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Monday, 6 June 2011

Delírios do Distrito Doze (#05-3)

     Helo, and Be Welcome back.

     This is my Adventure Blog, and this session runned on Jan 29, 2011. I'm sorry to post and play so little, but I need to finish my Novel. All my fictional universe needs it. To write is to materialyze, to put into existence, things that once were only my imagination. Thanks to everyone who gave your support. The adventure runned, again, at the paradise called Lavras Novas. I moved things into my room, to make it a possible place to play, so as soon as I finish my first book, we'll play more, and the posts will be more frequent.

     Update: May 12, 2011.

     This Update: Translation to Portuguese 4 Mar, 2013.

     I've finished my Novel, book one. To celebrate, I'll publish this post today, and I'll call Players to play. Soon, I'll post a link with information on the Novel, here at the Blog.

     Now, let's get back to the Story.

     # No último Episódio,...

     Sua mente não para, mas flui, e ele ordena sua raptor chamar pelo Senhor Duque.

     Ele sabe o que está acontecendo, apesar de ser a coisa mais absurda que ele mesmo já conseguiu pensar em toda a sua vida. Não existe nenhuma outra explicação possível.

     -- Sim -- Arrol ouve a voz do Duque.
     -- Senhor Toaesch, o Senhor se lembra que eu conhecia Tooki, seu filho? -- questiona Arrol.
     O Duque não responde de imediato, e demora algum tempo até que ele falar. O jovem observa cada nota musical da voz do Duque, porque isso pode ser muito importante.
     -- Eu não sei do que você está falando -- diz o nobre.
     -- Eu sei o que está acontecendo.

     Depois de ouvir a voz do nobre, sua mente está clara como um dia de verão. Tudo isso lhe confirma. Suas memórias estranhas, o eco da música que ele tocou. A tentativa de deixa-los presos, o heptagrama no chão do estábulo, tudo isso lhe diz com muita certeza que ele está certo. É insano, mas tem certeza que essa é a resposta.

     -- Seu filho está sendo obliterado.

          (Fim)

     Quando Arrol voltou, o grupo estava na piscina. Wiet resmungou um "Tirar um cochilo", e foi para a nave dormir, enquanto os demais se reuniram para conversar.
     -- Ouvi dizer -- Horch dá início à conversa -- que aqui em Kalaummuklutwa, o Inferno é um lugar para purgar. Ele purga a alma da pessoa que está ali confinada, presa. Dalí, o seu espírito só sai para voltar a vida como uma pessoa totalmente diferente, ou é tão ruim que se torna um tipo inferior de demônio, por meio de uma metamorfose. Não sei o que os Deuses daqui têm na cabeça, pra permitir isso. Mas isso é parte da cultura comum, ou seja, qualquer pessoa sabe. Acontece, que o heptagrama é um símbolo Infernalista. Tenho certeza que meus contatos podem me confirmar isso, mas então, temos a nossa missão.
     -- A transformação em Inferior demora setenta e dois anos, Horch -- explica Deviant. A Chefe se vira para a bela Deviant, com um olhar de dúvidas no rosto.
     -- Eu poderia lhe perguntar,...
     -- Claro -- Deviant se prontifica a responder.
     -- Você queria o quê, mesmo?
     -- Não importa. Deixemos pra depois -- e se virou para o corredor de motovelocidade. Arrol havia acabado de pegar uma bebida com o dróide de serviço -- Seja bem vindo de volta. Tomou ar o bastante?
     -- Banho de cachoeira -- revela Arrol, calmo.
     -- Sempre a melhor opção -- e ela se vira para o rakma. Horch havia retirado a parte de cima da veste especial, para se aquecer ao sol, como diz a lenda, todo rakma deve fazer uma vez por semana.
     -- Terminamos, aqui -- diz o reptiliano -- Nossa missão está no Inferno. Precisamos investigar também os Infernalistas, mas se eu estou certo, aqui como em outros mundos, eles são o tipo de gente que não deixa espaço pra ninguém investigá-los. Isso deve ser perigoso -- ele parou. Deviant capta no ar que ele fala sobre Arrol, afinal, ele não tem experiência.
     -- Eu preciso falar com a mulher que foi tutora dele -- comenta Deviant, casualmente, da piscina.
     -- Vocês resumiram suas conclusões -- diz a Chefe de Segurança -- O que vocês precisam? Desde que vocês mantenham o sobrenatural longe dos meus funcionários, e já que têm autorização direta do Duch Toaesch, me digam que acabaram por aqui. Vou ficar feliz de manter o isolamento, do estábulo Doze, mas me digam se há como desfazer aquele símbolo,...
     -- Podemos precisar do símbolo, Chefe -- diz a dama na piscina.

     Arrol e Horch se levantam, e vão investigar o alçapão. O lagarto se veste rápido. Não houve uma comunicação direta. Parece que eles concordaram que aquilo era prioridade, sem uma palavra. O jovem acha que viu surpresa nos olhos do rakma, que até agora lhe tratava como um problema, e não como parte da solução.

     -- Eu pude ver um tipo de,... -- começa Arrol -- símbolo, ou algo assim. Queimou, quando o alçapão foi fechado.
     -- Um selo mágico -- conclui o lagarto -- Sou familiarizado com simbologia em termos universais, mas vocês que são nativos é que devem saber quais os significados dos seus símbolos.
     -- O jovem sequestrado,...
     -- Sim? O que tem o jovem Tooki? -- Horch franze o rosto.
     -- Ele está sendo obliterado -- revela Arrol.
     -- Isso é impossível -- Horch está bem certo disso, e continua -- Se houvesse alguém com esse poder, o Setor estaria em guerra, quase que automaticamente,... Então,... esquece isso.
     Arrol fecha os olhos, tentando se lembrar da música. Ele ouviu. A mesma música que lhe parecia que estava compondo, de ouvido, lhe parecia agora uma melodia muito antiga,... de alguma região de deserto,...
     Ele tira sua gaita, e toca. Ao parar, nada. O lagarto assume aquele olhar distante, mais uma vez, mas o garoto não sabe o que isso é, apenas que existe uma coisa em comum. O olhar do lagarto é o mesmo do velho, um transe profundo,... hipnótico,... Tudo isso parece saído de um daqueles filmes de terror, que você sabe que não vai dar em nada de bom.
     Wiet voltou da nave, e ao vê-lo, Horch apontou com a cabeça para eles irem ver o velho. Ele foi para a piscina, onde a dama ainda se refresca na água tranquila.

     -- Eu sugiro irmos para um hotel -- diz Arrol, ao chegar -- E descansar.
     -- O alçapão é sem dúvida uma entrada de um construto, mas não temos como saber o que havia do outro lado -- Horch diz isso, esperando ver alguém concordar que o garoto é jovem demais pra isso.
     -- Ei, garoto! -- ruge Wiet -- Eu não gosto da ideia de um hotel. Porque um hotel?
     -- Então, você pode dormir na nave. Nós precisamos descansar às vezes, Wiet -- diz o jovem. Wiet torce a boca, e bebe seu malte.
     -- Eu já descansei -- resmunga ele, entre os dentes.
     -- Me dê o endereço, Arrol. Eu encontro você lá -- diz o lagarto. Deviant sai da piscina, de roupas de baixo, e de repente, está seca. Ela veste seu vestido vermelho, que está novo mais uma vez.
     -- Eu vou reservar um quarto pra cada um -- Arrol se impressiona com o corpo da guerreira, só um erguer de leve de sobrancelhas, e coça o lóbulo da orelha.
     -- Que seja, certo então -- diz Horch, e espera a dama terminar de se vestir.
     -- Você vem comigo, Wiet? -- questiona o garoto.
     -- Oka -- suspira o velho, e termina a bebida.

