

Iyaowa -- O Dialeto da Ficção

     Halloi (Helo), o ikyuuka sa.
(Akkia for: Helo, and Be welcome -- male speaker)

     Eu estou aqui para deixar anotados aspectos interessantes da língua Akkia, e que existem no dialeto iyaowa.

     Iyaowa é o dialeto principal da língua. Esta língua também existe em minhas histórias, junto com futuras línguas irmãs (não tenho a lista, aqui e agora), todas parte das Histórias, e isso inclui, que eu não consegui aprender ainda o básico, Oká -- importante para este blug -- Draka, Nekron e Snakelang e outras línguas, consideradas para o bem da nação, como Conlangs -- constructed languages -- e que vamos ver samples durante as histórias, aqui e no Wormbar, aqui e no Wiki de Enigma.

             www.actiontales.com.br

     Também estou aqui para dar exemplos básicos.

     Para começar :: iyaowa :: significa: básico, simples ou clássico.

     Eu estou planejando Akkia para ser uma língua de dificuldade moderada, e que, quando o difícil for se mostrar, o estudante já se acostumou com o básico.
     A língua se divide em 5 (cinco) Níveis de uma suposta formalidade, mas que em verdade são cinco tipos de Argumento, sendo também uma língua de moderada polidez.
     Os sons da língua se baseiam em Árabe, Japonês e Finlandês, mas depois de algum tempo você percebe que não é uma nem as outras. Penso em usar 5% de vocabulário de várias línguas, e isso inclui até mesmo o Mandarin, o Latim e outras.
     Os falantes vão ter a opção de criar sua própria maneira de usar a língua, incluindo uma parte do vocabulário, mudança de sons e fonética, e características da gramática.

     Porquê? Porque é divertido, e isso é o porque eu escolhi um dialeto da minha língua principal para que, se os falantes quiserem, possam ter seu dialeto.

     Akkia irá demonstrar moderada polidez, e enraizada sinceridade. Não é minha intenção criar uma língua verdadeiramente polida, como o Japonês, mas estou planejando usar "admiração" no Verbo, e que as partículas de opinião envolvam o admirativo, também, não sei ainda como vou fazer isso.

     Um papagaio pode imitar polidez, então não é difícil.

     A língua deve ter estrutura Tópico-Comentário, que permita aos falantes conversarem sobre um assunto ou tópico sem ter de ficar repetindo as palavras que são conhecidas de novo. Além disso, é uma língua pro-drop, ou seja, você pode encontrar frases sem os pronomes, mas eles são usados, uma vez que vai existir uma extensa lista deles. Eles existem para definir o nível de relação que você está "chamando" para a conversa, e para diminuir interpretação duvidosa.

     O Tópico usualmente primeira a frase.

     Em geral, mas bem, a primeira parte da sentença é o Daiba, ou a parte que é importante, e que nem sempre será o Tópico.

     Declinação, e nós temos uma lista de Kasus enorme, devem completar a palavra com a sua função e o seu contexto dentro da frase, marcando as palavras, então ordem de palavras na frase não faz tanto sentido, pois é distinta e única, e a ordem SVO puro formulae social.

     O Tópico é um formulae ao redor do Operador.

     O Operador, se você resumir a sentença ao mínimo, você encontra sendo a palavra ou palavras que não podem ser retiradas da frase sem perda de conteúdo.

     E então, você começa a fazer comentários e receber comentários, até que um novo Tópico surge, ou é sugerido.

     Isso que acontece é chamado de Topicalização.

     Topicalização é transformar qualquer coisa em Tópico. Pronomes podem ou não ser usados, mas existe um em especial que é relevante: innaka -- n. -- você (quando tópico). Este pronome é usado apenas para se referir em uma conversa que deve ser provavelmente particular, a pessoa com quem você está falando, o interlocutor.

     Exemplos básicos -- Palavras

     ee :: yes, informal
     ewa :: yes, formal, absolute
     egga :: no, too strong for polite conversation
     ne :: zero; no; yes-no question marker
     eika :: maybe, perhaps
     souka :: really?
     buddai :: straight, right, correct
     huttu :: right, ok
     naifléach :: wrong, baseless
     hieri : deal (done)

     Akkia, além de ser uma Conlang, também é parte da minha ficção, mas não vou obrigar ninguém a aprender uma língua para ler uma história.

