Ilha de Realidade
Esta sessão foi jogada em 19 de Maio de 2017.
Depois de uma noite bem dormida, Rayki se levanta para conversar com sua casa. "Darla", a casa, diz que vai precisar de manutenção, mas que não é urgente. Rayki pergunta se Darla tem os manuais de manutenção e, depois de confirmar que sim, ele diz que "Não tem problema nenhum. Eu vou estudar os manuais, e conserto à medida da necessidade", depois foi fazer café para Tobias e Lucius, que se levantaram.
As impressões de Rayki sobre o mundo são muito básicas.
Ele não tem informações o suficiente para concluir as observações sobre o mundo, mas lembra um pouco Akkoya de dois mil anos antes.
-- Bom dia -- diz ele -- O café está pronto.
-- Bom dia -- responde o Diretor Tobias, se sentando.
-- Dia -- responde Lucius -- Hoje nós vamos verificar os documentos de vocês. Seria muito ruim que um policial comum parasse vocês e vocês não tivessem os seus documentos em dia, e isso é um serviço da Guarda pra vocês, então são documentos oficiais.
-- O que é esse barulho? -- questiona Rayki.
-- Meu telefone está tocando -- responde Lucius -- Vou colocar no viva-voz (e atende). Bom dia, Tarja.
-- Bom dia, Lucius -- diz a bruxa -- Eu entrei em contato com um astrônomo, Neil, e tenho algumas informações importantes. A noite passada, uma série de luzes douradas apareceram no céu de Beaga, formando um dragão em cima da cidade. Acontece que esse dragão existe. Tenho um contato que é um schamant, e ele está cuidando desse dragão.
-- Que bom! -- exalta-se Tobias -- ele sobreviveu e veio nos proteger. Esse dragão é o dragão protetor de nossa escola.
-- Bom saber disso -- a voz de Tarja melhorou um pouco -- Eu queria que vocês fossem a uma das Casas, que tem alunas que já estão prontas para começar os estudos.
-- Pode deixar que fazemos isso -- diz Lucius.
-- Não posso deixar de dizer que tem um lugar em Andrômeda que está em zero absoluto, e que foram vistas naves tentando deixar a galáxia, mas não conseguiram.
-- Mataram nosso setor, então... Zero absoluto mata qualquer coisa. Nem mesmo os espíritos sobrevivem a essa temperatura.
-- Se é isso, é isso, Tobias -- Tarja tem o pensamento rápido -- Meus pêsames. Você consegue calcular o tamanho do estrago? Número de mortos, é o que quero dizer.
-- Um trilhão e meio de habitantes, viviam naquele setor.
-- Quem quer que tenha atacado o seu setor tem uma arma que ameaça a existência da vida, Tobias, e precisamos nos proteger disso.
-- Não temos tecnologia para enfrentar isso, Tarja -- resume Tobias -- Sabemos só que os mundos começaram a ser bombardeados, de órbita, até que não restasse nada.
-- Temos de nos unir, Tobias. Nós precisamos te pedir para passar os conhecimentos que tinham em seu mundo de origem aos estudantes de nossa escola. Estamos fundando uma escola. Assim que puder, vamos nos encontrar para conversar sobre esse assunto, por favor.
-- Sem dúvida -- Tobias toma um gole do café.
-- Tarja, você tem noção de quantos estudantes nós já temos?
-- Uns vinte, Lucius -- ela suspira -- Nós precisamos de técnicas de construção, para que as Casas não fiquem a mostra para os comuns.
-- Nós temos técnicas avançadas de construção, Tarja -- diz Tobias -- Será um prazer poder ajudar.
-- Temos uma base que, se todos os construtos forem construídos da maneira correta, podemos ter mais ou menos trinta mil estudantes, na zona sul de Beaga.
-- Isso é dez vezes a quantidade de estudantes que a minha escola tinha -- Tobias se assombra -- Nunca pensamos em ter uma escola com essa capacidade.
-- Lucius, você toma conta deles -- diz Tarja -- Eu vou cuidar de tentar encontrar estudantes que estejam encarnando.
-- Sem problemas, Tarja.
A conversa foi muito boa, é o que pensa Rayki.
De repente, um barulho contínuo começa a ser ouvido, e Rayki identifica o barulho como vindo do seu carro, que é um carro de polícia de Akkoya.
Ele vai até o carro, e entra, para ver o que é que está acontecendo.
-- Akkoya foi bombardeada -- diz o carro.
-- O que?! Pelos Deuses! Você tem mais informações?
-- A Academia da Magia, da Política e do Poder conseguiu se proteger do ataque. As informações que tenho são as da Academia. O alvo foram as Ilhas de Realidade do mundo, e você sabe que são milhares de Ilhas. Isso, e os grandes centros urbanos.
-- Dos dezesseis bilhões, quantos foram os mortos?
-- Quatro bilhões e meio de mortos. A frota está intacta. Estão ajudando os sobreviventes. Nenhuma das pessoas de poder mais importantes morreu.
Uma interferência acontece, e Rayki ouve uma voz conhecida.
-- Inspetor Rayki -- ele confirma, "Sim?" -- Aqui é Raýla. Eu venho te pedir que continue a investigar os mapas da pasta preta. Voltamos a nos comunicar, depois. O Nephlimburg que nos mostra o mundo em que você está está intacta, e é a única escola que sobreviveu; uma escola que não está totalmente construída, por enquanto.
-- Sim, minha Senhora -- Rayki responde -- Estou na ativa.
A comunicação terminou, e Rayki agradeceu ao carro.
Rayki reuniu o grupo, para fazer mais café, e conversar.
-- Meu mundo foi bombardeado -- revela ele.
-- Será que tem alguma coisa a ver com os bombardeios em Andrômeda?
-- Boa pergunta, Lucius -- Rayki está desolado -- Não sabemos.
-- Vamos visitar as estudantes na Casa que Tarja nos pediu?
-- Vamos, Tobias -- diz Rayki -- A Academia do meu mundo sobreviveu ao ataque, e isso é um bom sinal, de que podemos sobreviver a esse inimigo em comum.
-- Que boa notícia, Rayki -- Tobias se exalta -- Claro, que nada apaga o sofrimento das pessoas que perderam entes queridos, mas é uma excelente notícia.
-- Quantos mortos em seu mundo, Rayki?
-- Quatro bilhões e meio, Lucius -- explica o inspetor.
-- Meus pêsames -- diz Lucius -- Vamos?
-- Vamos -- Rayki concorda -- Está na hora.
Saíram da casa e entraram no carro de Lucius, um Opala antigo.
-- Que pitoresco -- foi o comentário de Rayki.
-- É um Opala, oitenta e seis -- explica Lucius, com calma.
-- E como é que se dirige? -- Rayki quer entender.
-- Fique observando, que você vai aprender.
Alguns minutos depois, estavam chegando ao lugar onde fica a Casa, mas Rayki sentiu que entrou em sintonia, identificando que acabaram de entrar em uma Ilha de Realidade.
-- Estamos em uma Ilha de Realidade -- informa Rayki.
-- Bom saber -- diz Tobias -- Mais tarde, podemos verificar o tamanho dessa Ilha de Realidade, depois de conversar com as estudantes.
Chegaram a uma casa que, da mesma forma que a casa de Rayki, se esconde dos olhos das pessoas comuns, e dos visitantes indesejados.
Foi difícil se anunciar, porque é uma parede reta, não uma porta.
Entraram, depois que uma das estudantes permitiu.
-- Aqui é Lucius, eu sou da Guarda da cidade.
-- E quem foi que te deu o nosso endereço? -- questionou ela.
-- Foi Tarja da Noite Preta, e precisamos entrar.
-- Ela nos avisou que vocês viriam.
Entraram, e foram recebidos por um bando de meninas. Duas delas se assombraram, a mais velha e uma outra menina, dizendo "Diretor Tobias,... você está vivo".
Rayki viu uma pequena de uns nove anos, que questionou imediatamente.
-- Eu sou Ayahkra -- disse ela -- Quem é você?
Depois de identificar a voz, ele sabe que é a Deusa que lhe ensinou português.