     Horch e Deviant vão para a nave. Ela se senta ao lado do capitão, na cadeira lateral, mais alta e confortável que a dele. O painel é um semi-círculo cheio de mostradores. Um holograma surge, dois, de telas com simbologia rakma em caracteres verdes, num fluxo de baixo para cima -- ela acha que são símbolos estranhos, uns gordinhos, outros com pontas.
     -- O garoto não está pronto pra isso, Deviant.
     -- Eu acho que é melhor ele mesmo decidir para o que está pronto, Horch -- responde ela.
     -- Você quem sabe -- conclui ele.
     Assim, ficaram em silêncio o resto do trajeto. Ambos são guerreiros, e guerreiros sabem o valor do silêncio, mas sem dúvida ela não tem mesmo certeza que o garoto esteja pronto. Ela nem o conhece bem. A semelhança dele com o Povo, que ela serve há tanto tempo, ainda lhe diz que nem todas as coisas estão claras quanto a este jovem piloto de motovelocidade,...

     # Indo para O Porão

     Bem, bem,... O bar é na vizinhança do hotel. Lugar onde só gente estanha -- e com muito estilo -- se reúne. Se chama O Porão. Depois de descer pelas escadas tortas, e quadros de atrizes de filmes antigos e no mínimo quinhentos anos atrás, o lugar é sujo, enfumaçado e perigoso, para dizer pouco, mas apenas por Arrol ter lhe levado para um lugar legal, o velho já se sente bem.
     Ele se sente em casa.
     Wiet vai até o balcão e pede uma bebida. Responde "Qualquer uma", quando o atendente lhe pergunta o que quer beber, enquanto Arrol vai para a mesa de jogo de tacos.
     Vinda lá das trevas das mesas sem luz, uma jovem linda vem chegando. Ela se move como um animal. Uma predadora. Suave, como a seda do tecido mais macio que existir, ele para ao lado da mesa.
     -- Eu vou ver o que você quer. Vou jogar com você -- diz a garota. Ela não deve ser mais velha que ele, ou talvez seja até mais jovem, mas nesse tipo de lugar, isso não quer dizer nada, ele sabe.

     -- Você ainda não pagou -- diz o atendente.
     -- Você vai ter o que pedir. Eu estou indo embora -- diz o velho caçador.
     Arrol percebe que a garota que joga em sua mesa cumprimenta o atendente, abaixando de leve a cabeça, como quem diz "Tudo bem", uma garota linda, morena clara, de cabeços negros como a noite. Logo que Wiet saiu, o jogo se modificou. Ela é muito sutil, e seus movimentos falam mais que suas palavras, pois ela quase não fala.
     Esse lugar sujo não teria como apresentar movimento melhor.

     Toda vez que Arrol tenta lhe tocar, ela foge. Ele começou a achar que isso era parte do jogo, mas de repente ela lhe pergunta "Vamos?", e ele só ergue seu chapéu para confirmar.
     Ainda fora dali, e até o hotel do outro lado daquela ruazinha sem nada de especial, ela continua a lhe evitar.
     -- Você está se perguntando porquê eu evito o contato -- ela não fez uma pergunta. Isso foi uma afirmação, logo que entraram no quarto.
     -- Sim -- diz ele -- Isso mesmo.
     A garota estala os dedos, e uma chama azulada aparece. Quente, ele chega a mão perto pra sentir.
     -- Eu consigo controlar, a maior parte do tempo -- ela diz -- Mas, você,...
     -- Você é linda,...
     Ele se aproxima dela e lhe beija. Sua pele se esquenta, e ele acha que ela vai pegar fogo. Ela treme. Assim, ela manda seu Peka ligar para o serviço, e manda trazer gelo,...
     ,... muito gelo,...

     Não muito longe, Wiet entra em um hotel. Ele dorme numa cama ruim, o quarto imundo. Suas roupas estão um lixo, assim quando acorda na manhã seguinte, ele abre a porta e vai para o quarto em frente.
     Há um homem morto, sobre a cama.
     O cheiro dele ainda não está insuportável, ou seja, deve ter morrido hoje, pensa o caçador, mas ele ignora o finado e vai para o guarda-roupas, olhar, e "Mesmo tamanho,... Que dia de sorte". Se veste. Olha um computador Peka sobre a mesinha. Havia uma mensagem piscando, mas ele não se importou em ler. Apenas arremeça o computador pela janela, e sai.

     Arrol acorda.

     -- Eu preciso ir -- a garota se deita sobre ele, já vestida -- Estou numa missão.
     -- Eu também -- ele conclui.

     O nome dela, que ele tem certeza que não é verdadeiro, lhe surge em pensamento,...

     "Blut",... e ela se vai.

     # Bonnir Hotel

     Arrol se veste e vai para o hotel. Pula sobre sua moto voadora, e sobe pelos ares.
     Enquanto isso, Deviant chega ao Bonnirhottel, lugar que o jovem negro corredor de motovelocidade indicou para usarem como base, e pede por um massagista, conseguindo o que ela queria. No início, ela ainda estava ferida. Durante o momento íntimo, o massagista percebe que os ferimentos dela se fecham, um a um.
     O homem apenas decidiu não perguntar,... Da mesma maneira que ela não lhe perguntou seu nome. Ela se veste, e desce para tomar o lanche, em uma manhã um pouco fria, na enorme cidade de Tol Rim.
     Wiet chega, e vai direto para o salão de lanche.
     Horch toma seu desjejum, ovo crú com cerveja, e o caçador se senta a seu lado. Deviant chega, no momento seguinte.
     -- Cadê o garoto? -- cospe o velho.
     -- Não se preocupe, Wiet -- conforta Deviant -- Ele vai chegar logo.
     -- Nós vamo terminar o trabalho hoje -- diz o lagarto.
     -- Tão logo você fale qual é o plano, colega -- mastiga o caçador, comendo um sanduíche de peixe salgado e ervas -- Você estava certa, senhorita. O garoto tá chegando.
     -- Oi -- diz o piloto -- Estão gostando da sua estadia?
     -- Nós vamos para o Inferno, para terminar o trabalho -- fala Horch.
     -- VOCÊ ESTÁ LOUCO! -- grita o velho.
     -- Ah-ah,... Não há necessidade de gritar, Wiet -- pede Arrol, movendo a mão, devagar.
     -- Oke, oke -- diz o caçador -- Aí vem vocês de novo com essa merda. Não precisa gritar, não precisa gritar, Wiet. Eu devo estar louco de ainda estar com vocês.
     -- Vamos para uma sala de reunião, e aí conversamos -- insiste Arrol.
     -- Arrol está certo -- conclui a moça.
     -- Eu concordo, Deviant -- diz o lagarto.
     Ao saírem, Arrol percebe que Wiet pega uma garrafa de vinho, sem ninguém notar. O grupo ainda não sabe, mas estão em um lugar muito especial, e o garoto chama a atenção do caçador.
     -- Isso não é seu. Você vai pagar por isso.
     -- Sei -- ele abre a garrafa de vinho -- Alguém sempre paga.
     -- Eu estou falando sério -- diz o piloto.
     -- Eu também -- o velho para, antes de entrar na sala de reuniões -- Você precisa respeitar o seu grupo.

     Eles entraram na sala de reunião, mas Arrol ficou para trás.

     # A Sala de Reunião

     Antes de entrar na sala, Arrol pega seu Peka do bolso e olha quem está na segurança do lanche de hoje. Ele adiciona a garrafa à conta de Wiet, e manda uma mensagem para seu pai, com o aviso de prestar atenção nesse convidado.

     -- É uma sala e tanto, garoto. Cadeiras boas. Uma vista bonita. Um relógio antigo de parece. Isso parece um hotel muito rico e caro. Eu não vou pagar por isso.
     -- Você não precisa -- aproveita Arrol -- Você é meu convidado. Mas você vai pagar pelo vinho.
     O caçador só então percebeu o que está acontecendo. Ele aperta os olhos.

