Helo, and Be Welcome back.
This is my Adventure Blog, and this session runned on Jan 29, 2011. I'm sorry to post and play so little, but I need to finish my Novel. All my fictional universe needs it. To write is to materialyze, to put into existence, things that once were only my imagination. Thanks to everyone who gave your support. The adventure runned, again, at the paradise called Lavras Novas. I moved things into my room, to make it a possible place to play, so as soon as I finish my first book, we'll play more, and the posts will be more frequent.
Update: May 12, 2011.
This Update: Translation to Portuguese 4 Mar, 2013.
I've finished my Novel, book one. To celebrate, I'll publish this post today, and I'll call Players to play. Soon, I'll post a link with information on the Novel, here at the Blog.
Now, let's get back to the Story.
# No último Episódio,...
Sua mente não para, mas flui, e ele ordena sua raptor chamar pelo Senhor Duque.
Ele sabe o que está acontecendo, apesar de ser a coisa mais absurda que ele mesmo já conseguiu pensar em toda a sua vida. Não existe nenhuma outra explicação possível.
-- Sim -- Arrol ouve a voz do Duque.
-- Senhor Toaesch, o Senhor se lembra que eu conhecia Tooki, seu filho? -- questiona Arrol.
O Duque não responde de imediato, e demora algum tempo até que ele falar. O jovem observa cada nota musical da voz do Duque, porque isso pode ser muito importante.
-- Eu não sei do que você está falando -- diz o nobre.
-- Eu sei o que está acontecendo.
Depois de ouvir a voz do nobre, sua mente está clara como um dia de verão. Tudo isso lhe confirma. Suas memórias estranhas, o eco da música que ele tocou. A tentativa de deixa-los presos, o heptagrama no chão do estábulo, tudo isso lhe diz com muita certeza que ele está certo. É insano, mas tem certeza que essa é a resposta.
-- Seu filho está sendo obliterado.
(Fim)
Quando Arrol voltou, o grupo estava na piscina. Wiet resmungou um "Tirar um cochilo", e foi para a nave dormir, enquanto os demais se reuniram para conversar.
-- Ouvi dizer -- Horch dá início à conversa -- que aqui em Kalaummuklutwa, o Inferno é um lugar para purgar. Ele purga a alma da pessoa que está ali confinada, presa. Dalí, o seu espírito só sai para voltar a vida como uma pessoa totalmente diferente, ou é tão ruim que se torna um tipo inferior de demônio, por meio de uma metamorfose. Não sei o que os Deuses daqui têm na cabeça, pra permitir isso. Mas isso é parte da cultura comum, ou seja, qualquer pessoa sabe. Acontece, que o heptagrama é um símbolo Infernalista. Tenho certeza que meus contatos podem me confirmar isso, mas então, temos a nossa missão.
-- A transformação em Inferior demora setenta e dois anos, Horch -- explica Deviant. A Chefe se vira para a bela Deviant, com um olhar de dúvidas no rosto.
-- Eu poderia lhe perguntar,...
-- Claro -- Deviant se prontifica a responder.
-- Você queria o quê, mesmo?
-- Não importa. Deixemos pra depois -- e se virou para o corredor de motovelocidade. Arrol havia acabado de pegar uma bebida com o dróide de serviço -- Seja bem vindo de volta. Tomou ar o bastante?
-- Banho de cachoeira -- revela Arrol, calmo.
-- Sempre a melhor opção -- e ela se vira para o rakma. Horch havia retirado a parte de cima da veste especial, para se aquecer ao sol, como diz a lenda, todo rakma deve fazer uma vez por semana.
-- Terminamos, aqui -- diz o reptiliano -- Nossa missão está no Inferno. Precisamos investigar também os Infernalistas, mas se eu estou certo, aqui como em outros mundos, eles são o tipo de gente que não deixa espaço pra ninguém investigá-los. Isso deve ser perigoso -- ele parou. Deviant capta no ar que ele fala sobre Arrol, afinal, ele não tem experiência.