-- Inspetor Rayki, número 10.191, formado pela Academia de Akkoya.
-- O que foi de mais importante que você descobriu hoje?
-- Até agora, que esta região também é uma Ilha de Realidade. Nós vamos investigar o tamanho do Nephlimburg, mais tarde.
-- Essa é uma ótima ideia, vou fazer isso.
E a pequena pulou a janela, e não estava mais lá.
-- Inspetor Rayki, em que mundo você está? -- ele ouviu pela janela. A voz era jovem, de uma garota, e disse isso na língua de Akkoya.
-- Chamam de Terra, é o nome genérico. Não sei por enquanto o nome certo. Você está em Akkoya? Onde você está? Quem é você?
E Rayki também pulou a janela, pra ir falar com a voz.
-- Me chame de Amila -- disse a voz -- Eu estou na única escola que não foi atacada.
-- Que bom saber que você consegue nos ver -- Rayki conclui.
-- Você poderia me dizer o tamanho do Nephlimburg?
-- Vou verificar isso, e depois eu te digo -- diz Rayki, cheio de missão -- Você está observando esta Casa? Tem algum motivo especial pra isso?
-- A Deusa Gato está morando nessa Casa.
-- Que bom saber -- Rayki se sente aliviado, agora sabe o nome da Deusa -- E que bom que tenho um meio de comunicação com Akkoya. Você é nobre?
-- Eu sou da Casa de Raýla -- disse a garota.
-- Que ótimo! Vou verificar o tamanho da Ilha de Realidade e amanhã em te digo.
-- Iyalaloui (Obrigado) -- disse a garota, se despedindo.
Rayki voltou para dentro da casa, onde Tobias verificava as memórias das suas alunas, e não estavam melhores do que as dele mesmo.
Katia, a mais velha, agradeceu pela visita.
Saíram da casa bastante entusiasmados com a possibilidade de se ter uma escola que não tem uma série de edifícios base, ou seja, não tem um alvo central para um ataque.
Foram verificar o tamanho da Ilha de Realidade.
Depois de uma tarde inteira de investigação, concluíram que quase toda a região sul da cidade estava sendo transformada em Ilha de Realidade.
Isso significa um Nephlimburg imenso, fora de padrão.
Foi o que Rayki explicou para seus companheiros.
-- Agora, vamos resolver os seus documentos.
(fim de sessão)
Agradeço muito por ler, e,...
..,. Stay Plugged.
Halloi (Helo). Welcome to The Action Tale. This is my Adventure Blog. Here I write about the Story I play with my Friends, the Games I create, and the Akkia language that I dedicate to the Study of Fiction.
Saturday, 20 May 2017
Friday, 17 March 2017
Uma Pequena Conversa (#02)
Uma Pequena Conversa
Esta sessão teve lugar em 17 de Março de 2017.
-- Você ter livro atualiza?
-- Acho que você precisa mais de vivência do que de livros -- respondeu o livreiro.
-- Do que você está precisando? -- foi a pergunta do inspetor da Guarda local.
-- Livro atualiza história energia.
-- Vamos pra minha casa -- disse a bruxa.
Assim foi que Rayki foi parar na casa de Tarja, uma influente bruxa de Beaga, na companhia de Lucius, membro inspetor da Guarda da cidade.
-- Eu ver livro alfa livraria... Muito livraria boa.
-- Você precisa aprender nossa língua -- diz Tarja -- É muito difícil entender o que você diz e quer dizer.
Eles ouviram uma voz de menina, carregando poder em cada sílaba.
-- Você agora sabe essa língua, porque eu quero.
Rayki deu um passo para trás e todo o conhecimento da língua portuguesa de repente brotando em sua mente; ele murmurou um "Wow", e se concentrou para conversar.
-- Que língua difícil... mas agora eu sei o que fazer.
-- Obrigada, minha Deusa -- diz Tarja.
-- Foi uma deusa que fez isso por mim? Eu agradeço. Tem uma região pequena em Akkoya que fala essa língua, o Mar de Peixe. Foi lá que eu encontrei Efemmera, a Deusa da Morte, e ela me indicou como chegar até seu mundo.
-- Temos Efemmera também -- revela Lucius.
-- Será que este é um dos sessenta e quatro mundos de Pã O Terrível? Efemmera é capaz de se comunicar com estes mundos.
-- Improvável, Rayki -- pondera Tarja, sem saber exatamente o que ele quer dizer -- Nós temos a nossa Efemmera. Não é a mesma de seu mundo, é uma Deusa local.
-- Estamos procurando Tobias, não é isso? -- Rayki sugere -- A gente podia fazer um ritual para Efemmera, e ela nos dizer o que fazer.
-- E vamos apontar ele para a Deusa da Morte? Não acho uma boa ideia.
-- Não, Tarja -- Lucius concorda -- Parece o único jeito.
-- Eu sei o ritual -- revela Tarja -- Tenho os componentes, o giz e tudo, sei o diagrama, mas ainda não acho que é uma boa ideia.
-- Vamos fazer o ritual, então -- Rayki conclui.
Em um ritual de duas horas, os dois fazem tudo o que Tarja diz a eles para fazer, e então, de repente, os diagramas começam a brilhar. Nem tudo no mundo são flores. Invocar a Deusa da Morte é uma coisa que apenas aqueles que não tem outra opção fazem. Está um dia quente, lá fora. O fato de estarem vestidos com um pano branco, e mais nada, não gera nem frio nem calor. Fizeram um ritual de Augúrio, simples. Agora que as linhas estão brilhando, podem se concentrar e fazer as perguntas que precisam para encontrar o Diretor da escola em ruínas.
-- Ah, Efemmera! -- Tarja começa -- Contando com todo o nosso respeito, procuramos um homem chamado Tobias, e que era o Diretor da escola em ruínas que surgiu em nossa cidade.
Alguns dos diagramas começaram a se modificar. Rayki identifica que os diagramas estão se transformando em diagramas de investigação. Ele é inspetor galático, formado pela Academia de Akkoya, e sabe que fizeram o ritual certo. Agora é só uma questão de tempo até que a resposta surja em meio aos diagramas, e eles tenham os símbolos que precisam para encontrar Tobias, mas Lucius interrompeu o ritual.
-- Ah, Efemmera! Eu posso fazer um sacrifício em troca.
E então, Rayki abaixou a cabeça, sem saber se chorava ou se ria de nervoso. Oferecer um sacrifício a uma Deusa da Morte é insano, é o que ele pensa.
-- Vocês vão -- eles ouvem uma voz, jovem, severa e melodiosa -- até o Café em frente à livraria de magia, e você, estrangeiro que não está acostumado aos modos deste mundo, vai ser capaz de identificar a pessoa que vocês procuram.
-- Obrigado pela missão, Deusa Efemmera -- diz Rayki.
E o ritual acabou, de repente. Sem dúvida, a Deusa da Morte tem muito o que fazer. Não pode ficar mais tempo do que um augúrio.
No Café
Está de noite, e a vida noturna da região vai até tarde.
Sentados no Café, Rayki identifica que um homem, razoavelmente jovem, ali com os seus trinta anos de idade como ele mesmo, toca um amuleto para pagar a conta. Rayki se levanta e vai até o homem, logo depois de ele pagar pelo jantar.
-- Percebi que o senhor tem um amuleto; posso perguntar?
-- É a única fonte de renda que eu tenho, e não me dá muito dinheiro.
-- Estou procurando o Diretor da escola em ruínas. É você?
-- E eu estou precisando de lugar para morar. Você pode me conseguir isso?
-- Tenho uma casa humilde, mas não vai me fazer mal dividir apartamento com você, Tobias. Venha se sentar com a gente, por favor.
Tobias aceitou, mirando um lugar para morar.
-- Esta é Tarja e este é Lucius. Tobias, eu sou Rayki, de Akkoya.
-- Devo dizer que o prazer é todo meu -- diz o Diretor.
-- O Café está fechando. Sugiro a gente entrar para a livraria, antes que Edgart decida que tem alguma coisa pra fazer e feche a porta -- diz Tarja.