     Arrol fecha a porta, acionando um controle lateral com uma senha, que apenas a segurança do hotel pode quebrar. Ele vai até uma mesinha no canto, e abre uma pequena geladeira, retirando uma garrafa de água gelada, que leva até a mesa. Os detalhes da sala são em frisos de cobre, sobre um papel de parede branco sobre branco. Há uma tela, suspensa no ar, para o caso de alguém precisar mostrar algum esquema, e a ligação é feita diretamente com o Peka de cada um, além de que todas as informações de computadores ser criptografada para acesso externo, pelo computador central do hotel, e o relógio de parede é de madeira natural.

     -- Bem, vamos conversar.
     -- Oke, Horch -- diz Arrol, calmo -- Eu acho que todos precisamos falar tudo.
     -- Como foi a sua noite, Arrol? -- interrompe o velho sujo.
     -- Boa -- Arrol não esperava pela interrupção.
     -- Hah! Garanhão -- ri Wiet.
     Arrol não gostou disso, e parou de olhar para o caçador. E então, juntaram as informações. Os nobres são suspeitos, e qualquer Corporação pode realmente ter feito isso, e de acordo com Horch, o garoto que devem salvar está no Inferno.
     -- Precisamos investigar os Infernalistas -- diz o lagarto -- O heptagrama é um dos símbolos mais usados por eles, não só aqui em Akkoya, e está ligado a barreiras demoníacas, e o caminho para o Inferno.
     -- Então, você vai precisar de roupas -- Arrol diz a Horch -- Essas não vão servir.
     -- Porque aquela Entidade interferiu, ontem? -- quer saber a moça.
     -- Que Entidade? -- diz o caçador -- Eu juntei algumas notícias. Houve um apagão de um bairro inteiro, essa semana, e devem existir dragões naquele lugar.
     -- A Entidade que você invocou -- fala Deviant.
     -- Eu não invoquei nada! -- protesta o velho louco.
     -- Eu não entendi o que aconteceu no haras -- pede Arrol.
     -- Sim, Wiet -- revela Deviant -- Você invocou uma Entidade.
     -- EU NÃO INVOQUEI NADA! Você é louca.
     -- Parece que eu era amigo do desaparecido, e ele está sendo obliterado -- resume o garoto -- Você não precisa gritar, Wiet.
     -- Tá, garoto. Mais um "Não precisa gritar, Wiet" pra mim,...
     -- O nível de poder,... -- diz Horch, calmo -- pra alguém fazer isso é tão grande quanto o poder sobre todo o Império, Arrol. Eu não acredito que isso seja possível.
     -- Eu também não acredito nisso de "Inferno", Horch -- diz o garoto corredor.
     -- Não importa, Wiet -- diz a moça -- Aquela Entidade nos ajudou.
     -- Eu estou dizendo: Eu não in-vo-quei na-da. Você é louca. Vocês são todos loucos.
     -- Oke, Arrol -- diz a senhorita -- Entendi. Eu me visto de prostituta, e Horch será o cafetão, assim nós nos infiltramos e investigamos. Depois disso, nós podemos ir para o Inferno resgatar o garoto sequestrado.
     -- Ir para o INFERNO? Vocês são loucos! Sabe o que tem no Inferno? Todo mundo que eu mandei pra lá -- Wiet arregala os olhos, e depois passa a mão esquerda sobre o rosto -- Tá. Vamos para o Inferno fazer algo de bom.
     -- Vamos às lojas aqui, embaixo do hotel -- conclui Arrol.

     O velho sujo só balança a cabeça, sem saber se dá pra fazer qualquer coisa com a loucura desse grupo.

     -- A Entidade que você invocou se chama O Sombrio, a voz e mensageiro da Senhora das Trevas -- Deviant diz a Wiet.
     -- Tá -- diz ele -- Que Entidade eu invoquei? Que nome cliché! Alguém sério usa um nome desses? Vocês estão caindo em uma armadilha, e eu já avisei.

     # Indo às Compras

     Enquanto Horch e Deviant foram comprar roupas, o velho malte foi falar com o garoto Arrol. Não queria que os outros ouvissem, e precisava fazer isso agora.

     -- Ae! Você é doido de seguir essas pessoas, Arrol -- ele parecia são, pela única vez até agora -- Eles são loucos. Eu tô fora.
     -- Sem problemas, Wiet -- responde o corredor -- Melhor agora que depois. Bem, eles vão voltar daqui a pouco, e eu aviso a eles que você está fora da missão.
     -- Até outro dia.
     -- Até.

     Wiet ergue de leve a aba do chapéu.
     E, então, vai embora.

     # O Distrito Doze

     Tol Rim, e também a cidade da Academia, Ryklant, têm uma região com o mesmo nome. O Distrito Doze é onde tudo de ruim se organiza, ali, de acordo com a Lei. "Não é errado ser errado", diz a lenda urbana. O que é errado é roubar, e isso é tido como uma das piores coisas que alguém pode fazer, seja nas grandes cidades, ou áreas rurais, igualmente.
     Os edifícios da nobreza corporativa desenham o horizonte, como espigas. A motivação artística nos edifícios é antiga, e vista ali do Bonnir Hotel, que se localiza na área comercial de Santilla, a noroeste do Centro, com suas voltas em aço vazado, ou então, enormes construções que lembram castelos medievais, e incontáveis praças onde barraquinhas reúnem as pessoas nos feriados. Tudo isso esconde a verdade dessa cidade, que tudo aqui é diferente do que parece, mas o delírio não permite o seu entendimento.

     Eles almoçam no hotel, e se preparam para ir ao Distrito.

     Ao anoitecer, eles descem do taxi. Deviant vestida como uma prostituta, e Horch como seu cafetão. Arrol convenceu Horch que ele deve ficar por perto, para garantir as coisas, e a senhorita sempre jovem está mais chamativa do que normalmente já é, agora com um vestidinho bem pequeno que realça as suas pernas, e a pele clara.
     Assim, Arrol desce um pouco depois. Ele sai andando, e para um pouco adiante para conversar com um homem, de roupas sujas, dizendo que tem alguém procurando por uma prostituta, e o homem resmungou alguma coisa como "Sai fora",... Ele decide ir embora. Depois de andar quase uns dez metros, um relâmpago estoura o ar. Ele se assusta. Ao olhar para trás, vê que o raio acertou exatamente o lugar onde ele estava agora há pouco, e que existe um homem no chão, um homem que não estava lá antes, "Morto?", duvida o garoto. Ninguém foi ajudar. Ninguém ali dá a mínima se um raio te acertou, e você vai morrer, caído no chão.
     A um gesto de Deviant, que só Arrol percebe, ela indica um beco. Arrol vai se juntar a eles, e então, logo que eles entram no beco, uma sombra de uma mulher aparece no muro.
     -- O alvo está morto -- diz um sussurro -- Eu recebi a missão de eliminar um dobrador, e vocês não precisam mais se preocupar com ele, mas eu devo ir. Missão cumprida. Adeus.
     No momento seguinte, Arrol pega seu Pk e manda um toque para ela, e o computador ali nas sombras faz "tuttut". A sombra para, diante da esperteza dele, e a mulher de sombra lhe faz uma reverência meio medieval, antes de ir embora.
     -- O que foi isso? -- pergunta Horch.
     -- Nada, Horch -- diz Arrol -- Acredite, que se ela disse que agora estamos seguros, é porque estamos.
     -- Há um djine no alto desse edifício -- revela Deviant -- Eu vou lá.
     -- Eu quero ir, também -- completa Arrol.