-- Eu preciso falar com a mulher que foi tutora dele -- comenta Deviant, casualmente, da piscina.
-- Vocês resumiram suas conclusões -- diz a Chefe de Segurança -- O que vocês precisam? Desde que vocês mantenham o sobrenatural longe dos meus funcionários, e já que têm autorização direta do Duch Toaesch, me digam que acabaram por aqui. Vou ficar feliz de manter o isolamento, do estábulo Doze, mas me digam se há como desfazer aquele símbolo,...
-- Podemos precisar do símbolo, Chefe -- diz a dama na piscina.
Arrol e Horch se levantam, e vão investigar o alçapão. O lagarto se veste rápido. Não houve uma comunicação direta. Parece que eles concordaram que aquilo era prioridade, sem uma palavra. O jovem acha que viu surpresa nos olhos do rakma, que até agora lhe tratava como um problema, e não como parte da solução.
-- Eu pude ver um tipo de,... -- começa Arrol -- símbolo, ou algo assim. Queimou, quando o alçapão foi fechado.
-- Um selo mágico -- conclui o lagarto -- Sou familiarizado com simbologia em termos universais, mas vocês que são nativos é que devem saber quais os significados dos seus símbolos.
-- O jovem sequestrado,...
-- Sim? O que tem o jovem Tooki? -- Horch franze o rosto.
-- Ele está sendo obliterado -- revela Arrol.
-- Isso é impossível -- Horch está bem certo disso, e continua -- Se houvesse alguém com esse poder, o Setor estaria em guerra, quase que automaticamente,... Então,... esquece isso.
Arrol fecha os olhos, tentando se lembrar da música. Ele ouviu. A mesma música que lhe parecia que estava compondo, de ouvido, lhe parecia agora uma melodia muito antiga,... de alguma região de deserto,...
Ele tira sua gaita, e toca. Ao parar, nada. O lagarto assume aquele olhar distante, mais uma vez, mas o garoto não sabe o que isso é, apenas que existe uma coisa em comum. O olhar do lagarto é o mesmo do velho, um transe profundo,... hipnótico,... Tudo isso parece saído de um daqueles filmes de terror, que você sabe que não vai dar em nada de bom.
Wiet voltou da nave, e ao vê-lo, Horch apontou com a cabeça para eles irem ver o velho. Ele foi para a piscina, onde a dama ainda se refresca na água tranquila.
-- Eu sugiro irmos para um hotel -- diz Arrol, ao chegar -- E descansar.
-- O alçapão é sem dúvida uma entrada de um construto, mas não temos como saber o que havia do outro lado -- Horch diz isso, esperando ver alguém concordar que o garoto é jovem demais pra isso.
-- Ei, garoto! -- ruge Wiet -- Eu não gosto da ideia de um hotel. Porque um hotel?
-- Então, você pode dormir na nave. Nós precisamos descansar às vezes, Wiet -- diz o jovem. Wiet torce a boca, e bebe seu malte.
-- Eu já descansei -- resmunga ele, entre os dentes.
-- Me dê o endereço, Arrol. Eu encontro você lá -- diz o lagarto. Deviant sai da piscina, de roupas de baixo, e de repente, está seca. Ela veste seu vestido vermelho, que está novo mais uma vez.
-- Eu vou reservar um quarto pra cada um -- Arrol se impressiona com o corpo da guerreira, só um erguer de leve de sobrancelhas, e coça o lóbulo da orelha.
-- Que seja, certo então -- diz Horch, e espera a dama terminar de se vestir.
-- Você vem comigo, Wiet? -- questiona o garoto.
-- Oka -- suspira o velho, e termina a bebida.
Horch e Deviant vão para a nave. Ela se senta ao lado do capitão, na cadeira lateral, mais alta e confortável que a dele. O painel é um semi-círculo cheio de mostradores. Um holograma surge, dois, de telas com simbologia rakma em caracteres verdes, num fluxo de baixo para cima -- ela acha que são símbolos estranhos, uns gordinhos, outros com pontas.