Minutos depois, Tarja apresenta Tobias a Edgart, o livreiro. "Este é Tobias, Edgart", nada de grandes apresentações.
Tarja ficou conversando com Edgart, enquanto Rayki e Lucius observavam Tobias avaliar os livros da livraria de magia O Doppelgangger.
As duas estagiárias reconheceram o Diretor Tobias.
-- Diretor,...
-- Que bom, eu me lembro de você; mas você era mais velho, bem mais velho. O que aconteceu com a sua barba branca?
-- Que bom encontrar vocês duas.
-- Nós somos estagiárias, aqui, pra pagar moradia. Eu também estou dando aulas particulares a um garoto bruxo chamado Athýmas.
-- Excelente! Trabalho, moradia e comida.
-- Foi nisso que nós duas pensamos.
-- Está tarde -- realiza Tobias -- Nós podíamos ir para algum lugar para dormir. Você disse que tem uma casa, e que eu poderia dormir lá.
-- Sem problemas -- diz Rayki -- Vamos pra minha casa. Tarja?
-- Vocês vão pra sua casa, eu tenho assuntos com Edgart, aqui, e precisamos pensar nos livros didáticos para os jovens que vão estudar nessa região.
-- Você pode ajudar Tarja com a escola de nossa cidade, Tobias.
-- Obrigado, Lucius. Eu não tenho outra opção. Não vou deixar os alunos e funcionários da minha escola sem ajuda.
Minutos depois, a pé, porque é o único caminho que Rayki conhece, eles chegam a uma parede divisória de duas casas. A parede se abre, depois que o inspetor galático verifica se não há nenhuma pessoa prestando atenção, ou passando pela rua, e uma casa simples mas muito bonita aparece onde antes era só uma parede. Rayki deixa Tobias e Lucius entrarem. "Boa noite", ele cumprimenta seu carro, que não pode ser usado porque não tem rodas e voa. Lucius decide voltar e pegar seu carro, para agilizar para amanhã. "Darla, este é Tobias. Ele vai morar aqui comigo", e a casa cumprimenta Tobias, com um "Boa noite, Tobias". Rayki foi fazer "kofi", explicando que esse é o equivalente de café de seu mundo, e Tobias diz que isso existe na maioria dos mundos, mas que é bom saber o nome genérico e não mágico disso, porque ele adorou café. Lucius chega, deixando seu carro do lado de fora na rua.
-- Então, você é o Diretor da escola em ruínas,...
-- Sou eu mesmo -- Tobias se explica -- Percebi que Tarja é importante nessa região, e que ela quer fundar uma escola. É isso mesmo?
-- Isso mesmo -- Lucius começa a explicação -- Tarja é muito influente. Ela quer que tenha uma escola nessa região, um tipo de dormitórios-escola, pelo que eu entendi.
-- Não vai ter um edifício da escola? -- estranha Tobias.
-- Deixa eu explicar o que eu entendi. Tarja quer que não tenha um lugar central, para que exista um alvo principal a ser atingido.
-- Isso é uma excelente ideia -- Tobias se surpreende.
-- Vamos dormir? -- sugere Rayki.
Rayki explica que a casa tem voz e vai explicar a eles onde encontrar as coisas, toalhas, roupa de cama, água e banheiro.
(fim de sessão).
Algumas considerações
E agora, que encontraram o Diretor da escola em ruínas? Será que agora a cidade vai finalmente ter uma escola? De onde Tobias e os encarnantes vem?
Obrigado por ler, e,...
..,. Stay Plugged.
Esta sessão teve lugar em 17 de Março de 2017.
-- Você ter livro atualiza?
-- Acho que você precisa mais de vivência do que de livros -- respondeu o livreiro.
-- Do que você está precisando? -- foi a pergunta do inspetor da Guarda local.
-- Livro atualiza história energia.
-- Vamos pra minha casa -- disse a bruxa.
Assim foi que Rayki foi parar na casa de Tarja, uma influente bruxa de Beaga, na companhia de Lucius, membro inspetor da Guarda da cidade.
-- Eu ver livro alfa livraria... Muito livraria boa.
-- Você precisa aprender nossa língua -- diz Tarja -- É muito difícil entender o que você diz e quer dizer.
Eles ouviram uma voz de menina, carregando poder em cada sílaba.
-- Você agora sabe essa língua, porque eu quero.
Rayki deu um passo para trás e todo o conhecimento da língua portuguesa de repente brotando em sua mente; ele murmurou um "Wow", e se concentrou para conversar.
-- Que língua difícil... mas agora eu sei o que fazer.
-- Obrigada, minha Deusa -- diz Tarja.
-- Foi uma deusa que fez isso por mim? Eu agradeço. Tem uma região pequena em Akkoya que fala essa língua, o Mar de Peixe. Foi lá que eu encontrei Efemmera, a Deusa da Morte, e ela me indicou como chegar até seu mundo.
-- Temos Efemmera também -- revela Lucius.
-- Será que este é um dos sessenta e quatro mundos de Pã O Terrível? Efemmera é capaz de se comunicar com estes mundos.
-- Improvável, Rayki -- pondera Tarja, sem saber exatamente o que ele quer dizer -- Nós temos a nossa Efemmera. Não é a mesma de seu mundo, é uma Deusa local.
-- Estamos procurando Tobias, não é isso? -- Rayki sugere -- A gente podia fazer um ritual para Efemmera, e ela nos dizer o que fazer.
-- E vamos apontar ele para a Deusa da Morte? Não acho uma boa ideia.
-- Não, Tarja -- Lucius concorda -- Parece o único jeito.
-- Eu sei o ritual -- revela Tarja -- Tenho os componentes, o giz e tudo, sei o diagrama, mas ainda não acho que é uma boa ideia.
-- Vamos fazer o ritual, então -- Rayki conclui.
Em um ritual de duas horas, os dois fazem tudo o que Tarja diz a eles para fazer, e então, de repente, os diagramas começam a brilhar. Nem tudo no mundo são flores. Invocar a Deusa da Morte é uma coisa que apenas aqueles que não tem outra opção fazem. Está um dia quente, lá fora. O fato de estarem vestidos com um pano branco, e mais nada, não gera nem frio nem calor. Fizeram um ritual de Augúrio, simples. Agora que as linhas estão brilhando, podem se concentrar e fazer as perguntas que precisam para encontrar o Diretor da escola em ruínas.
-- Ah, Efemmera! -- Tarja começa -- Contando com todo o nosso respeito, procuramos um homem chamado Tobias, e que era o Diretor da escola em ruínas que surgiu em nossa cidade.
Alguns dos diagramas começaram a se modificar. Rayki identifica que os diagramas estão se transformando em diagramas de investigação. Ele é inspetor galático, formado pela Academia de Akkoya, e sabe que fizeram o ritual certo. Agora é só uma questão de tempo até que a resposta surja em meio aos diagramas, e eles tenham os símbolos que precisam para encontrar Tobias, mas Lucius interrompeu o ritual.
-- Ah, Efemmera! Eu posso fazer um sacrifício em troca.
E então, Rayki abaixou a cabeça, sem saber se chorava ou se ria de nervoso. Oferecer um sacrifício a uma Deusa da Morte é insano, é o que ele pensa.
-- Vocês vão -- eles ouvem uma voz, jovem, severa e melodiosa -- até o Café em frente à livraria de magia, e você, estrangeiro que não está acostumado aos modos deste mundo, vai ser capaz de identificar a pessoa que vocês procuram.
-- Obrigado pela missão, Deusa Efemmera -- diz Rayki.
E o ritual acabou, de repente. Sem dúvida, a Deusa da Morte tem muito o que fazer. Não pode ficar mais tempo do que um augúrio.
No Café
Está de noite, e a vida noturna da região vai até tarde.
Sentados no Café, Rayki identifica que um homem, razoavelmente jovem, ali com os seus trinta anos de idade como ele mesmo, toca um amuleto para pagar a conta. Rayki se levanta e vai até o homem, logo depois de ele pagar pelo jantar.
-- Percebi que o senhor tem um amuleto; posso perguntar?
-- É a única fonte de renda que eu tenho, e não me dá muito dinheiro.
