Ilha de Realidade
Esta sessão foi jogada em 19 de Maio de 2017.
Depois de uma noite bem dormida, Rayki se levanta para conversar com sua casa. "Darla", a casa, diz que vai precisar de manutenção, mas que não é urgente. Rayki pergunta se Darla tem os manuais de manutenção e, depois de confirmar que sim, ele diz que "Não tem problema nenhum. Eu vou estudar os manuais, e conserto à medida da necessidade", depois foi fazer café para Tobias e Lucius, que se levantaram.
As impressões de Rayki sobre o mundo são muito básicas.
Ele não tem informações o suficiente para concluir as observações sobre o mundo, mas lembra um pouco Akkoya de dois mil anos antes.
-- Bom dia -- diz ele -- O café está pronto.
-- Bom dia -- responde o Diretor Tobias, se sentando.
-- Dia -- responde Lucius -- Hoje nós vamos verificar os documentos de vocês. Seria muito ruim que um policial comum parasse vocês e vocês não tivessem os seus documentos em dia, e isso é um serviço da Guarda pra vocês, então são documentos oficiais.
-- O que é esse barulho? -- questiona Rayki.
-- Meu telefone está tocando -- responde Lucius -- Vou colocar no viva-voz (e atende). Bom dia, Tarja.
-- Bom dia, Lucius -- diz a bruxa -- Eu entrei em contato com um astrônomo, Neil, e tenho algumas informações importantes. A noite passada, uma série de luzes douradas apareceram no céu de Beaga, formando um dragão em cima da cidade. Acontece que esse dragão existe. Tenho um contato que é um schamant, e ele está cuidando desse dragão.
-- Que bom! -- exalta-se Tobias -- ele sobreviveu e veio nos proteger. Esse dragão é o dragão protetor de nossa escola.
-- Bom saber disso -- a voz de Tarja melhorou um pouco -- Eu queria que vocês fossem a uma das Casas, que tem alunas que já estão prontas para começar os estudos.
-- Pode deixar que fazemos isso -- diz Lucius.
-- Não posso deixar de dizer que tem um lugar em Andrômeda que está em zero absoluto, e que foram vistas naves tentando deixar a galáxia, mas não conseguiram.
-- Mataram nosso setor, então... Zero absoluto mata qualquer coisa. Nem mesmo os espíritos sobrevivem a essa temperatura.
-- Se é isso, é isso, Tobias -- Tarja tem o pensamento rápido -- Meus pêsames. Você consegue calcular o tamanho do estrago? Número de mortos, é o que quero dizer.
-- Um trilhão e meio de habitantes, viviam naquele setor.
-- Quem quer que tenha atacado o seu setor tem uma arma que ameaça a existência da vida, Tobias, e precisamos nos proteger disso.
-- Não temos tecnologia para enfrentar isso, Tarja -- resume Tobias -- Sabemos só que os mundos começaram a ser bombardeados, de órbita, até que não restasse nada.
-- Temos de nos unir, Tobias. Nós precisamos te pedir para passar os conhecimentos que tinham em seu mundo de origem aos estudantes de nossa escola. Estamos fundando uma escola. Assim que puder, vamos nos encontrar para conversar sobre esse assunto, por favor.
-- Sem dúvida -- Tobias toma um gole do café.
-- Tarja, você tem noção de quantos estudantes nós já temos?
-- Uns vinte, Lucius -- ela suspira -- Nós precisamos de técnicas de construção, para que as Casas não fiquem a mostra para os comuns.
-- Nós temos técnicas avançadas de construção, Tarja -- diz Tobias -- Será um prazer poder ajudar.
-- Temos uma base que, se todos os construtos forem construídos da maneira correta, podemos ter mais ou menos trinta mil estudantes, na zona sul de Beaga.
-- Isso é dez vezes a quantidade de estudantes que a minha escola tinha -- Tobias se assombra -- Nunca pensamos em ter uma escola com essa capacidade.