-- O garoto não está pronto pra isso, Deviant.
-- Eu acho que é melhor ele mesmo decidir para o que está pronto, Horch -- responde ela.
-- Você quem sabe -- conclui ele.
Assim, ficaram em silêncio o resto do trajeto. Ambos são guerreiros, e guerreiros sabem o valor do silêncio, mas sem dúvida ela não tem mesmo certeza que o garoto esteja pronto. Ela nem o conhece bem. A semelhança dele com o Povo, que ela serve há tanto tempo, ainda lhe diz que nem todas as coisas estão claras quanto a este jovem piloto de motovelocidade,...
# Indo para O Porão
Bem, bem,... O bar é na vizinhança do hotel. Lugar onde só gente estanha -- e com muito estilo -- se reúne. Se chama O Porão. Depois de descer pelas escadas tortas, e quadros de atrizes de filmes antigos e no mínimo quinhentos anos atrás, o lugar é sujo, enfumaçado e perigoso, para dizer pouco, mas apenas por Arrol ter lhe levado para um lugar legal, o velho já se sente bem.
Ele se sente em casa.
Wiet vai até o balcão e pede uma bebida. Responde "Qualquer uma", quando o atendente lhe pergunta o que quer beber, enquanto Arrol vai para a mesa de jogo de tacos.
Vinda lá das trevas das mesas sem luz, uma jovem linda vem chegando. Ela se move como um animal. Uma predadora. Suave, como a seda do tecido mais macio que existir, ele para ao lado da mesa.
-- Eu vou ver o que você quer. Vou jogar com você -- diz a garota. Ela não deve ser mais velha que ele, ou talvez seja até mais jovem, mas nesse tipo de lugar, isso não quer dizer nada, ele sabe.
-- Você ainda não pagou -- diz o atendente.
-- Você vai ter o que pedir. Eu estou indo embora -- diz o velho caçador.
Arrol percebe que a garota que joga em sua mesa cumprimenta o atendente, abaixando de leve a cabeça, como quem diz "Tudo bem", uma garota linda, morena clara, de cabeços negros como a noite. Logo que Wiet saiu, o jogo se modificou. Ela é muito sutil, e seus movimentos falam mais que suas palavras, pois ela quase não fala.
Esse lugar sujo não teria como apresentar movimento melhor.
Toda vez que Arrol tenta lhe tocar, ela foge. Ele começou a achar que isso era parte do jogo, mas de repente ela lhe pergunta "Vamos?", e ele só ergue seu chapéu para confirmar.
Ainda fora dali, e até o hotel do outro lado daquela ruazinha sem nada de especial, ela continua a lhe evitar.
-- Você está se perguntando porquê eu evito o contato -- ela não fez uma pergunta. Isso foi uma afirmação, logo que entraram no quarto.
-- Sim -- diz ele -- Isso mesmo.
A garota estala os dedos, e uma chama azulada aparece. Quente, ele chega a mão perto pra sentir.
-- Eu consigo controlar, a maior parte do tempo -- ela diz -- Mas, você,...
-- Você é linda,...
Ele se aproxima dela e lhe beija. Sua pele se esquenta, e ele acha que ela vai pegar fogo. Ela treme. Assim, ela manda seu Peka ligar para o serviço, e manda trazer gelo,...
,... muito gelo,...
Não muito longe, Wiet entra em um hotel. Ele dorme numa cama ruim, o quarto imundo. Suas roupas estão um lixo, assim quando acorda na manhã seguinte, ele abre a porta e vai para o quarto em frente.
Há um homem morto, sobre a cama.