-- Estou procurando o Diretor da escola em ruínas. É você?
-- E eu estou precisando de lugar para morar. Você pode me conseguir isso?
-- Tenho uma casa humilde, mas não vai me fazer mal dividir apartamento com você, Tobias. Venha se sentar com a gente, por favor.
Tobias aceitou, mirando um lugar para morar.
-- Esta é Tarja e este é Lucius. Tobias, eu sou Rayki, de Akkoya.
-- Devo dizer que o prazer é todo meu -- diz o Diretor.
-- O Café está fechando. Sugiro a gente entrar para a livraria, antes que Edgart decida que tem alguma coisa pra fazer e feche a porta -- diz Tarja.
Minutos depois, Tarja apresenta Tobias a Edgart, o livreiro. "Este é Tobias, Edgart", nada de grandes apresentações.
Tarja ficou conversando com Edgart, enquanto Rayki e Lucius observavam Tobias avaliar os livros da livraria de magia O Doppelgangger.
As duas estagiárias reconheceram o Diretor Tobias.
-- Diretor,...
-- Que bom, eu me lembro de você; mas você era mais velho, bem mais velho. O que aconteceu com a sua barba branca?
-- Que bom encontrar vocês duas.
-- Nós somos estagiárias, aqui, pra pagar moradia. Eu também estou dando aulas particulares a um garoto bruxo chamado Athýmas.
-- Excelente! Trabalho, moradia e comida.
-- Foi nisso que nós duas pensamos.
-- Está tarde -- realiza Tobias -- Nós podíamos ir para algum lugar para dormir. Você disse que tem uma casa, e que eu poderia dormir lá.
-- Sem problemas -- diz Rayki -- Vamos pra minha casa. Tarja?
-- Vocês vão pra sua casa, eu tenho assuntos com Edgart, aqui, e precisamos pensar nos livros didáticos para os jovens que vão estudar nessa região.
-- Você pode ajudar Tarja com a escola de nossa cidade, Tobias.
-- Obrigado, Lucius. Eu não tenho outra opção. Não vou deixar os alunos e funcionários da minha escola sem ajuda.
Minutos depois, a pé, porque é o único caminho que Rayki conhece, eles chegam a uma parede divisória de duas casas. A parede se abre, depois que o inspetor galático verifica se não há nenhuma pessoa prestando atenção, ou passando pela rua, e uma casa simples mas muito bonita aparece onde antes era só uma parede. Rayki deixa Tobias e Lucius entrarem. "Boa noite", ele cumprimenta seu carro, que não pode ser usado porque não tem rodas e voa. Lucius decide voltar e pegar seu carro, para agilizar para amanhã. "Darla, este é Tobias. Ele vai morar aqui comigo", e a casa cumprimenta Tobias, com um "Boa noite, Tobias". Rayki foi fazer "kofi", explicando que esse é o equivalente de café de seu mundo, e Tobias diz que isso existe na maioria dos mundos, mas que é bom saber o nome genérico e não mágico disso, porque ele adorou café. Lucius chega, deixando seu carro do lado de fora na rua.
-- Então, você é o Diretor da escola em ruínas,...
-- Sou eu mesmo -- Tobias se explica -- Percebi que Tarja é importante nessa região, e que ela quer fundar uma escola. É isso mesmo?
-- Isso mesmo -- Lucius começa a explicação -- Tarja é muito influente. Ela quer que tenha uma escola nessa região, um tipo de dormitórios-escola, pelo que eu entendi.
-- Não vai ter um edifício da escola? -- estranha Tobias.
-- Deixa eu explicar o que eu entendi. Tarja quer que não tenha um lugar central, para que exista um alvo principal a ser atingido.
-- Isso é uma excelente ideia -- Tobias se surpreende.
-- Vamos dormir? -- sugere Rayki.
Rayki explica que a casa tem voz e vai explicar a eles onde encontrar as coisas, toalhas, roupa de cama, água e banheiro.
(fim de sessão).
Algumas considerações
E agora, que encontraram o Diretor da escola em ruínas? Será que agora a cidade vai finalmente ter uma escola? De onde Tobias e os encarnantes vem?
Obrigado por ler, e,...
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Thursday, 26 January 2017
A Pasta Preta (#01)
Início dos jogos, por assim dizer.
Estamos com dois grupos, jogando em cenários parecidos, mas um está sendo anotado para se tornar romance, um para a publicação aqui no blug.
Dei o nome de Nephlimburgs a este segundo jogo.
Nos reunimos na semana passada para jogar. Um jogador de muitos anos e, como eu, admirador de sistemas bem bolados como gurps e ars magica, além é claro da edição do the world of darkness em que o livro de regras vem separado, pronto pra jogar qualquer coisa que o grupo quiser. E um jogador que nunca havia jogado, mas que adorou o jogo. O outro grupo tem dois jogadores de muito tempo de jogo, e a história está mais avançada.
Estamos jogando em 2016 (5208), e vamos jogar dia a dia.
Isso significa que não vou poder postar tudo o que é jogado, se não ficaria impossível publicar no blug a história, mas vou publicar todas as partes mais importantes.
Akkoya, Academia de Ryklant
A Academia é um lugar imenso, com várias vilas planares e padrão, onde moram mais ou menos dois milhões e meio de estudantes, professores, doutores, militares e especialistas, um lugar aonde só quem recebe essa permissão vai estudar. Outros, frequentam universidades. Hoje seria um dia como outro qualquer. Inspetor Rayki está terminando o relatório de uma investigação, mas decide ir ao banheiro. Ao voltar, encontra uma pasta preta de papel sobre sua mesa. Ele arreda a pasta, e o relatório que iria ser longo, foi reduzido para meia hora de trabalho e, terminado, ele pega a pasta preta.
Ao abrir, encontra cinco mapas impressos em papel de Akkoya.
-- O segundo mapa é da Academia, de uma praça em uma das vilas no padrão -- diz seu peka.
-- Que ótimo,... -- ele continua olhando os mapas -- Peka, eles estão em línguas que eu não conheço. Você tem alguma ideia?
-- O primeiro mapa está na língua dos navegadores, o português. Temos uma região a sudoeste de Ryklant que fala essa língua, mas é onde as cooperativas travam seu embate e por causa disso tem milícias armadas na região.
-- Que ótimo,... Avise minha viatura, estamos indo para essa região e que ela se prepare para intervenções.
Rayki, então, parou o tempo e saiu do seu corpo.
-- Raýla, eu Rayki preciso falar com você.
A névoa à sua frente se transformou em Raýla.
-- Alteza, foram deixados estes cinco mapas sobre minha mesa -- e abriu os mapas para que ela pudesse ver.
-- A pessoa -- ela cheira o ar, com sutileza -- que deixou isso aqui é ediche, aproximadamente trinta anos, sexo masculino. Não é informação o bastante para identifica-lo.
-- O que eu faço com esses mapas?
-- Isso foi deixado para que você investigue.
-- Eu vou investigar, então. E muito obrigado pelo seu tempo, alteza. Espero descobrir o que está acontecendo em breve, e eu te aviso se houver qualquer perigo.
A nobre abaixou a cabeça e ergueu, depois sumiu na névoa.
-- Tugi, desculpe incomodar, mas tenho mapas para uma investigação. Sei que você não vai aparecer para conversar, mas mantenho você avisado. Se houver qualquer perigo, eu volto à Academia e te aviso.
-- Obrigado.
Duas horas depois, Rayki sobrevoa a região de Ilha do Peixe.
-- Viatura, vamos verificar as ilhas?
Depois de alguns minutos, ele vê uma ilha onde uma menina de uns onze ou doze anos fuma, no alto da ilha, ao lado de um bosque.
-- Se é isso que chamou a atenção, Viatura, vamos descer e conversar.
O Inspetor parou a viatura próximo a essa menina, e abriu a janela. É uma menina clara, mas bronzeada de praia.
-- Oi, você fala Oka?
-- Nativa, posso saber porque?
-- Ainda bem. Não, é só pra saber se eu iria ter de falar em português. Isso não é muito normal, pra mim, não sabia que havia moradores nessa ilha.