     Eu considero minhas línguas como Arte. E então, eu estou interessado em ter pessoas que falam esta(s) língua(s), e é por isso que eu estou documentando bem estas línguas, criadas para o uso no dia a dia. Desse jeito, eu vou ter de mostrar mais destas línguas aqui do que eu inicialmente pensei, mas vai demorar um pouco. Não se preocupe, minhas Conlangs vão estar aqui.

             Interspeech

     Este é um outro projeto, uma Conlang que eu vou esperar um tempo para começar a criar, e ela vai usar vocabulário misto entre as minhas línguas, incluindo as familiares. Eu quero, depois de conversar com o Heitor sobre o assunto, que seja uma Tropelang, mas isso exige explicações que não vão estar disponíveis agora; agaurde, enquanto eu matuto.

     Sobre línguas, ediche e humanos

     As línguas da superraça ediche são quase todas contectadas entre si. Digo, raças que são compatíveis com os humanos, e por causa da teoria genética que eu uso, de tudo está ligado a tudo, isso influencia as línguas, de um jeito ou de outro. Se não existir uma ligação, tem sempre um Conlanger que aceita o desafio. Agora, contando que somos um quadrante de dezesseis partes, em uma galáxia dividida em dezesseis partes, e uma dessas partes é onde nós estamos, tem muito Conlanger tentando coisas que nós nem ao menos sonhamos, por aqui.

     Eu pretendo usar as minhas histórias Sonhos Roubados e Tempestade, do Wormbar, como inspiração direta para a minha versão de Oká, e será em uma escala de cobre.

     A questão é, eu sempre dou razão e propósito para minhas Conlangs.

     Akkia é uma Maglang, ou seja, ela serve à Magia e ao estudante de Magia. Obviamente, outras ideolínguas terão outros propósitos.

     I'll try. Eu tenho o interesse de criar em conjunto com alguns amigos, como foi sugerido por Nykeron no grupo Conlangs do Facebook, com o interesse de colocar nestes lugares línguas de Conlangers. Usarei todos os settings que imagino, exceto Nuoka, que pra mim é sagrada e santificante (201.006). Não tenho muita info no momento sobre esse projeto. Me reuni com o Sonatinne e o Kobold pra jogar isso, mas não deu certo. Recentemente, eu contribuí para o projeto Wahawafe, do Nikhil. Assim, existem alguns links para Akkia em alguns websites, todos dedicados a Conlanging, ou melhor, a línguas.

     De volta a Interspeech, uma gramática de Tropes será provavelmente minha ideia mais difícil de criar, mesmo com os alinhamentos de Akkia.

     Será totalmente dependente de cultura pra ser compreendida, e é cultura da Terra.

             Arda, Iehta, Terra.

     Agora, os exemplos dados ao Wahawafe, de Nikhil.

          -- We are humans and we are from Earth.

          -- Terranta e da sannea sa, Iehddin kommetu wa. {*Variant: 1}.

          -- Terranta e dil-a. {*Variant 2}.

     A questão da tradução é que Terrant já é o humano da Terra, e topicalizada transforma-se na primeira variante, então a segunda variante é muito mais simples.

     Ambas dizem exatamente a mesma coisa.

          -- Sua Terra amilttas. Eu amo a Terra.

     No original em Akkia vemos que não há artigo, porque ele não é necessário; mas, vemos a terminação verbal de participante, -as, porque eu não posso excluir outras pessoas, que também podem amar nosso mundo. Se você se sente incluído, aí está.

           Examples (Akkia):