O cheiro dele ainda não está insuportável, ou seja, deve ter morrido hoje, pensa o caçador, mas ele ignora o finado e vai para o guarda-roupas, olhar, e "Mesmo tamanho,... Que dia de sorte". Se veste. Olha um computador Peka sobre a mesinha. Havia uma mensagem piscando, mas ele não se importou em ler. Apenas arremeça o computador pela janela, e sai.
Arrol acorda.
-- Eu preciso ir -- a garota se deita sobre ele, já vestida -- Estou numa missão.
-- Eu também -- ele conclui.
O nome dela, que ele tem certeza que não é verdadeiro, lhe surge em pensamento,...
"Blut",... e ela se vai.
# Bonnir Hotel
Arrol se veste e vai para o hotel. Pula sobre sua moto voadora, e sobe pelos ares.
Enquanto isso, Deviant chega ao Bonnirhottel, lugar que o jovem negro corredor de motovelocidade indicou para usarem como base, e pede por um massagista, conseguindo o que ela queria. No início, ela ainda estava ferida. Durante o momento íntimo, o massagista percebe que os ferimentos dela se fecham, um a um.
O homem apenas decidiu não perguntar,... Da mesma maneira que ela não lhe perguntou seu nome. Ela se veste, e desce para tomar o lanche, em uma manhã um pouco fria, na enorme cidade de Tol Rim.
Wiet chega, e vai direto para o salão de lanche.
Horch toma seu desjejum, ovo crú com cerveja, e o caçador se senta a seu lado. Deviant chega, no momento seguinte.
-- Cadê o garoto? -- cospe o velho.
-- Não se preocupe, Wiet -- conforta Deviant -- Ele vai chegar logo.
-- Nós vamo terminar o trabalho hoje -- diz o lagarto.
-- Tão logo você fale qual é o plano, colega -- mastiga o caçador, comendo um sanduíche de peixe salgado e ervas -- Você estava certa, senhorita. O garoto tá chegando.
-- Oi -- diz o piloto -- Estão gostando da sua estadia?
-- Nós vamos para o Inferno, para terminar o trabalho -- fala Horch.
-- VOCÊ ESTÁ LOUCO! -- grita o velho.
-- Ah-ah,... Não há necessidade de gritar, Wiet -- pede Arrol, movendo a mão, devagar.
-- Oke, oke -- diz o caçador -- Aí vem vocês de novo com essa merda. Não precisa gritar, não precisa gritar, Wiet. Eu devo estar louco de ainda estar com vocês.
-- Vamos para uma sala de reunião, e aí conversamos -- insiste Arrol.
-- Arrol está certo -- conclui a moça.
-- Eu concordo, Deviant -- diz o lagarto.
Ao saírem, Arrol percebe que Wiet pega uma garrafa de vinho, sem ninguém notar. O grupo ainda não sabe, mas estão em um lugar muito especial, e o garoto chama a atenção do caçador.
-- Isso não é seu. Você vai pagar por isso.
-- Sei -- ele abre a garrafa de vinho -- Alguém sempre paga.
-- Eu estou falando sério -- diz o piloto.
-- Eu também -- o velho para, antes de entrar na sala de reuniões -- Você precisa respeitar o seu grupo.
Eles entraram na sala de reunião, mas Arrol ficou para trás.
# A Sala de Reunião
Antes de entrar na sala, Arrol pega seu Peka do bolso e olha quem está na segurança do lanche de hoje. Ele adiciona a garrafa à conta de Wiet, e manda uma mensagem para seu pai, com o aviso de prestar atenção nesse convidado.
-- É uma sala e tanto, garoto. Cadeiras boas. Uma vista bonita. Um relógio antigo de parece. Isso parece um hotel muito rico e caro. Eu não vou pagar por isso.
-- Você não precisa -- aproveita Arrol -- Você é meu convidado. Mas você vai pagar pelo vinho.
O caçador só então percebeu o que está acontecendo. Ele aperta os olhos.