     O alto do edifício não era tão alto assim, afinal, a maioria dos edifícios nessa região são baixos, de até oito andares. Enquanto Deviant vai na velocidade que só ela consegue, Arrol é surpreendido pelo guerreiro rakma, que segura o seu braço e lhes teleporta para o alto -- "Wow!", diz o corredor de motovelocidade -- e se sente tonto.
     -- Aqui estou, djine -- diz a senhorita.
     -- Ótimo -- diz um voz grave -- Fiquem parados, um instante.
     Arrol ainda está tonto, mas percebe que o djine ou o que quer que isso seja, estala os dedos da mão direita, e sente uma brisa em seu rosto, ao mesmo tempo que vê uma bala enorme parada em frente ao seu rosto. Um instante depois, a bala cai ao chão. O djine, então, estala os dedos outra vez, e uma grande explosão acontece há uns trezentos metros.
     -- Excelente -- diz o homem negro de turbante -- Eu só precisava saber com certeza quem era o alvo deles.
     -- "Eu",... era o alvo? -- pergunta o negro Arrol -- De quem?
     -- Ainda não sabemos -- diz o djine -- Nossa Nação identificou um dobrador nesse lugar, e mecher com o tempo vai contra as nossas leis, e nos dá direito de interferir em qualquer tipo de situação.
     O djine é um homem de uns 50 e poucos anos, negro e de cabelos brancos, sentado em uma almofada, de pernas cruzadas. Ele está calmo, e se vira para o jovem.
     -- Como você se chama?
     -- Arrol -- responde ele, respirando fundo.
     -- Bem, Arrol,... -- interfere Deviant -- Você era o alvo. O raio acertou aquele homem, lá embaixo. Os djines são o seu povo, ainda que pareça que você não sabe disso,...
     -- Não,... não sabia disso, até agora,... Você a conhece, eh,... djine?
     -- Deviant trabalha para os djines há muito tempo, Arrol -- responde o homem, calmo -- Nós não temos acesso a nenhuma Profecia que indique você, mas isso é uma prova de que ela existe. Fique atenta, Deviant, de agora em diante.
     -- Um dobrador do tempo,... aqui,... -- diz a senhorita, muito séria, agora.
     -- Dois, Deviant -- diz o djine -- Comece o treinamento do garoto, enquanto nós vamos investigar quem está por trás disso, mas faça isso do jeito mais fácil, sem excessos.
     -- Mas eu sinto que ele não tem o Dom,... -- e enquanto Deviant diz isso, Arrol gostaria de pedir para pararem de falar dele como se ele não estivesse presente.
     -- Treinamento? -- ele não evita perguntar.
     -- Sim, Arrol -- diz a senhorita -- Você é parte do Povo, mas não sabe disso. Você tem sangue djine, e talvez, com o treinamento adequado, possa se tornar um djine.
     -- Você veio aqui,... por minha causa? -- Arrol se surpreende.
     -- Eu vim aqui por causa do dobrador, mas nós não podemos fazer qualquer coisa. Existem regras. Os Tabus. Vida, Tempo e Inteligência. Agora, você vai receber treinamento, se,... Bem, -- o djine faz uma pausa -- Se você quiser, é claro. Agora, eu devo ir. Ainda tenho de verificar se houve algum dano à Neutralidade, nesse lugar.
     -- Eu,...

     Não deu tempo de Arrol completar a sentença, e o djine não estava mais ali.

     -- Ei! Você não disse o seu nome! Droga,...
     -- Eu serei seu Mestre,... -- resume Deviant -- Se você aceitar o treinamento.
     -- Posso pensar sobre o assunto? Olhem aquele bar -- Arrol aponta.

     Realmente, era um lugar estranho. Todos ali usam roupas estranhas, como se fossem míticas. Roupões, capuzes, e também há um enorme número de mulheres, vestidas como prostitutas, e motos raptor de velocidade estacionadas.

     -- Se você tem mesmo sangue djine, Arrol,... -- revela Horch -- Você acaba de apontar o lugar certo.
     -- Então, é ali mesmo que nós vamos -- finaliza Deviant.

          (Fim de Sessão)

     Algumas considerações necessárias

     Será que Arrol foi profetizado, como disse o djine? Para fazer o quê? Há quanto tempo? Quem será que guarda tão secretamente essa Profecia, que nem os djines sabiam que existia?

          Fique ligado.

Friday, 10 December 2010

Aperto de Nota Triste (#05-2)

     Aperto de Nota Triste
          #05-2

     Olá a todos, e Sejam bem vindos ao Blog.

     Este é um primeiro passo para traduzir todas as anotações de História jogada para português. As informações sobre as línguas ou Conlangs ainda estarão em inglês, ou informações sobre Worldbuilding, também. Aviso: Não tenho como garantir que as histórias tenham a continuidade que eu desejo, porque são adaptação de histórias jogadas -- usando um sistema de narrativa próprio -- e, portanto, um jogador pode mudar de cidade (o que realmente aconteceu), e também não sei o final das histórias. Todas serão jogadas. Todas vão ter o lugar que se encontra no Blog para a publicação, e há vantagens incríveis em se publicar em Blog.

     Primeiramente, está tudo anotado, depois, todo leitor irá ler a última versão mais recente, que pode até incluir mudanças no roteiro, mas tenho em mente fazer o mínimo de mudanças possível.

     A História neste texto foi jogada em Lavras Novas, uma vila próxima a Ouro Preto, Minas Gerais. O lugar é realmente incrível. Tivemos de estabelecer a lei do falar baixo, e diminuir o tom das discussões a pedido do dono da casa, porque quase qualquer coisa que você diz, se disser muito alto, toda a cidade ouve.

     # Aperto de Nota Triste
          (#05-2)

     Hoje faz frio em Tol Rim, mas ao invés dos picos nevados das montanhas que se pode conceber lá ao norte, ou da neve densa das montanhas a nordeste da enorme cidade e que separam a região do resto do continente, aqui ainda há o calor do mar e das florestas do oeste. São agora pouco mais de cinco horas, e o tráfego aéreo estão tão ruim quanto o de solo, mas ainda não chove.
     Ainda é final do primeiro mês de 2.056, e pessoas e androides se amontoam pelas ruas de uma das cidades mais importante do Império, uma Aliança entre três raças muito distintas.
     Akkoya -- apelido dado a Kalaummuklutwa pelo nativo -- é a Capital para a superraça ejik. São tantos mundos interligados pela genética, mais que inicialmente a cultura, que se uniram na Guerra das Três Raças. É possível ver as vias de alta velocidade lá no alto, que dão prioridade para a Nobreza Corporativa, e carros oficiais, a Politzéc, corporação que rege a Lei e a Ordem, e os nobres representativos das corporações Estado, indo e vindo das instalações cinematográficas no norte da cidade, mas não, a nobreza não é hereditária.
     São acordos de agora mais de dois mil anos, que criaram um ciclo político de ascenção e queda de famílias que deixaram o nome impresso sobre todos os mais de vinte mundos ejik. Além da Aliança, outros impérios dividem interesses universo afora. Uma troca com a raça arbórea fauk, por um mundo, feita há quatrocentos anos, garante implantes de rede biológicos ao império, das raças ejik, ikka e koresh, e hoje todo jovem tem um.
     Hoje o Peká de algumas pessoas especiais, cada um em sua região de Tol Rim, toca. Wiet, Arrol, a sempre jovem Deviant, e o bruto Horch recebem ao mesmo tempo uma mensagem.

     "Saudações, Mal-ec. Eu preciso de ajuda, mas nada acontece no vazio. Ofereço 60k, em créditos, mas aviso que é uma situação difícil e não tenho como saber o tamanho do perigo que você pode estar se envolvendo. Esta mensagem está indo para umas poucas pessoas, escolhidas, mas há ameaça de morte neste trabalho e vou entender se você não vier.
     Atenciosamente, Toaesch".

     As ruas do Área Tempus são fedorentas, todos os dias, mas hoje está pior. Wiet lê a mensagem, e liga na mesma hora.

     -- Acabei de receber uma mensagem, aqui -- berra ele.
     -- Você pode vir para a reunião, mas deve aceitar o sigilo que é pedido -- diz a voz de mulher -- Sem obrigações. Não posso te dar mais informações sem você estar presente.
     -- Eu espero que ninguém fique no meu caminho -- diz ele bem alto, e cuspe sai de sua boca. Ele desliga. Olha ao redor. Olha o endereço. Sabe que há um caminhão de lixo que vai para aqueles lados, e ele sai em pouco tempo.