     -- Sun omashita eddas talevdiya. My house have a garden. Minha casa tem um jardim. -- Al omea talevdieta hu. The house with a garden. A casa com um jardim. -- Omashibanda al talevdita. The houses and their garden. As casas e seus jardins. -- Na omashista no eddas talevdista wa. The honourable house which has honourable garden. A honorável casa que tem um honorável jardim. -- Al Doshinomasta. Your honourable House. A vossa honorável Casa. -- Naoshinomashi no o levdiya sa dil-a. The house of that person which has the garden in question (here, the topic). A casa daquela pessoa que tem o tal jardim (no caso, o tópico). -- Al Hailevita Babbylonsawa. The Hanging Gardens of Babylon. Os Jardins suspensos da Babilónia. -- Al ometa no talevditchòc. The house whith a non included garden. A casa que não (tem) um jardim (o um jardim não incluído). -- Al ometa no talevdix. The house whith an included garden. A casa que (tem) um jardim incluído (o um jardim incluído). -- Ummu levin yal-a, niyssen asta komma wa omai ni wa. He (She, Someone, It) goes from the garden, and comes to the house. Ele (Ela, Alguém, Isso) vai do jardim e vem até a casa. -- Talevdieta eddas al omea. A garden has a house (the di marks that the garden is the possession). Um jardim tem a casa (a casa está no caso gatilho, mas di marca que o jardim é a posse).

     Akkia ni o Täidui :: Example of the Day

     -- Na Hailevita Babbylonsawa abblas tu babbylonin keita wa. (akkia) -- The Hanging Gardens of Babylon use to speak the babylonian language. (english) -- Os Jardins suspensos da Babilónia falavam a língua babilónica. (português).

     It's animistic, na = article, doer/personifier.

     See -- Babbylonin keita abblas tu na Hailevita Babbylonsawa wa. It is the very same sentence, but now the daiba, or important part, is in fact the babylonian language.

     Então Akkia, com sorte, está sendo feita para ser falada por todos.

     Aqueles que tiverem interesse em Magia, agaurdem os próximos anos de Akkia, porque esta é uma língua muito importante e quando eu começar a colocar Akkia no mapa, as histórias do blug vão estar no ponto certo de publicação.

     This is not an IAL -- International Auxiliary Language -- and I don't like this idea.

             Akkia is an IAL for Magic, but fiction born.

     No início, eu dediquei Akkia ao estudo da "ficção", e assim vou continuar. A ficção é uma das formas de se desenvolver uma língua, e de unificar um povo, mas como Iyaowa é um dialeto e a língua permite mais dialetos, minha língua é Akkia dos Antigos.

     Eu tenho planejado Akkia para ser a língua de Storytelling ou Narrativa, como parte da minha ficção, e eu decidi há muito tempo dedicar a língua ao estudo da ficção, então você vai encontrar muito vocabulário relativo a Narrativa, especialmente Story Game.

     Desta maneira, o assunto Religião é tratado como ficção. Se você não quer sua religião sendo tratada como ficção, mantenha sua religião fora do contexto.
     Assim sendo, textos religiosos traduzidos para Akkia são ficção.
     Eles se tornam ficção. Eu não sei no futuro, mas neste ponto de partida eu não quero nenhuma discussão religiosa e minhas línguas não são próprias para isso.

     You will find other interesting polsts (posts) in this Blog about religion, though. They're here as fiction. They're Art, and Art is what make us humans, part of the ejik superrace.

     Quando eu me proponho a escrever meus romances e histórias, (nesta época) acredito que a história vai deixar claro quando usar uma linha em uma Conlang, porque Akkia não é a língua mais importante da minha ficção. Esta seria Nekron. Além disso, Oká é uma língua muito difícil e que ainda espero estudar, isso, definitivamente minha versão de Oká será uma das línguas mais importantes dentro das histórias. É a língua de Akkoya, Kalaummuklutwa. Um é o nome do planeta, um é o nome do mundo; e este é o blug sobre as histórias jogadas por mim e meus grupos de jogo neste mundo-kapital, Akkoya.
     Akkia, ainda não sei qual a relação com Akkoya.
     Quem sabe?..,. Uma relação de parceria,...

     Não dá pra esquecer, mas eu só entendo Akkia e sua relação distante com Oká porque em minha ficção Voz/Língua é um elemento, o mesmo que Água, ou Plasma. E, então, todo o trabalho com as minhas línguas se tornou Magia, mesmo envolvendo ficção todo o tempo, e é talvez o porquê de todas as línguas em meu multiverso ficcional estarem relacionadas, entre si.

             So, this is all for this polst.

     This post was revised in September 13, 2011, Belo Horizonte, Brazil -- added examples.

     Traduzido para português, em 21 de Novembro, 2016.

     Hope you're enjoying your reading, and,...
             ..,. Stay Plugged.