-- Meu pai comprou a única casa.
-- Ele trabalha com o que?
-- Meu pai trabalha com a Bolsa, mas trabalha em casa.
-- E você? Vem sempre aqui? Fuma escondido?
-- Eu venho às Ruínas da Morte sempre, e fumo porque é meu remédio. Se não, coisas estranhas acontecem perto de mim.
-- Entendi. Minha suposição é de que você é uma bruxa.
-- Sou -- ela ficou incomodada -- Eu sou uma bruxa.
-- Que bom. Que Ruína é essa, que você disse?
-- Dizem que essa lápide é a lápide da primeira vez que a Deusa da Morte morreu. Não é uma ideia muito boa vir aqui e não falar com ela.
-- Vou descer e ir na Ruína, então.
O Inspetor Rayki desceu e se aproximou.
A aura da garota de repente começou a ficar visível, e ele a ouve murmurando "Vou ter de fumar mais um", e se aproxima da lápide.
-- Deusa da Morte, eu recebi cinco mapas e vou investigar. Se a Senhora tiver qualquer coisa a me dizer, por favor, diga.
Apareceu uma mão destra de névoa, parecendo ossos. A mão apontou a pasta preta e o chão e, então, Rayki entendeu e abriu os mapas no chão.
-- Eu sou Efemmera, A Morte. Você vai encontrar um distúrbio aqui -- e a mão apontou um lugar no mapa de Ryklant, uma casa na praça da vila padrão da Academia.
-- Eu agradeço, e espero pelo dia em que vamos nos encontrar da maneira que eu acho pior. Há ameaça de morte em meu caminho?
-- Isso existe. Pela sua reverência ao meu Santuário, não levarei você.
-- Obrigado por isso -- e a mão sumiu.
Rayki passou pela garota, acenando para ela.
-- Iyalaloui (Obrigado) -- ele diz -- Espero que possamos nos encontrar de novo.
-- Obrigada pela visita, mas como eu devia te chamar? -- a aura dela desapareceu, e ela voltou a se acalmar.
-- Inspetor Rayki, e você?
-- Orija Manga.
Rayki entrou na viatura e foi embora, mas enquanto pilotava, resmungava: "Puta merda, eu conversei com A Morte. Puta merda",... várias vezes.
Ao chegar na praça, havia uma viatura da Defesa da Academia, a patente logo abaixo dele, do lado de fora da casa com a perturbação.
-- Boa noite, Inspetor Rayki -- ele mostra a carteira.
-- Boa noite, Inspetor -- disse o líder -- Estou vendo que mandaram um especialista. Que bom. Eu e os outros não queremos entrar, por causa das manifestações.
-- Eu vou entrar com a minha viatura. Se vocês puderem, façam a segurança da praça, pois não sei aonde isso vai nem sei que dia eu volto, mas a viatura é uma garantia.
-- Boa sorte, Inspetor -- desejou o líder dos policiais.
Entrando na viatura, Rayki questionou se está tudo bem.
-- Vamos entrar em uma manifestação desconhecida, não está tudo bem.
-- Vou precisar de você, pra ter um lugar seguro pra dormir.
Depois disso, a viatura concordou, e Rayki sobrevoou a casa para entrar na garagem. Ao estacionar, o telhado tapou a visão do céu.
-- Inspetor -- diz a viatura -- estou captando satélites de baixa tecnologia em órbita, de tecnologias parecidas com as que eram usadas há dois mil e quinhentos anos atrás.
-- Que ótimo,... Tem algum sinal da Academia?
-- Nenhum, e estamos em uma grande cidade. Vou precisar estudar. Me deixe aqui, eu espero você para que você possa dormir.
-- Iyalaloui (Obrigado).
*
Uma das vantagens de ter se tornado Inspetor da Guarda dessa cidade é ter acesso a relatórios da Guarda, e ter presença em qualquer investigação, se quiser.
Os dois membros da Guarda fazem o seu relatório, e Lucius acompanha cada palavra.
Em primeiro lugar, o relatório confirma que agora existe a ruína de uma Escola de Magia na região comercial, que não existia antes. Não existia, mas a líder bruxa confirmou que estão aparecendo jovens que estudaram nessa escola, mas que elas e o único garoto tem problemas de memória, e não se lembram exatamente da sua escola. Eles foram com a líder bruxa Tarja até a única entrada conhecida, e ela levou um grupo. Seguindo a Diretriz "Deixe os grupos resolverem", foi o que fizeram, e o grupo desvendou e selou a passagem.
-- O problema é que havia um meteoro caindo e o tempo estava parado, dentro da passagem havia mais de duzentos Vultus, e corpos de pessoas mortas depois da passagem. Nós demos o tempo que nos é dado para deixa-los resolver, e eles resolveram. Agora, o meteoro se transformou em barro e toda essa escola que apareceu está coberta de barro. O tempo voltou a passar. Não temos mais a necessidade de estar em alerta temporal em nossa cidade, o problema foi resolvido. O que não foi resolvido é que Escola é essa, que apareceu em ruínas e com mais de seissentos mortos, e como os estudantes estão voltando à vida, com família e casa na cidade, esse é o problema.
-- Por favor, você me passa o contato da líder bruxa, Tarja?
Saindo da sala de relatório, Lucius liga para Tarja.
-- Alo.
-- Tarja? Aqui é o Inspetor Lucius, da Guarda. Podemos nos encontrar?
-- Claro. Pode ser aqui em casa, te mando o endereço por mensagem.
-- Obrigado.
Encontrar a casa foi fácil, parar na garagem para oito carros, também.
-- Tarja, boa noite.
-- Lucius, não é isso? Boa noite.
-- Isso -- ele percebeu que ela não disse "Inspetor".
-- Entre. Aceita um whisky?
-- Obrigado, aceito -- e entraram na casa.
-- Esta é Anita. Anita, Lucius.
-- Prazer, Anita.
-- O prazer é meu.
-- Lucius, acredito que você está investigando a Escola que apareceu, do nada, e ninguém nenhum de nós sabia que existia -- Tarja serve um whisky, pra três.
-- Exatamente -- Lucius confirma -- O que aconteceu?
-- Os espíritos estão chamando os estudantes que estão aparecendo de Bênçãos, e nós da Nação da Magia estamos organizando repúblicas para que os estudantes morem juntos e aprendam a conviver uns com os outros, e fica mais fácil levar os professores selecionados por nós e pela Guarda até eles e elas. Em resumo, estamos usando o surgimento dessa escola para fundar nossa educação. Ainda seremos de maioria de independentes, mas a oportunidade de selecionar entre nós aqueles mais velhos que possam dar aulas está batendo à nossa porta.
-- Tem mais alguma coisa acontecendo?
-- Tem sim, Lucius -- Tarja fica séria -- A Escola de São Paulo foi atacada anteontem, você deve ter ouvido comentários na Guarda. Temos duas sobreviventes que vieram pra cá, e junto delas veio também uma Deusa, a Deusa Gato, estão sob meus cuidados.
-- Deusa? Interessante, isso. A Guarda está avisando as sociedades atravéz da Guarda de outros lugares sobre os ataques a Escolas.
Ambos tiveram a noção de que Anita estava incomodada.
-- Está tudo bem, Anita? -- pergunta Lucius.
-- Mais ou menos, Lucius. Obrigada por perguntar, mas a morte de tantas pessoas e o surgimento de alunos e alunas está me colocando medo, isso eu não tenho como esconder.
-- A Guarda é um modelo usado por muitas cidades, Anita. Nós vamos conseguir desvendar quem está por trás disso. Qual é a sua opinião, Tarja?
-- Ficamos sabendo que praticamente todos os servos dos magos foram assassinados, por envenenamento, há um mês e meio atrás. Acho que são eles, por trás de tudo.
-- Ah, a velha rixa entre bruxos e magos. Não temos provas. Além disso, eles parecem ter sido os primeiros alvos. Não podemos culpa-los, principalmente sem provas.
-- Então, vamos sair e investigar. O que você acha, Lucius?
-- Eu não, hein?! -- se exclui Anita -- Eu estou cuidando da casa.