     Na zona leste, um lugar que não chama a atenção, Deviant liga para seus contatos. Ninguém sabe o que é. Ela resume ao seu melhor, "Tome conta, por mim,... você sabe,... Eu faço contato, depois do trabalho", e pega apenas uma arma leve para se garantir, afinal, qualquer coisa que venha com a informação clara de "Perigo de morte" merece.
     O imenso edifício Nietogh, no número 10.000 da Via Vuihá, que liga a região dos estúdios de cinema, Mobi, e passa por Kokkemus, Koliandora, Santilla, o Centro, a imensa Universidade, Moozelon e até Plox; Via esta que está no Centro da região, à vista dos caofées de Santilla, ou da região rica das mansões nas montanhas, ele esboça aço e vidro sobre a paisagem.
     Deviant entra no saguão, com nove metros de altura, uma escadaria coberta de tapete vermelho à direita, elevadores no lado oposto, e logo uma androide veio lhe falar. Ele diz "Por aqui, senhorita. Vou lhe levar ao turboelevador", sem perguntar seu nome. Ela não olha para trás, na hora de entrar no elevador, mas sente o soldado em armadura inclinar a cabeça muito levemente para a entrada.
     Assim, uma androide vai até Wiet, e o guia até o elevador banhado a ouro. Ele se olha no espelho. Sabe que alguém está vendo, confere um dos bolsos e tira um pedaço de chocolate que nem lembrava estar lá, e come olhando sua imagem. Ele tem um olhar pesado. Seria difícil dizer se ele tem o olhar de um louco, ou o de alguém que sabe exatamente o que acontece ao mundo.
     O espaço aéreo é controlado por droides, mas começou uma chuvinha muito fininha, que para uma raptor de velocidade se tornam quase pedras sobre seu casaco de couro original. Estacionar não foi difícil. Um pequeno droide câmera lhe recepcionou, e Arrol o seguiu até o elevador, mas percebe que não é o elevador comum.
     -- Não tem ninguém nessa porra, não? Só droides? -- berra o caçador.
     -- O senhor não precisa gritar -- diz uma voz, e ele se vira para ver uma mulher jovem num vestido longo.
     -- Oh-oh, oh, você é problema, moça -- diz ele -- Vestido vermelho longo, voz macia, cabelos soltos, eu reconheço um problema quando eu vejo um, sim, sim.
     O turboelevador se abre, e sai um homem magro, mas o chapéu tapa seu rosto. Impossível não reconhecer, já que apostar em corridas é um dos hábitos de Tol Rim.
     -- Ora, ora -- se surpreende o caçador -- Não é o garoto, destaque da mídia?
     -- E você é? -- interrompe a mulher de vermelho.
     -- Eu não sou ninguém, dona -- cospe o homem, mas ela repara que apesar de ele parecer velho, não deve ter mais de trinta e oito. Sem dúvida, ele deve praticar as Artes proibidas, pensa ela, pois elas cobram o preço pelo poder.
     -- Boa noite -- diz o jovem de chapéu, e casaco de couro.
     -- Boa noite é muita gentileza sua -- ela ia lhe perguntar o nome, mas o elevador abriu-se novamente.
     Apesar do elevador ser grande, sai dele abaixando a cabeça um enorme rakma, negro de manchas avermelhadas. O reptiliano tem uns espetos quebrados aqui e ali, e usa uma veste de combate, que parecem músculos negros, por baixo das semi-roupas de piloto.
     -- Será que estamos todos aqui, então? -- pergunta a mulher.

     Todos se viraram para ver um droide vindo, voando entre as piscinas com bordas banhadas a ouro. Ele veio da parede, lá do alto, ao lado de um enorme telão cinematográfico, e no lado oposto se vê cadeiras especiais. Há um arco no lado norte, e uma abóboda translúcida onde estão, e eles se reúnem hoje para falar sobre trabalho.
     -- Boa noite -- diz a voz de homem, bem velho -- Aqui está o adiantamento (tuttut - faz o Pk de cada um e todos), sessenta mil, como estava anunciado. O quinto elemento teve de viajar, e não vem.
     -- Não estou aqui pelo dinheiro, Tk -- diz o reptiliano -- Estou aqui porque quero ouvir o problema.
     -- Hmmmh,... -- diz a mulher -- Qual é o problema, então?
     -- Meu filho foi sequestrado -- revela o importante nobre, e sua voz treme.
     -- Porque você me chamou, e como me achou nesse planeta? -- questiona o lagarto.
     -- A Cartomante decidiu os números a serem chamados. Ela sorteou nos dados, e eu só segui o que meus outros contatos me disseram para fazer, que era seguir as instruções dela.
     -- Aceito o trabalho, Mal-ec -- diz a dama.
     -- Ow-ohw, moça, você é rápida -- interfere o homem sujo; ela vê restos de chocolate na barba dele -- Calma, ae. Nós vamos ter acesso a todas as informações? Eu disse TODAS as informações.
     -- Depois de aceitarem o trabalho, sim -- confirma o nobre, revestido de droide.
     -- Se você me GARANTE isso, então eu to dentro -- conclui o sujo. Ele anda até o vaso de plantas ornamentais e o arrasta um pouco, para poder sentar nele.
     De repente, ouviram uma nova musical. Olharam para o lado, e o jovem de chapéu toca uma gaita. Aquilo deve ser a maneira dele de dizer que aceita o trabalho, diz a troca de olhares entre o reptiliano e a mulher de vermelho. O lagarto para e pensa. Não demora muito até se perceber seu rosto bruto e olhos de assassino tomarem a decisão.
     -- Então, assim está bom -- fecha ele -- Nos dê as informações, e nós estamos no negócio. Ei, você! Você leva o velho? Vamos para o Hangar, que eu tenho fome.
     O garoto parou de tocar, e ergueu a aba do chapéu.
     -- Tenho uma outra ideia. Eu conheço um lugar onde podemos ter uma sala de reuniões livre de segredos, e tem comida. Mas pode ser, eu levo o velho então.
     -- Ei! Eu tenho nome -- protesta o velho, cuspindo em um canto. Ele cheira a alho, malte e whisley bem velho, mas o garoto sorri de canto de boca, apertando os olhos.
     -- Provavelmente -- responde o jovem negro -- Eu não sei exatamente o que eu estou fazendo nessa reunião.
     -- Você está em um grupo formado para ter o máximo efeito, e é bom ver um de vocês tão longe de sua terra natal. Qual é o seu nome? Eu me chamo Deviant -- diz a mulher.
     -- Arrol. Mas o que,...
     -- E vocês dois? Nós precisamos nos conhecer, por nossa sobrevivência -- pergunta a senhorita aos outros dois.
     -- Eu gosto de você, senhorita. Eu sou o Wiet -- responde o velho.
     -- Horch -- finaliza o lagarto.
     -- Eu não quero sessenta mil, quero devolver -- supreende Wiet -- Eu quero um encontro com essa mulher, A Cartomante. E o digníssimo nobre não nos disse seu nome.
     -- Assim seja. Eu sou o Senhor Toaesch, Duque dessa corporação onde estão. Vocês terão os nossos recursos para isso. Meu filho estava quase em tempo de realizar os testes da Corporação para se tornar um nobre; isso não está nas informações porque é uma informação privilegiada, mas vocês devem saber disso.
     -- Considere uma missão cumprida, Senhor Duch -- conclui Deviant.

     E então, inúmeras mulheres lindas saíram de portas ocultas nas paredes, vestindo pouca roupa. "Eu gosto desse trabalho", balbuciou Wiet, mas todas olham para Deviant com um olhar de medo. O velho caçador olha para ela e força a visão, e então ele também percebe. Ela tem uma pouca aura visível, e também visivelmente sobrenatural, que causa desconforto.