Arrol fecha a porta, acionando um controle lateral com uma senha, que apenas a segurança do hotel pode quebrar. Ele vai até uma mesinha no canto, e abre uma pequena geladeira, retirando uma garrafa de água gelada, que leva até a mesa. Os detalhes da sala são em frisos de cobre, sobre um papel de parede branco sobre branco. Há uma tela, suspensa no ar, para o caso de alguém precisar mostrar algum esquema, e a ligação é feita diretamente com o Peka de cada um, além de que todas as informações de computadores ser criptografada para acesso externo, pelo computador central do hotel, e o relógio de parede é de madeira natural.
-- Bem, vamos conversar.
-- Oke, Horch -- diz Arrol, calmo -- Eu acho que todos precisamos falar tudo.
-- Como foi a sua noite, Arrol? -- interrompe o velho sujo.
-- Boa -- Arrol não esperava pela interrupção.
-- Hah! Garanhão -- ri Wiet.
Arrol não gostou disso, e parou de olhar para o caçador. E então, juntaram as informações. Os nobres são suspeitos, e qualquer Corporação pode realmente ter feito isso, e de acordo com Horch, o garoto que devem salvar está no Inferno.
-- Precisamos investigar os Infernalistas -- diz o lagarto -- O heptagrama é um dos símbolos mais usados por eles, não só aqui em Akkoya, e está ligado a barreiras demoníacas, e o caminho para o Inferno.
-- Então, você vai precisar de roupas -- Arrol diz a Horch -- Essas não vão servir.
-- Porque aquela Entidade interferiu, ontem? -- quer saber a moça.
-- Que Entidade? -- diz o caçador -- Eu juntei algumas notícias. Houve um apagão de um bairro inteiro, essa semana, e devem existir dragões naquele lugar.
-- A Entidade que você invocou -- fala Deviant.
-- Eu não invoquei nada! -- protesta o velho louco.
-- Eu não entendi o que aconteceu no haras -- pede Arrol.
-- Sim, Wiet -- revela Deviant -- Você invocou uma Entidade.
-- EU NÃO INVOQUEI NADA! Você é louca.
-- Parece que eu era amigo do desaparecido, e ele está sendo obliterado -- resume o garoto -- Você não precisa gritar, Wiet.
-- Tá, garoto. Mais um "Não precisa gritar, Wiet" pra mim,...
-- O nível de poder,... -- diz Horch, calmo -- pra alguém fazer isso é tão grande quanto o poder sobre todo o Império, Arrol. Eu não acredito que isso seja possível.
-- Eu também não acredito nisso de "Inferno", Horch -- diz o garoto corredor.
-- Não importa, Wiet -- diz a moça -- Aquela Entidade nos ajudou.
-- Eu estou dizendo: Eu não in-vo-quei na-da. Você é louca. Vocês são todos loucos.
-- Oke, Arrol -- diz a senhorita -- Entendi. Eu me visto de prostituta, e Horch será o cafetão, assim nós nos infiltramos e investigamos. Depois disso, nós podemos ir para o Inferno resgatar o garoto sequestrado.
-- Ir para o INFERNO? Vocês são loucos! Sabe o que tem no Inferno? Todo mundo que eu mandei pra lá -- Wiet arregala os olhos, e depois passa a mão esquerda sobre o rosto -- Tá. Vamos para o Inferno fazer algo de bom.
-- Vamos às lojas aqui, embaixo do hotel -- conclui Arrol.
O velho sujo só balança a cabeça, sem saber se dá pra fazer qualquer coisa com a loucura desse grupo.
-- A Entidade que você invocou se chama O Sombrio, a voz e mensageiro da Senhora das Trevas -- Deviant diz a Wiet.
-- Tá -- diz ele -- Que Entidade eu invoquei? Que nome cliché! Alguém sério usa um nome desses? Vocês estão caindo em uma armadilha, e eu já avisei.
# Indo às Compras
Enquanto Horch e Deviant foram comprar roupas, o velho malte foi falar com o garoto Arrol. Não queria que os outros ouvissem, e precisava fazer isso agora.