-- Por onde você sugere que começemos?
-- Tem uma livraria muito boa para começar a investigação. Duas Bênçãos estão trabalhando lá como estagiárias, e um garoto Bênção conseguiu sair do labirinto da Escola Ruína entrando no construto da sala de meditação da livraria. Mas vamos com calma, o vendedor é meu amigo. Edgart tem ajudado muito. Não é uma batida, mas sim uma investigação leve.
-- Tudo bem -- Lucius concorda -- Vamos, então.
*
Rayki saiu do carro, e foi ver o céu noturno, quase sem estrelas.
-- As pessoas que andam na rua tem um comunicador muito básico, e vai ficar estranho se eu conversar com você, então estou polarizando nossas conversas.
-- Obrigado por isso, Odarlo. Tudo, menos parecer doido.
Ao sair para a rua, Rayki vê que saiu da manifestação e seu peka lhe avisa "Não estou conseguindo contato com a viatura".
Ele tira um bloquinho do bolso e começa a anotar. Nomes de ruas. O número da casa, em que sua salvaguarda viatura está. E sai andando. A pasta preta, embaixo do braço. De fato, a região é falante de português, e é nessas horas que Saber de Línguas importa. Depois de um tempo, chegou a uma área de bares e cafés -- "Pelo ao menos, eles se divertem a noite", pensa -- Então, ele vê uma livraria e decide entrar.
Ao chegar na entrada da loja de tatuagens,... "Espera um pouco",... ele ficou confuso sobre o porque estava diante de uma loja e olhou ao redor procurando, vendo várias pessoas com tatuagens naquele quarteirão, sentados nos bares e cafés.
De repente, a porta da livraria apareceu mais uma vez.
Ele subiu as escadas, e encontrou uma livraria de Magia, reconhecendo vários dos símbolos dos livros, e foi até o balcão.
-- Me desculpe pela porta, ela não reconheceu você como cliente.
-- Eu,... visita -- Rayki tentou, e se lembrou do mapa -- Belo Horizonte,...
-- Olha, que bom que avisou. Vou tentar falar devagar pra você entender melhor. Seja bem vindo à livraria O Doppelgangger. Como você se chama? Nome?
-- Eu,... Rayki. Nome,... interessante, livraria.
De repente, entram duas pessoas, uma mulher e um homem.
-- Edgart, boa noite -- diz a mulher -- Esse é Lucius, Inspetor da Guarda.
-- Boa noite, Tarja -- Edgart se preocupa -- A que devo a honra?
-- Nada oficial, Edgart. Só trouxe Lucius para conhecer a livraria. Não quero atrapalhar -- ela diz isso olhando para o cliente.
-- Eu,... visita. Você,... Inspetor?
-- Eu sou Inspetor da Guarda da cidade. Prazer, Lucius.
-- Eu,... Rayki. Também trabalho Inspetor.
-- Com licença -- pediu Edgart. Uma luzinha vermelha havia acendido, atrás do balcão, e Edgart entrou em seu escritório.
-- Que bom. Está aqui investigando o que?
-- Eu?,... conhecendo cidade.
-- Por favor, com licença -- pede Edgart, vindo apressado -- "Seja bem vindo, Inspetor. Você visita cidade, ou trabalho?" -- Edgart disse isso em outra língua.
-- "Iyalaloui (Obrigado). Você fala macro Oka? Que bom saber que vim ao lugar certo. Como eu explico a eles o que estou fazendo? Estou aqui a trabalho, investigação da Academia. Você consegue me entender"?
-- "Um pouco" -- e se virou para Tarja e Lucius -- Ele é de outro mundo, é Inspetor de uma organização muito importante, e está precisando de ajuda.
-- Você está aqui investigando o que? -- questiona Lucius.
-- Eu,... investigando Ilha de Realidade, Belo Horizonte.
-- Olha, eu já ouvi falar disso -- diz Tarja -- Você tem o mapa da Ilha de Realidade?
Inspetor Rayki tirou a pasta preta de debaixo do braço, e mostrou o mapa.
Não demorou praticamente nada, até que Tarja concluísse.
-- Isso é exatamente o mapa da Escola em ruínas que não existia antes -- e se virou para o visitante, muito séria -- Precisamos da sua ajuda. Nós te ajudamos, você nos ajuda.
-- Grata -- Rayki está começando a se acostumar com a língua -- Muito bom. Eu ajudar vocês investigação, também.
-- Estou começando a gostar disso -- diz Lucius -- Vamos ajudar.
-- Então,... eu,... nós,... grupo?
-- Está certo, isso. Nós vamos investigar isso também -- conclui Lucius.
-- Os independentes e a Nação da Magia também -- conclui Tarja.
-- Academia,... também -- Rayki fecha o acordo.
(Fim de Sessão)
Algumas considerações
Quem deixou a pasta preta na mesa de Rayki?
Como será que Rayki vai lidar com a investigação dos mapas, considerando que ele já encontrou uma Ilha de Realidade, que por si só já vale alguns anos de investigação?
Todos os que morreram se tornaram Bênçãos, ou não?
Obrigado por ler e,...
Stay Plugged.
Estamos com dois grupos, jogando em cenários parecidos, mas um está sendo anotado para se tornar romance, um para a publicação aqui no blug.
Dei o nome de Nephlimburgs a este segundo jogo.
Nos reunimos na semana passada para jogar. Um jogador de muitos anos e, como eu, admirador de sistemas bem bolados como gurps e ars magica, além é claro da edição do the world of darkness em que o livro de regras vem separado, pronto pra jogar qualquer coisa que o grupo quiser. E um jogador que nunca havia jogado, mas que adorou o jogo. O outro grupo tem dois jogadores de muito tempo de jogo, e a história está mais avançada.
Estamos jogando em 2016 (5208), e vamos jogar dia a dia.
Isso significa que não vou poder postar tudo o que é jogado, se não ficaria impossível publicar no blug a história, mas vou publicar todas as partes mais importantes.
Akkoya, Academia de Ryklant
A Academia é um lugar imenso, com várias vilas planares e padrão, onde moram mais ou menos dois milhões e meio de estudantes, professores, doutores, militares e especialistas, um lugar aonde só quem recebe essa permissão vai estudar. Outros, frequentam universidades. Hoje seria um dia como outro qualquer. Inspetor Rayki está terminando o relatório de uma investigação, mas decide ir ao banheiro. Ao voltar, encontra uma pasta preta de papel sobre sua mesa. Ele arreda a pasta, e o relatório que iria ser longo, foi reduzido para meia hora de trabalho e, terminado, ele pega a pasta preta.
Ao abrir, encontra cinco mapas impressos em papel de Akkoya.
-- O segundo mapa é da Academia, de uma praça em uma das vilas no padrão -- diz seu peka.
-- Que ótimo,... -- ele continua olhando os mapas -- Peka, eles estão em línguas que eu não conheço. Você tem alguma ideia?
-- O primeiro mapa está na língua dos navegadores, o português. Temos uma região a sudoeste de Ryklant que fala essa língua, mas é onde as cooperativas travam seu embate e por causa disso tem milícias armadas na região.
-- Que ótimo,... Avise minha viatura, estamos indo para essa região e que ela se prepare para intervenções.
Rayki, então, parou o tempo e saiu do seu corpo.
-- Raýla, eu Rayki preciso falar com você.
A névoa à sua frente se transformou em Raýla.
-- Alteza, foram deixados estes cinco mapas sobre minha mesa -- e abriu os mapas para que ela pudesse ver.
-- A pessoa -- ela cheira o ar, com sutileza -- que deixou isso aqui é ediche, aproximadamente trinta anos, sexo masculino. Não é informação o bastante para identifica-lo.
-- O que eu faço com esses mapas?
-- Isso foi deixado para que você investigue.
-- Eu vou investigar, então. E muito obrigado pelo seu tempo, alteza. Espero descobrir o que está acontecendo em breve, e eu te aviso se houver qualquer perigo.
A nobre abaixou a cabeça e ergueu, depois sumiu na névoa.