     -- Aqui estão as informações que vocês pediram -- diz o nobre, pela voz metálica do droide flutuante -- E se vocês quiserem comida e bebida, podem pedir às minhas funcionárias. Peço a vocês para não envolver a Mídia, hora nenhuma.
     -- Maltado, e sem gelo -- ruge Wiet.

     Todos se sentaram na piscina, para analisar as informações. O droide foi-se embora. Depois de configurarem que há informações demais, eles vão por eliminação, e fazendo um resumo.
     O jovem sequestrado, Tooki, ejik, 17, viveu a maior parte de sua vida na Nietogh. Teve poucos, quase nenhum amigo. Está para se formar, na academia logal, em Física, e em Navegação. Ele adora música, em especial música ejik antiga, clássicos. Há uma foto. Ele nunca teve uma namorada, e fazia sexo apenas com as modelos que servem a corporação. Não costumava sair, mas frequentava o criadouro de cavalos de guerra, daqueles que têm duas patas dianteiras, onde cavalgava e também cuidava de tuleques, sempre acompanhado de droides de proteção, porque o filho de um Duque pode se tornar o próximo Duque da empresa.
     -- Vam'pra fazenda -- mastigou Wiet.
     -- Isso não vai levar a lugar nenhum -- conclui Arrol -- Ele é um físico, rico, e é só isso.
     -- Nós precisamos começar em algum lugar, Arrol. Ele teve contato com herdeiros possíveis de outras grandes corporações, teve vinte de três tutores, mas apenas uma mulher mais velha que era religiosa -- diz o rakma, calmo. Mas isso meio que despertou a mente do jovem ejik, que imediatamente decide procurar nas informações onde o garoto sequestrado havia sido visto pela última vez.
     -- Vamos para o criadouro, porque foi lá que ele desapareceu.

               ----- / -----

     # Naeoitooki Haras, noroeste de Tol Rim

     Tol Rim é uma cidade imensa, e o taxi que leva Deviant e Horch encolhido atrás contornou o espaço aéreo entre a área comercial de Santilla e a enorme região onde está a Universidade, até chegar ao Hangar. Wiet foi de raptor com Arrol. A moto de velocidade chega primeiro ao ponto de encontro, e o homem vê o garoto se encostar à moto de velocidade, e puxar a gaita. Ele toca uma melodia antiga, que deixa a sensação de que antes era melhor, fazendo com que alguns dos pilotos ali presentes parem para ouvir.
     Depois de alocar a raptor na nave, com uma aparência bruta como toda nave rakma, eles seguiram para o interior. A noroeste dali, depois das fazendas industriais, eles vêem um sem número de morros, todos encimados de casinhas com antenas, e a nave avisa "Chegamos" na língua oka, o que deixa Deviant interessada: "Então, ele é um rakma que vive na Aliança? De onde será que ele vem?", pensa ela. O local de pouso já estava bom para pousar, e um androide faz a guia, sinalizando com os braços.
     -- Wiet? Vamos fazer um reconhecimento? -- pegunta o garoto. O caçador não evita pensar "Garoto esperto, esse,... Gostei dele", mas Deviant tem um treinamento muito especial, e percebe esse pensamento vagando no ar; ela não diz nada.
     -- Nós estaremos no estábulo onde o fato aconteceu -- diz o enorme reptiliano.

     Depois do vôo de investigação, Arrol para no estábulo e percebem o problema logo ao olhar para o chão. Não há dúvida nenhuma de que isso é uma indicação sobrenatural, se não pior.
     -- Oah! -- diz o jovem velho Wiet, ao descer da raptor, mas ele é até bem ágil para todo o seu peso.
     -- Há droides pra todo lado -- resume Arrol -- Eles parecem saber que nós temos permissão para estar aqui. Toda colina tem uma casa em cima, todas com piscina, e onde também há uma antena ao lado da casa. O que é isso?
     -- Isso é um heptagrama -- revela Deviant -- Foi aqui que o garoto desapareceu. Nós já testamos, jogar capim sobre o símbolo. O capim se queima, com uma chama violeta. Horch acha que é uma passagem para o Inferno, e o garoto não foi sequestrado.
     -- O garoto foi mandado para o Inferno -- diz o rakma.
     -- O garoto foi mandado para o Inferno? Vocês estão loucos. Missão cumprida, então. Vou pegar um malte numa das casas, e a gente se vê por aí um dia desses -- conclui o caçador.
     -- Não é tão simples assim, Wiet -- diz o imenso Horch -- Temos uma missão de resgate.
     -- Resgate!? Você não está falando o que eu acho que está falando,... -- a voz do caçador diz que ele está duvidando da lucidez do rakma, mas ele só olha meio de lado, e fica quieto.
     -- Essa região deve ter milhares de medidas quadradas grandes,... -- comenta o garoto Arrol, enquanto olha seu Pk especial de pulso -- Aqui diz qual era a mansão em que ele ficava.
     -- Vamos lá, investigar -- conclui Deviant.

    Minutos depois, depois da longa explicação de Deviant sobre um heptagrama, que "Esse símbolo está relacionado aos Infernalistas. Um grupo, ou mais precisamente, uma Seita que existe há pelo menos cinco mil anos", Horch pousa ao lado da mansão, e Deviant imediatamente vai para a piscina para relaxar. Ela tira o vestido vermelho, e sua roupa de banho é branca. Arrol decide ir até a antena, e Wiet pede um malta para a androide que cuida dessa casa, pega um óculos de sol de algum dos bolsos, e deixa seu peso sobre uma cadeira de piscina.
     O rakma investigou toda a mansão, e volta para falar com Wiet.
     -- Não há nada de especial nessa casa -- conclui Horch.
     -- Isso é uma música,... antiga -- Wiet está falando da música que Arrol toca em sua gaita, e eles podem ouvir das piscina. Wiet se levanta com algum esforço -- Vamos ver o que o garoto conseguiu. Você vem, moça?
     -- Sem dúvida, Wiet -- e a senhorita sai da água, indo até seu vestido vermelho.

     (Enquanto isso),...

     Arrol vê a imensa antena, e retira sua gaita do bolso da jaqueta. As primeiras notas já lhe dizem que ele está prestes a encontrar uma coisa que procurava.
     Assim, ele entra na base de concreto da antena, e seu Pk faz "tuttut". Ele olha, e o computador está "Procurando Rede". Seu sorriso se mistura com a música enquanto ele toca uma balada. Vai até o centro da base, depois decide sair de debaixo da antena. "Tuttut" faz o computador. A rede não funciona debaixo da antena,...
     Ele vai novamente para cima da base, que fica apenas meio metro acima do chão. Sua intuição, guiada pela música que ele improvisa, ouvindo o chamado do seu coração, lhe diz que é exatamente aqui. Há um alçapão. Deve ser muito pesado para ele erguer, mas então ele se lembra que eles têm um rakma no grupo.
     Assim, ele para de tocar. Ninguém poderia imaginar a sua surpresa quando ele continua ouvindo a música que estava tocando. Ela vem de lugar nenhum. O jovem piloto olha para cima, imaginando imaginar a música.
     Deviant, Wiet e Horch chegam.
     -- O que você tem pra nós aí, garoto? -- começa o velho.
     -- Acho que encontrei -- responde Arrol. Ele guarda a sua gaita, e espera o grupo subir à base da antena, e então todos perceberam que o seu computador não encontrava a rede ali.
     -- Isso é um alçapão -- comenta Deviant. Ela avança para tirar o alçapão, mas Horch entra na sua frente.
     -- Deixa isso comigo, que eu abro -- diz o rakma.
     Ela só ergue as sobrancelhas, e vê que o garoto Arrol olhava, atento. Não demorou um segundo, e o reptiliano ergueu o alçapão. Eles viram uma escada de parede, indo até bem no fundo onde não era possível ver o que havia.
     Desceram. Horch primeiro, Deviant diz "Eu vou por último, para garantir a retaguarda", e desceu depois de Wiet e Arrol.