-- Ae! Você é doido de seguir essas pessoas, Arrol -- ele parecia são, pela única vez até agora -- Eles são loucos. Eu tô fora.
-- Sem problemas, Wiet -- responde o corredor -- Melhor agora que depois. Bem, eles vão voltar daqui a pouco, e eu aviso a eles que você está fora da missão.
-- Até outro dia.
-- Até.
Wiet ergue de leve a aba do chapéu.
E, então, vai embora.
# O Distrito Doze
Tol Rim, e também a cidade da Academia, Ryklant, têm uma região com o mesmo nome. O Distrito Doze é onde tudo de ruim se organiza, ali, de acordo com a Lei. "Não é errado ser errado", diz a lenda urbana. O que é errado é roubar, e isso é tido como uma das piores coisas que alguém pode fazer, seja nas grandes cidades, ou áreas rurais, igualmente.
Os edifícios da nobreza corporativa desenham o horizonte, como espigas. A motivação artística nos edifícios é antiga, e vista ali do Bonnir Hotel, que se localiza na área comercial de Santilla, a noroeste do Centro, com suas voltas em aço vazado, ou então, enormes construções que lembram castelos medievais, e incontáveis praças onde barraquinhas reúnem as pessoas nos feriados. Tudo isso esconde a verdade dessa cidade, que tudo aqui é diferente do que parece, mas o delírio não permite o seu entendimento.
Eles almoçam no hotel, e se preparam para ir ao Distrito.
Ao anoitecer, eles descem do taxi. Deviant vestida como uma prostituta, e Horch como seu cafetão. Arrol convenceu Horch que ele deve ficar por perto, para garantir as coisas, e a senhorita sempre jovem está mais chamativa do que normalmente já é, agora com um vestidinho bem pequeno que realça as suas pernas, e a pele clara.
Assim, Arrol desce um pouco depois. Ele sai andando, e para um pouco adiante para conversar com um homem, de roupas sujas, dizendo que tem alguém procurando por uma prostituta, e o homem resmungou alguma coisa como "Sai fora",... Ele decide ir embora. Depois de andar quase uns dez metros, um relâmpago estoura o ar. Ele se assusta. Ao olhar para trás, vê que o raio acertou exatamente o lugar onde ele estava agora há pouco, e que existe um homem no chão, um homem que não estava lá antes, "Morto?", duvida o garoto. Ninguém foi ajudar. Ninguém ali dá a mínima se um raio te acertou, e você vai morrer, caído no chão.
A um gesto de Deviant, que só Arrol percebe, ela indica um beco. Arrol vai se juntar a eles, e então, logo que eles entram no beco, uma sombra de uma mulher aparece no muro.
-- O alvo está morto -- diz um sussurro -- Eu recebi a missão de eliminar um dobrador, e vocês não precisam mais se preocupar com ele, mas eu devo ir. Missão cumprida. Adeus.
No momento seguinte, Arrol pega seu Pk e manda um toque para ela, e o computador ali nas sombras faz "tuttut". A sombra para, diante da esperteza dele, e a mulher de sombra lhe faz uma reverência meio medieval, antes de ir embora.
-- O que foi isso? -- pergunta Horch.
-- Nada, Horch -- diz Arrol -- Acredite, que se ela disse que agora estamos seguros, é porque estamos.
-- Há um djine no alto desse edifício -- revela Deviant -- Eu vou lá.
-- Eu quero ir, também -- completa Arrol.
O alto do edifício não era tão alto assim, afinal, a maioria dos edifícios nessa região são baixos, de até oito andares. Enquanto Deviant vai na velocidade que só ela consegue, Arrol é surpreendido pelo guerreiro rakma, que segura o seu braço e lhes teleporta para o alto -- "Wow!", diz o corredor de motovelocidade -- e se sente tonto.
-- Aqui estou, djine -- diz a senhorita.