-- Tugi, desculpe incomodar, mas tenho mapas para uma investigação. Sei que você não vai aparecer para conversar, mas mantenho você avisado. Se houver qualquer perigo, eu volto à Academia e te aviso.
-- Obrigado.
Duas horas depois, Rayki sobrevoa a região de Ilha do Peixe.
-- Viatura, vamos verificar as ilhas?
Depois de alguns minutos, ele vê uma ilha onde uma menina de uns onze ou doze anos fuma, no alto da ilha, ao lado de um bosque.
-- Se é isso que chamou a atenção, Viatura, vamos descer e conversar.
O Inspetor parou a viatura próximo a essa menina, e abriu a janela. É uma menina clara, mas bronzeada de praia.
-- Oi, você fala Oka?
-- Nativa, posso saber porque?
-- Ainda bem. Não, é só pra saber se eu iria ter de falar em português. Isso não é muito normal, pra mim, não sabia que havia moradores nessa ilha.
-- Meu pai comprou a única casa.
-- Ele trabalha com o que?
-- Meu pai trabalha com a Bolsa, mas trabalha em casa.
-- E você? Vem sempre aqui? Fuma escondido?
-- Eu venho às Ruínas da Morte sempre, e fumo porque é meu remédio. Se não, coisas estranhas acontecem perto de mim.
-- Entendi. Minha suposição é de que você é uma bruxa.
-- Sou -- ela ficou incomodada -- Eu sou uma bruxa.
-- Que bom. Que Ruína é essa, que você disse?
-- Dizem que essa lápide é a lápide da primeira vez que a Deusa da Morte morreu. Não é uma ideia muito boa vir aqui e não falar com ela.
-- Vou descer e ir na Ruína, então.
O Inspetor Rayki desceu e se aproximou.
A aura da garota de repente começou a ficar visível, e ele a ouve murmurando "Vou ter de fumar mais um", e se aproxima da lápide.
-- Deusa da Morte, eu recebi cinco mapas e vou investigar. Se a Senhora tiver qualquer coisa a me dizer, por favor, diga.
Apareceu uma mão destra de névoa, parecendo ossos. A mão apontou a pasta preta e o chão e, então, Rayki entendeu e abriu os mapas no chão.
-- Eu sou Efemmera, A Morte. Você vai encontrar um distúrbio aqui -- e a mão apontou um lugar no mapa de Ryklant, uma casa na praça da vila padrão da Academia.
-- Eu agradeço, e espero pelo dia em que vamos nos encontrar da maneira que eu acho pior. Há ameaça de morte em meu caminho?
-- Isso existe. Pela sua reverência ao meu Santuário, não levarei você.
-- Obrigado por isso -- e a mão sumiu.
Rayki passou pela garota, acenando para ela.
-- Iyalaloui (Obrigado) -- ele diz -- Espero que possamos nos encontrar de novo.
-- Obrigada pela visita, mas como eu devia te chamar? -- a aura dela desapareceu, e ela voltou a se acalmar.
-- Inspetor Rayki, e você?
-- Orija Manga.
Rayki entrou na viatura e foi embora, mas enquanto pilotava, resmungava: "Puta merda, eu conversei com A Morte. Puta merda",... várias vezes.
Ao chegar na praça, havia uma viatura da Defesa da Academia, a patente logo abaixo dele, do lado de fora da casa com a perturbação.
-- Boa noite, Inspetor Rayki -- ele mostra a carteira.
-- Boa noite, Inspetor -- disse o líder -- Estou vendo que mandaram um especialista. Que bom. Eu e os outros não queremos entrar, por causa das manifestações.
-- Eu vou entrar com a minha viatura. Se vocês puderem, façam a segurança da praça, pois não sei aonde isso vai nem sei que dia eu volto, mas a viatura é uma garantia.
-- Boa sorte, Inspetor -- desejou o líder dos policiais.
Entrando na viatura, Rayki questionou se está tudo bem.
-- Vamos entrar em uma manifestação desconhecida, não está tudo bem.
-- Vou precisar de você, pra ter um lugar seguro pra dormir.
Depois disso, a viatura concordou, e Rayki sobrevoou a casa para entrar na garagem. Ao estacionar, o telhado tapou a visão do céu.
-- Inspetor -- diz a viatura -- estou captando satélites de baixa tecnologia em órbita, de tecnologias parecidas com as que eram usadas há dois mil e quinhentos anos atrás.
-- Que ótimo,... Tem algum sinal da Academia?
-- Nenhum, e estamos em uma grande cidade. Vou precisar estudar. Me deixe aqui, eu espero você para que você possa dormir.
-- Iyalaloui (Obrigado).
*
Uma das vantagens de ter se tornado Inspetor da Guarda dessa cidade é ter acesso a relatórios da Guarda, e ter presença em qualquer investigação, se quiser.
Os dois membros da Guarda fazem o seu relatório, e Lucius acompanha cada palavra.
Em primeiro lugar, o relatório confirma que agora existe a ruína de uma Escola de Magia na região comercial, que não existia antes. Não existia, mas a líder bruxa confirmou que estão aparecendo jovens que estudaram nessa escola, mas que elas e o único garoto tem problemas de memória, e não se lembram exatamente da sua escola. Eles foram com a líder bruxa Tarja até a única entrada conhecida, e ela levou um grupo. Seguindo a Diretriz "Deixe os grupos resolverem", foi o que fizeram, e o grupo desvendou e selou a passagem.
-- O problema é que havia um meteoro caindo e o tempo estava parado, dentro da passagem havia mais de duzentos Vultus, e corpos de pessoas mortas depois da passagem. Nós demos o tempo que nos é dado para deixa-los resolver, e eles resolveram. Agora, o meteoro se transformou em barro e toda essa escola que apareceu está coberta de barro. O tempo voltou a passar. Não temos mais a necessidade de estar em alerta temporal em nossa cidade, o problema foi resolvido. O que não foi resolvido é que Escola é essa, que apareceu em ruínas e com mais de seissentos mortos, e como os estudantes estão voltando à vida, com família e casa na cidade, esse é o problema.
-- Por favor, você me passa o contato da líder bruxa, Tarja?
Saindo da sala de relatório, Lucius liga para Tarja.
-- Alo.
-- Tarja? Aqui é o Inspetor Lucius, da Guarda. Podemos nos encontrar?
-- Claro. Pode ser aqui em casa, te mando o endereço por mensagem.
-- Obrigado.
Encontrar a casa foi fácil, parar na garagem para oito carros, também.
-- Tarja, boa noite.
-- Lucius, não é isso? Boa noite.
-- Isso -- ele percebeu que ela não disse "Inspetor".
-- Entre. Aceita um whisky?
-- Obrigado, aceito -- e entraram na casa.
-- Esta é Anita. Anita, Lucius.
-- Prazer, Anita.
-- O prazer é meu.
-- Lucius, acredito que você está investigando a Escola que apareceu, do nada, e ninguém nenhum de nós sabia que existia -- Tarja serve um whisky, pra três.
-- Exatamente -- Lucius confirma -- O que aconteceu?
-- Os espíritos estão chamando os estudantes que estão aparecendo de Bênçãos, e nós da Nação da Magia estamos organizando repúblicas para que os estudantes morem juntos e aprendam a conviver uns com os outros, e fica mais fácil levar os professores selecionados por nós e pela Guarda até eles e elas. Em resumo, estamos usando o surgimento dessa escola para fundar nossa educação. Ainda seremos de maioria de independentes, mas a oportunidade de selecionar entre nós aqueles mais velhos que possam dar aulas está batendo à nossa porta.
-- Tem mais alguma coisa acontecendo?
-- Tem sim, Lucius -- Tarja fica séria -- A Escola de São Paulo foi atacada anteontem, você deve ter ouvido comentários na Guarda. Temos duas sobreviventes que vieram pra cá, e junto delas veio também uma Deusa, a Deusa Gato, estão sob meus cuidados.
-- Deusa? Interessante, isso. A Guarda está avisando as sociedades atravéz da Guarda de outros lugares sobre os ataques a Escolas.
Ambos tiveram a noção de que Anita estava incomodada.