     A escada de parede leva a uma sala, onde vários computadores estão às paredes. Várias luzinhas piscam, insistentes.

     Arrol tira sua gaita e começa a tocar.

     De alguma maneira, tudo isso de repente fez sentido em sua mente. Ele entoou uma música, e de repente sabe que essa era a música favorita do desaparecido Tooki. Todos investigam a sala, sem encontrar nada, mas o jovem piloto começa a entrar em transe, e apenas Wiet percebe que isso não é uma música qualquer.
     Em transe, Arrol entoa a música e vai se lembrando do desaparecido. Tooki gostava de trazer as acompanhantes para essa mansão, e ele sente a imagem de estar sobre uma bóia na piscina da casa.
     A toada é interrompida.
     -- Eu conhecia Tooki -- revela o piloto.
     -- O que você está dizendo? -- duvida o caçador.
     -- Não, Wiet. Eu estou falando sério. Eu conhecia Tooki, mas não sei dizer como nem onde eu o conheci -- Arrol ainda sente sua mente ferver, enquanto diz isso.
     -- Eu acredito em você -- confia o caçador.
     -- Calma, Wiet. Mas isso é muito interessante, Arrol. Fale mais -- pede Deviant.
     -- Eu,... eu não sei,... -- as palavras falham ao jovem. Ele treme.
     A visão de Arrol é retirada do ambiente, e ele vê claramente um enorme cavalo de guerra Homi, como se fosse uma memória há muito muito tempo esquecida; ao voltar a si, ele está no chão e o rosto de Deviant está sobre o seu.
     -- O que aconteceu, Arrol? -- ele ouve a voz do rakma.
     -- Eu acabei de ver um cavalo de guerra preto, como se isso fosse uma memória,... Que barulho é esse?
     -- Vem lá do alto,... -- e eles viram Deviant sair e subir. A velocidade dela foi tão grande que deixou um rastro no ar, como se inúmeras cópias dela fossem deixadas para trás, desaparecendo a seguir.

     Ouviram um barulho imenso, "Bhhóooah!" vindo lá de cima.

     Deviant bateu, ou melhor, esmurrou o alçapão. E nada. Ele está fechado pelo lado de fora. Tentando forçar mais uma vez, ela vê que não há como abrir, realmente, e decide descer.

     -- O que aconteceu? -- pergunta Horch, sério.
     -- Estamos fechados aqui -- diz a mulher de vermelho -- Alguém fechou o alçapão.
     -- Mas,... -- Arrol olha pela passagem até lá em cima -- Ele está aberto,...
     A sempre jovem Deviant vai até ele, e olha também. Ela faz um "Hmmmh",... e comenta "Horch, venha olhar isso também. Parece que essa passagem é um corredor planar"
     -- Parece,... -- reflete o rakma -- que essa sala é a passagem. Você foi tão rápida que mudou de plano.
     -- Estão fechando o alçapão! Eu estou vendo -- diz o piloto de corrida.
     -- Você está vendo o alçapão ser fechado de novo? -- duvida Deviant.
     -- Eu vou lá -- e o garoto começa a subir.

     Arrol ouve um barulho, um tipo de "Póc", na sala abaixo.
     Ele está se sentindo um mar sob uma tempestade, e mais memórias lhe vêm à mente. Ele se vê beijando uma mulher, uma das acompanhantes que servem a corporação.
     Ao chegar lá no alto, Horch já estava lá, forçando o alçapão. "Como ele passou por mim?", se questiona o jovem.
     -- Está fechado, realmente -- conclui o rakma -- E este não é o alçapão planar.
     -- O que a gente faz agora, Horch? -- pergunta Arrol, sério.
     -- Vamos descer -- diz o reptiliano.
     -- Eu quero forçar a passagem, antes de descer, mas você está n-...
     -- Vou ficar de olho em você, enquanto você desce.
     Dito isso, o rakma simplesmente desapareceu diante dos olhos do jovem piloto, com um "Póc!". Arrol passa a mão sobre o lugar onde o rakma deveria estar, mas não há nada lá.
     Assim, o jovem piloto fica tonto e acha que vai cair. Repira fundo, e volta a si. Vê que estão esmurrando a passagem, o som de marretas, então não há mais como sair da sala de computadores, nem por ali nem pelo outro lugar que os outros estão falando; ele não sabe o que é, mas ver uma pessoa desaparecendo bem diante dos seus olhos não é uma coisa que se vê também todos os dias.
     Depois de forçar o alçapão sem sucesso, ele decide descer.

     -- Você mudou de plano depois que eu teleportei -- diz o rakma, quando Arrol chega -- Isso é uma coisa que a sua raça faz, quando vocês estão sob muita pressão.
     -- Eu vou tentar chamar um djine -- revela Deviant, e ela se concentra.
     -- O que vocês estão querendo dizer? -- questiona o caçador.
     -- Que nós estamos presos, Wiet -- revela Horch -- Não há mais como sair desse lugar. Eu não sinto o lado de fora, porque isso aqui é um plano paralelo.
     Arrol olhou para a expressão no rosto do velho sujo, e acha que ele está doido. Seus olhos estão saindo das órbitas, e ele está se ajoelhando no chão, com as mãos cheias de dedos apontadas para cima diante de si.
     -- Como a gente sai? -- Arrol pergunta a Horch.
     -- Eu não consegui ser ouvida por nenhum djine, porque essas coisas só acontecem no mesmo plano. Isso aqui é provavelmente um construto, e estamos presos, realmente.
     -- Mondohhamah moom-ha nekron a Lennehklámm!.. -- eles ouvem o caçador dizer, surtando. Ele está louco. Ele repete a loucura dessas palavras mais uma vez, e Arrol sente um arrepio torto. O velho rasga as próprias roupas, em transe. A parte de cima das roupas lhe caem sobre os braços e a cintura.

     No mesmo instante, surge um rosto fantasmagórico diante dele, mas Deviant havia subido até a passagem novamente, e todos ouviram um barulho enorme novamente, "Bhhóoah!" vindo lá do alto. "Estamos mesmo fechados aqui",... conclui ela. Arrol fica paralizado. Horch olha para a entidade, se preparando para qualquer coisa.
     -- Quem,... Vocêe!,....... -- a Entidade olha para o velho louco, e há ódio nos olhos da criatura.
     -- Nós estamos presos aqui -- interfere Horch, rapidamente.
     -- Ao menos um de vocês aporta -- não era uma pergunta, mas Horch responde.
     -- Sou eu -- ele olha nos olhos da criatura, que percebe que ele não teme.
     -- Você,.. -- o rosto olha novamente para o velho caçador -- Hhm,.. está certo, então. Eu vou criar uma passagem para fora, e você -- a coisa olha para o rakma -- aporta todos pela passagem.
     Pareceu muito óbvio para Arrol que a Entidade conhecia o velho louco, sem nenhuma dúvida.

     -- Pule -- Deviant ouve uma voz, grave e tenebrosa.
     -- Olá -- ela responde -- Quem é você?
     -- Eu sou O Sombrio, a voz e mensageiro da Senhora das Trevas.
     -- Oh, merda,..... Não preciso dos seus favores. Se você me ajudar eu não te devo nada -- ela responde.
     -- Você não tem o tempo para descer -- diz a voz.
     -- Hmpf,... -- ela olha para baixo, e pula. São umas trinta medidas até lá embaixo. Ela se concentra em suas capacidades especiais, e se prepara para o impacto.

     -- Aí está a passagem -- diz a Entidade, e seu rosto desaparece. O rakma sente sua nave, e decide em um segundo.
     Horch rapidamente segura o velho louco pelo braço, e olha para Arrol. O jovem não precisa de ordens, e se apressa a segurar o braço do rakma, ao mesmo tempo que olha procurando por Deviant.
     A mulher de vermelho cai, fazendo um barulho surdo, e suas pernas se transformam em pétalas vermelhas. Após o impacto, ela se ergue e Arrol vê sob a pouca luz desse lugar as pétalas vermelhas recomporem o corpo dela novamente. Em um segundo, ela era ela outra vez. Ela pula, tão rápido quando não é possível prever, e segura o braço do reptiliano.

