Wednesday, 2 December 2015

Encontro a Definir

     Encontro a Definir

     De: Rafael Magalhães

     "... erauma noite agradávelde primavera onde a brisa noturna soprava magia em seu rosto, e o briho da lua refletia ao longe em uma queda d'água próxima. Ao pensar em como seria bom refrescar-se após uma longa jornada de meses em território selvagem, ele sente uma presença.
     Ao aproximar-se cautelosamente, percebeu que à beira d'água havia uma pessoa sentada como se meditasse.
     Súbito um vento lhe veio pelas costas e ao mesmo tempo uma voz.
     -- Aproxime-se! -- disse o homem sentado à margem.
     Percebendo que sua presença havia sido notada pelo homem, ele não teve outra alternativa senão sair das sombras onde espreitava e se aproximar.
     -- Não sou sua presa nem seu inimigo, logo não precisa agir com cautela. Apesar de você ser bom caçador, deveria saber se ocultar melhor -- disse o homem ainda sentado de costas para ele.
     Um temor percorreu o corpo dele, como um calafrio febril.
     "Como posso ter sido descoberto?", pensou ele.
     O homem fez um aceno com a mão, o convidava para aproximar-se, e falou:
     -- Jovem, você tem talento, mas ainda há muita coisa para ser aprendida. Deixe um simples eremita poder falar com alguém.
     Sentindo a honestidade das palavras, então se aproximou cautelosamente como é do feitio dos caçadores.
     Ao sair das sombras pode perceber que o homem sentado estava virado em sua direção, então pode ver claramente sua figura.
     Era um homem de cerca dos seus quarenta anos, magro e com um olhar completamente vazio, não estava vestido e, apesar de não ter o biotipo de um guerreiro, possuía inúmeras cicatrizes.
     O caçador, sempre cauteloso, começou a perscrutar a área em busca de armadilhas, nada escapava do seu olhar. Não achando nada, sentou-se perto do homem fazendo-lhe uma reverência comum entre os guerreiros.
     -- Não podemos esquecer nunca de onde viemos, não é?
     Ele consentiu com um aceno de cabeça e então o homem começou a falar.
     -- Por quem você luta? Qual é a sua busca?
     A palavra busca realmente o fez hesitar, então respondeu:
     -- Luto por mim e a minha busca é minha! -- disse em um tom grosseiro.
     O homem suspirou e lhe perguntou:
     -- Você tem um senso comum raro entre vocês, porém se pensar na individualidade, nunca vai atingir seu objetivo.
     Outra ufada de vento passa por eles.
     -- Você não sabe o que eu deixei para trás na minha busca e o que fiz para ser eu! -- exclamou o já inflamado caçador, levantando-se e apontando o dedo indicador ao rosto do eremita. Este, porém, estava calmo como as águas ao redor e também se levantou com um olhar mais vazio do que antes.
     -- Deixe-me contar algo -- disse -- Já fui conhecido como Oddo o gladiador invicto, ganhei minha liberdade mas continuei na arena por um único motivo, meu irmão de treinamento na academia de guerreiros. Lutamos guerras, batalhas e quando perdemos a grande guerra nos separamos. Após isso iniciou-se meu treinamento monástico. Quinze anos após isso eu estava ajudando a combater uma peste que assolava a cidade e soube que abririam jogos e um dos melhores gladiadores era ele! Novamente abri mão da minha vida e me tornei gladiador por livre vontade.
     Fez uma pausa. O vazio no olhar do eremita diminuia à medida que ficava turvo com as lágrimas.
     -- Eu já havia lutado em arenas antes, consegui sobreviver, e quem diria que voltaria por minha própria vontade! O fogo que ardeu em minha alma não poderia ser mais forte! Eu queria estar ali, eu queria lutar ao lado dele novamente. Assim foi.
     Nos tornamos a única equipe a sobreviver entre feras, os mais selvagens lutadores já vistos, lutamos contra os déspotas que compram tudo isso. Fez outra pausa, agora olhando para o seu ombro esquerdo. Ele, ao seguir o olhar, percebeu a marca que significava "Suporte".
             ".

     (Tive de parar, não estava entendendo a letra).
     (Mas, no máximo semana que vem, o texto todo está aqui).

     (Aguarde).

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