-- Lucius, você toma conta deles -- diz Tarja -- Eu vou cuidar de tentar encontrar estudantes que estejam encarnando.
-- Sem problemas, Tarja.
A conversa foi muito boa, é o que pensa Rayki.
De repente, um barulho contínuo começa a ser ouvido, e Rayki identifica o barulho como vindo do seu carro, que é um carro de polícia de Akkoya.
Ele vai até o carro, e entra, para ver o que é que está acontecendo.
-- Akkoya foi bombardeada -- diz o carro.
-- O que?! Pelos Deuses! Você tem mais informações?
-- A Academia da Magia, da Política e do Poder conseguiu se proteger do ataque. As informações que tenho são as da Academia. O alvo foram as Ilhas de Realidade do mundo, e você sabe que são milhares de Ilhas. Isso, e os grandes centros urbanos.
-- Dos dezesseis bilhões, quantos foram os mortos?
-- Quatro bilhões e meio de mortos. A frota está intacta. Estão ajudando os sobreviventes. Nenhuma das pessoas de poder mais importantes morreu.
Uma interferência acontece, e Rayki ouve uma voz conhecida.
-- Inspetor Rayki -- ele confirma, "Sim?" -- Aqui é Raýla. Eu venho te pedir que continue a investigar os mapas da pasta preta. Voltamos a nos comunicar, depois. O Nephlimburg que nos mostra o mundo em que você está está intacta, e é a única escola que sobreviveu; uma escola que não está totalmente construída, por enquanto.
-- Sim, minha Senhora -- Rayki responde -- Estou na ativa.
A comunicação terminou, e Rayki agradeceu ao carro.
Rayki reuniu o grupo, para fazer mais café, e conversar.
-- Meu mundo foi bombardeado -- revela ele.
-- Será que tem alguma coisa a ver com os bombardeios em Andrômeda?
-- Boa pergunta, Lucius -- Rayki está desolado -- Não sabemos.
-- Vamos visitar as estudantes na Casa que Tarja nos pediu?
-- Vamos, Tobias -- diz Rayki -- A Academia do meu mundo sobreviveu ao ataque, e isso é um bom sinal, de que podemos sobreviver a esse inimigo em comum.
-- Que boa notícia, Rayki -- Tobias se exalta -- Claro, que nada apaga o sofrimento das pessoas que perderam entes queridos, mas é uma excelente notícia.
-- Quantos mortos em seu mundo, Rayki?
-- Quatro bilhões e meio, Lucius -- explica o inspetor.
-- Meus pêsames -- diz Lucius -- Vamos?
-- Vamos -- Rayki concorda -- Está na hora.
Saíram da casa e entraram no carro de Lucius, um Opala antigo.
-- Que pitoresco -- foi o comentário de Rayki.
-- É um Opala, oitenta e seis -- explica Lucius, com calma.
-- E como é que se dirige? -- Rayki quer entender.
-- Fique observando, que você vai aprender.
Alguns minutos depois, estavam chegando ao lugar onde fica a Casa, mas Rayki sentiu que entrou em sintonia, identificando que acabaram de entrar em uma Ilha de Realidade.
-- Estamos em uma Ilha de Realidade -- informa Rayki.
-- Bom saber -- diz Tobias -- Mais tarde, podemos verificar o tamanho dessa Ilha de Realidade, depois de conversar com as estudantes.
Chegaram a uma casa que, da mesma forma que a casa de Rayki, se esconde dos olhos das pessoas comuns, e dos visitantes indesejados.
Foi difícil se anunciar, porque é uma parede reta, não uma porta.
Entraram, depois que uma das estudantes permitiu.
-- Aqui é Lucius, eu sou da Guarda da cidade.
-- E quem foi que te deu o nosso endereço? -- questionou ela.
-- Foi Tarja da Noite Preta, e precisamos entrar.