     O lugar desaparece, e eles estão fora, dentro da nave de Horch.

     # A Chefe de Segurança

     -- Abre essa porta -- Arrol está tenso, e desesperado.
     -- Klah, abra a porta para ele sair -- ordena o rakma à sua nave. E a porta se abre. O jovem sai e anda tonto até sua raptor de motovelocidade, dá a partida e sai voando pelo ar.

     O garoto ainda está tendo memórias estranhas, e vê uma cachoeira, como se ele já a conhecesse. Em cinco minutos ou menos, ele para a raptor ao lado da queda d'água, tira as roupas meio desesperado, e entra na água.

     Ainda na nave Klah, Deviant e Horch se olham nos olhos. Ela sugere "Piscina?" e ele só a segue até a mansão, deixando o velho louco ajoelhado ali como se o mundo houvesse acabado.

     Ao saírem da nave, Deviant e Horch viram uma mulher com uma jaqueta com a estrela símbolo da corporação lá na antena, e eles foram chegando perto, ouvindo muito baixinho -- ambos têm todo o treinamento para isso -- a mulher dizer "Parem!", ordenando os homens a parar de tentar abrir aquele alçapão a força.
     A mulher veste uma roupa preta, utilitária, e vai até eles no meio do caminho.
     -- Vocês estão bem? Nosso sistema avisou que vocês estavam presos, e eu mandei os funcionários tentarem abrir o alçapão. Mas o que foi que aconteceu?
     -- Primeiro, o que você é? -- pergunta Deviant.
     -- Eu não tenho Magia. Sou a chefe de segurança das fazendas. Eu sei que magia existe, minha avó era uma bruxa.
     Só então Deviant relaxou, Horch percebe os músculos dela descansando.
     -- Eu aceito uma bebida, e sexo, na piscina -- pede Deviant.
     -- Não entendi o que você quer dizer, senhorita. Eu sou a chefe de segurança,...
     -- Então, o androide me faz uma bebida -- ela diz, decepcionada.

     Na mansão, eles narram tudo o que aconteceu à Chefe, e ela diz que vai mandar um relatório ao Duque. Deviant interfere, e diz que eles também vão fazer o mesmo, de roupas de banho, sobre a bóia da piscina.

     -- Não há construtos na nossa fazenda -- diz a Chefe, e ela passa a mão sobre seu cabeço preto curto. Deviant faz um "Tsc", pensando sobre a pele branca da segurança.
     -- Pode acreditar, senhorita Chefe, que aquilo é um construto -- conclui Deviant.

     Horch retira sua veste de combate, e se prepara para tomar o sol que todo rakma deve tomar uma vez por semana, agora parece que concluindo que a Chefe não tem nada a ver com tudo isso.

     -- Ah, Chefe -- Deviant sorri de canto de olho -- Eu sou Deviant.
     -- Naila -- diz a Chefe -- Se vocês não se importarem, eu quero ficar e ouvir o que vocês vão decidir fazer, para fazer meu relatório depois.
     -- Oi, droide! -- eles vêem o velho chegando, com a roupa toda rasgada -- Malta, sèc! Apresentações? Eu sou Wiet, e eu vou ficar aqui debaixo do toldo relaxando, moça -- ele fala com a Chefe -- Não se preocupe. Eu estou ouvindo.

     # Meditação Um

     Depois de uma experiência traumática, descanse sobre suas memórias.

     # Arrol e Tooki

     O jovem piloto Arrol se lembra como se fosse hoje sua primeira corrida, ali relaxando na cachoeira. Hoje, porém, a impressão de que ouvia a sua própria gaita foi a coisa mais estranha disso tudo. Eco? O que seria? Depois de algum tempo, ele espera a água evaporar, e veste sua roupa deixando seus pensamentos se encontrarem.
     Minutos depois, ele decide que isso não pode ser coincidência, e se prepara para ir encontrar o grupo. Ele bipa a nave de Horch, pois não tem o Pk de ninguém, e ela responde.

     Instantes depois, o rakma lhe envia a mensagem de que estão na piscina, está tudo bem. Ele responde ao reptiliano que está a caminho, e que esperem por ele em dez minutos.

     Sua mente não para, mas flui, e ele ordena sua raptor chamar pelo Senhor Duque.

     Ele sabe o que está acontecendo, apesar de ser a coisa mais absurda que ele mesmo já conseguiu pensar em toda a sua vida. Não existe nenhuma outra explicação possível.

     -- Sim -- Arrol ouve a voz do Duque.
     -- Senhor Toaesch, o Senhor se lembra que eu conhecia Tooki, seu filho? -- questiona Arrol.
     O Duque não responde de imediato, e demora algum tempo até que ele falar. O jovem observa cada nota musical da voz do Duque, porque isso pode ser muito importante.
     -- Eu não sei do que você está falando -- diz o nobre.
     -- Eu sei o que está acontecendo.

     Depois de ouvir a voz do nobre, sua mente está clara como um dia de verão. Tudo isso lhe confirma. Suas memórias estranhas, o eco da música que ele tocou. A tentativa de deixa-los presos, o heptagrama no chão do estábulo, tudo isso lhe diz com muita certeza que ele está certo. É insano, mas tem certeza que essa é a resposta.

     -- Seu filho está sendo obliterado.

          (Fim)

     Algumas Considerações necessárias

     Quem estava do outro lado do alçapão planar? Arrol está certo? Está mesmo o filho do nobre Duque, Tooki, de que Arrol se lembra vagamente de ter conhecido, em memórias estranhas, sendo apagado da memória do mundo, até a não existência?

     Espero que você esteja se divertindo com a leitura, e,...
          ,... Fique ligado.

               ----- / -----

     Dia: 27 de Novembro, 2010, Lavras Novas (Alexandre's Lair)
     Hora de Jogo: Início em Dia 27, 18:51; Final em: Dia 28, 05:32

          Personagens

Wiet, ejik, um jovem velho careca, apesar de ter apenas por volta de 35 anos, num chapéu de pastor
        Local de Origem: desconhecido
             Mote
    -- "Once a hunter guided by faith and now cursed by a mistake, he wanders without past".

Arrol, ejik, 17, um jovem negro com olhos ambar, e uma queda por adrenalida, famoso corredor de motovelocidade
        Origem: Tol Rim, Kalaummuklutwa (Akkoya)
             Mote
    -- "I'm centered but I enjoy adrenaline and live into this dialectic. I'm a pilot, and musician. I crawl by the streets, and find myself on the chess".

Deviant, ejik, idade indeterminada, brunette, cabelos pretos, proporções femininas perfeitas
        Origem: Princípia (Prislýpea), Akkoya
             Mote
    -- "You've got a job to get done, and I have creds to collect".

Horch, rakma (reptiliano), negro com sardas avermelhadas, roupas utilitárias de piloto, veste de combate, e boina
        Origem: desconhecida
             Mote
    -- "I travel unimaginable distances to free those who deserve a second chance".

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     Notas em Inglês -- Notes in English

     Helo, and Be welcome to the Action Tale adventure blog.

     The old version in English is being given a final version, but in Portuguese. My friend Heitor, also a member of our Creative Club, was always elling me that my English is strange. Also, several friends here where I live say "It's in English, so I can't read". This way, I'm writing finally the final versions, but Portuguese is the language to be used now. We have a translator now, and as soon as there happens some enough money to do that, there will be an English version.

     All information on the Conlangs, worldbuilding and other notes must stay in English, for that is really easier to keep in this language and also because it is directed to a broader audience.

     Thanks for your pacience.
          Stay Plugged.