-- Ótimo -- diz um voz grave -- Fiquem parados, um instante.
Arrol ainda está tonto, mas percebe que o djine ou o que quer que isso seja, estala os dedos da mão direita, e sente uma brisa em seu rosto, ao mesmo tempo que vê uma bala enorme parada em frente ao seu rosto. Um instante depois, a bala cai ao chão. O djine, então, estala os dedos outra vez, e uma grande explosão acontece há uns trezentos metros.
-- Excelente -- diz o homem negro de turbante -- Eu só precisava saber com certeza quem era o alvo deles.
-- "Eu",... era o alvo? -- pergunta o negro Arrol -- De quem?
-- Ainda não sabemos -- diz o djine -- Nossa Nação identificou um dobrador nesse lugar, e mecher com o tempo vai contra as nossas leis, e nos dá direito de interferir em qualquer tipo de situação.
O djine é um homem de uns 50 e poucos anos, negro e de cabelos brancos, sentado em uma almofada, de pernas cruzadas. Ele está calmo, e se vira para o jovem.
-- Como você se chama?
-- Arrol -- responde ele, respirando fundo.
-- Bem, Arrol,... -- interfere Deviant -- Você era o alvo. O raio acertou aquele homem, lá embaixo. Os djines são o seu povo, ainda que pareça que você não sabe disso,...
-- Não,... não sabia disso, até agora,... Você a conhece, eh,... djine?
-- Deviant trabalha para os djines há muito tempo, Arrol -- responde o homem, calmo -- Nós não temos acesso a nenhuma Profecia que indique você, mas isso é uma prova de que ela existe. Fique atenta, Deviant, de agora em diante.
-- Um dobrador do tempo,... aqui,... -- diz a senhorita, muito séria, agora.
-- Dois, Deviant -- diz o djine -- Comece o treinamento do garoto, enquanto nós vamos investigar quem está por trás disso, mas faça isso do jeito mais fácil, sem excessos.
-- Mas eu sinto que ele não tem o Dom,... -- e enquanto Deviant diz isso, Arrol gostaria de pedir para pararem de falar dele como se ele não estivesse presente.
-- Treinamento? -- ele não evita perguntar.
-- Sim, Arrol -- diz a senhorita -- Você é parte do Povo, mas não sabe disso. Você tem sangue djine, e talvez, com o treinamento adequado, possa se tornar um djine.
-- Você veio aqui,... por minha causa? -- Arrol se surpreende.
-- Eu vim aqui por causa do dobrador, mas nós não podemos fazer qualquer coisa. Existem regras. Os Tabus. Vida, Tempo e Inteligência. Agora, você vai receber treinamento, se,... Bem, -- o djine faz uma pausa -- Se você quiser, é claro. Agora, eu devo ir. Ainda tenho de verificar se houve algum dano à Neutralidade, nesse lugar.
-- Eu,...
Não deu tempo de Arrol completar a sentença, e o djine não estava mais ali.
-- Ei! Você não disse o seu nome! Droga,...
-- Eu serei seu Mestre,... -- resume Deviant -- Se você aceitar o treinamento.
-- Posso pensar sobre o assunto? Olhem aquele bar -- Arrol aponta.
Realmente, era um lugar estranho. Todos ali usam roupas estranhas, como se fossem míticas. Roupões, capuzes, e também há um enorme número de mulheres, vestidas como prostitutas, e motos raptor de velocidade estacionadas.
-- Se você tem mesmo sangue djine, Arrol,... -- revela Horch -- Você acaba de apontar o lugar certo.
-- Então, é ali mesmo que nós vamos -- finaliza Deviant.
(Fim de Sessão)
Algumas considerações necessárias
Será que Arrol foi profetizado, como disse o djine? Para fazer o quê? Há quanto tempo? Quem será que guarda tão secretamente essa Profecia, que nem os djines sabiam que existia?
Fique ligado.
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