-- Está tudo bem, Anita? -- pergunta Lucius.
-- Mais ou menos, Lucius. Obrigada por perguntar, mas a morte de tantas pessoas e o surgimento de alunos e alunas está me colocando medo, isso eu não tenho como esconder.
-- A Guarda é um modelo usado por muitas cidades, Anita. Nós vamos conseguir desvendar quem está por trás disso. Qual é a sua opinião, Tarja?
-- Ficamos sabendo que praticamente todos os servos dos magos foram assassinados, por envenenamento, há um mês e meio atrás. Acho que são eles, por trás de tudo.
-- Ah, a velha rixa entre bruxos e magos. Não temos provas. Além disso, eles parecem ter sido os primeiros alvos. Não podemos culpa-los, principalmente sem provas.
-- Então, vamos sair e investigar. O que você acha, Lucius?
-- Eu não, hein?! -- se exclui Anita -- Eu estou cuidando da casa.
-- Por onde você sugere que começemos?
-- Tem uma livraria muito boa para começar a investigação. Duas Bênçãos estão trabalhando lá como estagiárias, e um garoto Bênção conseguiu sair do labirinto da Escola Ruína entrando no construto da sala de meditação da livraria. Mas vamos com calma, o vendedor é meu amigo. Edgart tem ajudado muito. Não é uma batida, mas sim uma investigação leve.
-- Tudo bem -- Lucius concorda -- Vamos, então.
*
Rayki saiu do carro, e foi ver o céu noturno, quase sem estrelas.
-- As pessoas que andam na rua tem um comunicador muito básico, e vai ficar estranho se eu conversar com você, então estou polarizando nossas conversas.
-- Obrigado por isso, Odarlo. Tudo, menos parecer doido.
Ao sair para a rua, Rayki vê que saiu da manifestação e seu peka lhe avisa "Não estou conseguindo contato com a viatura".
Ele tira um bloquinho do bolso e começa a anotar. Nomes de ruas. O número da casa, em que sua salvaguarda viatura está. E sai andando. A pasta preta, embaixo do braço. De fato, a região é falante de português, e é nessas horas que Saber de Línguas importa. Depois de um tempo, chegou a uma área de bares e cafés -- "Pelo ao menos, eles se divertem a noite", pensa -- Então, ele vê uma livraria e decide entrar.
Ao chegar na entrada da loja de tatuagens,... "Espera um pouco",... ele ficou confuso sobre o porque estava diante de uma loja e olhou ao redor procurando, vendo várias pessoas com tatuagens naquele quarteirão, sentados nos bares e cafés.
De repente, a porta da livraria apareceu mais uma vez.
Ele subiu as escadas, e encontrou uma livraria de Magia, reconhecendo vários dos símbolos dos livros, e foi até o balcão.
-- Me desculpe pela porta, ela não reconheceu você como cliente.
-- Eu,... visita -- Rayki tentou, e se lembrou do mapa -- Belo Horizonte,...
-- Olha, que bom que avisou. Vou tentar falar devagar pra você entender melhor. Seja bem vindo à livraria O Doppelgangger. Como você se chama? Nome?
-- Eu,... Rayki. Nome,... interessante, livraria.
De repente, entram duas pessoas, uma mulher e um homem.
-- Edgart, boa noite -- diz a mulher -- Esse é Lucius, Inspetor da Guarda.
-- Boa noite, Tarja -- Edgart se preocupa -- A que devo a honra?
-- Nada oficial, Edgart. Só trouxe Lucius para conhecer a livraria. Não quero atrapalhar -- ela diz isso olhando para o cliente.
-- Eu,... visita. Você,... Inspetor?
-- Eu sou Inspetor da Guarda da cidade. Prazer, Lucius.
-- Eu,... Rayki. Também trabalho Inspetor.
-- Com licença -- pediu Edgart. Uma luzinha vermelha havia acendido, atrás do balcão, e Edgart entrou em seu escritório.
-- Que bom. Está aqui investigando o que?
-- Eu?,... conhecendo cidade.
-- Por favor, com licença -- pede Edgart, vindo apressado -- "Seja bem vindo, Inspetor. Você visita cidade, ou trabalho?" -- Edgart disse isso em outra língua.
-- "Iyalaloui (Obrigado). Você fala macro Oka? Que bom saber que vim ao lugar certo. Como eu explico a eles o que estou fazendo? Estou aqui a trabalho, investigação da Academia. Você consegue me entender"?
-- "Um pouco" -- e se virou para Tarja e Lucius -- Ele é de outro mundo, é Inspetor de uma organização muito importante, e está precisando de ajuda.
-- Você está aqui investigando o que? -- questiona Lucius.
-- Eu,... investigando Ilha de Realidade, Belo Horizonte.
-- Olha, eu já ouvi falar disso -- diz Tarja -- Você tem o mapa da Ilha de Realidade?
Inspetor Rayki tirou a pasta preta de debaixo do braço, e mostrou o mapa.
Não demorou praticamente nada, até que Tarja concluísse.
-- Isso é exatamente o mapa da Escola em ruínas que não existia antes -- e se virou para o visitante, muito séria -- Precisamos da sua ajuda. Nós te ajudamos, você nos ajuda.
-- Grata -- Rayki está começando a se acostumar com a língua -- Muito bom. Eu ajudar vocês investigação, também.
-- Estou começando a gostar disso -- diz Lucius -- Vamos ajudar.
-- Então,... eu,... nós,... grupo?
-- Está certo, isso. Nós vamos investigar isso também -- conclui Lucius.
-- Os independentes e a Nação da Magia também -- conclui Tarja.
-- Academia,... também -- Rayki fecha o acordo.
(Fim de Sessão)
Algumas considerações
Quem deixou a pasta preta na mesa de Rayki?
Como será que Rayki vai lidar com a investigação dos mapas, considerando que ele já encontrou uma Ilha de Realidade, que por si só já vale alguns anos de investigação?
Todos os que morreram se tornaram Bênçãos, ou não?
Obrigado por ler e,...
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Friday, 13 January 2017
Feliz Sexta Treze
Feliz Sexta Treze! A todos.
A tradição de comemoração da Sexta-Treze se dá em todos os lugares aonde a Magia vai, sendo um dia em que a comunidade bruxa se reúne para falar de qualquer coisa, menos Magia, evitando assim que a Magia caia em mãos erradas. Fala-se de qualquer assunto, menos Magia. Há bruxos e bruxas que preferem ficar em casa, e aproveitar para fazer rituais. É, e sempre foi, um excelente dia para fazer seus rituais.
Hoje, o Ritual é o de prosperidade.
Eu invoco O Kaos sobre aqueles que tentarem roubar minhas ideias.
Este blug e seu blug irmã são publicados em Creative Commons, mas a autoria das histórias é minha e isto significa que vou invocar da lei caso tentem roubar minhas ideias.
Àqueles merecedores das minhas palavras, feliz 2017! (-;
Àqueles que não, vão,...
Este blug está sendo traduzido para português.
Seu blug irmã também está.
Vamos ao trabalho, que é isso que a gente gosta.
E, apesar de tudo, bons sonhos.
A tradição de comemoração da Sexta-Treze se dá em todos os lugares aonde a Magia vai, sendo um dia em que a comunidade bruxa se reúne para falar de qualquer coisa, menos Magia, evitando assim que a Magia caia em mãos erradas. Fala-se de qualquer assunto, menos Magia. Há bruxos e bruxas que preferem ficar em casa, e aproveitar para fazer rituais. É, e sempre foi, um excelente dia para fazer seus rituais.
Hoje, o Ritual é o de prosperidade.
Eu invoco O Kaos sobre aqueles que tentarem roubar minhas ideias.
Este blug e seu blug irmã são publicados em Creative Commons, mas a autoria das histórias é minha e isto significa que vou invocar da lei caso tentem roubar minhas ideias.
Àqueles merecedores das minhas palavras, feliz 2017! (-;
Àqueles que não, vão,...
Este blug está sendo traduzido para português.
Seu blug irmã também está.
Vamos ao trabalho, que é isso que a gente gosta.
E, apesar de tudo, bons sonhos.
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