-- Ela nos avisou que vocês viriam.
Entraram, e foram recebidos por um bando de meninas. Duas delas se assombraram, a mais velha e uma outra menina, dizendo "Diretor Tobias,... você está vivo".
Rayki viu uma pequena de uns nove anos, que questionou imediatamente.
-- Eu sou Ayahkra -- disse ela -- Quem é você?
Depois de identificar a voz, ele sabe que é a Deusa que lhe ensinou português.
-- Inspetor Rayki, número 10.191, formado pela Academia de Akkoya.
-- O que foi de mais importante que você descobriu hoje?
-- Até agora, que esta região também é uma Ilha de Realidade. Nós vamos investigar o tamanho do Nephlimburg, mais tarde.
-- Essa é uma ótima ideia, vou fazer isso.
E a pequena pulou a janela, e não estava mais lá.
-- Inspetor Rayki, em que mundo você está? -- ele ouviu pela janela. A voz era jovem, de uma garota, e disse isso na língua de Akkoya.
-- Chamam de Terra, é o nome genérico. Não sei por enquanto o nome certo. Você está em Akkoya? Onde você está? Quem é você?
E Rayki também pulou a janela, pra ir falar com a voz.
-- Me chame de Amila -- disse a voz -- Eu estou na única escola que não foi atacada.
-- Que bom saber que você consegue nos ver -- Rayki conclui.
-- Você poderia me dizer o tamanho do Nephlimburg?
-- Vou verificar isso, e depois eu te digo -- diz Rayki, cheio de missão -- Você está observando esta Casa? Tem algum motivo especial pra isso?
-- A Deusa Gato está morando nessa Casa.
-- Que bom saber -- Rayki se sente aliviado, agora sabe o nome da Deusa -- E que bom que tenho um meio de comunicação com Akkoya. Você é nobre?
-- Eu sou da Casa de Raýla -- disse a garota.
-- Que ótimo! Vou verificar o tamanho da Ilha de Realidade e amanhã em te digo.
-- Iyalaloui (Obrigado) -- disse a garota, se despedindo.
Rayki voltou para dentro da casa, onde Tobias verificava as memórias das suas alunas, e não estavam melhores do que as dele mesmo.
Katia, a mais velha, agradeceu pela visita.
Saíram da casa bastante entusiasmados com a possibilidade de se ter uma escola que não tem uma série de edifícios base, ou seja, não tem um alvo central para um ataque.
Foram verificar o tamanho da Ilha de Realidade.
Depois de uma tarde inteira de investigação, concluíram que quase toda a região sul da cidade estava sendo transformada em Ilha de Realidade.
Isso significa um Nephlimburg imenso, fora de padrão.
Foi o que Rayki explicou para seus companheiros.
-- Agora, vamos resolver os seus documentos.
(fim de sessão)
Agradeço muito por ler, e,...
..,. Stay Plugged.
Halloi (Helo). Welcome to The Action Tale. This is my Adventure Blog. Here I write about the Story I play with my Friends, the Games I create, and the Akkia language that I dedicate to the Study of Fiction.
Saturday, 20 May 2017
Friday, 17 March 2017
Uma Pequena Conversa (#02)
Uma Pequena Conversa
Esta sessão teve lugar em 17 de Março de 2017.
-- Você ter livro atualiza?
-- Acho que você precisa mais de vivência do que de livros -- respondeu o livreiro.
-- Do que você está precisando? -- foi a pergunta do inspetor da Guarda local.
-- Livro atualiza história energia.
-- Vamos pra minha casa -- disse a bruxa.
Assim foi que Rayki foi parar na casa de Tarja, uma influente bruxa de Beaga, na companhia de Lucius, membro inspetor da Guarda da cidade.
-- Eu ver livro alfa livraria... Muito livraria boa.
-- Você precisa aprender nossa língua -- diz Tarja -- É muito difícil entender o que você diz e quer dizer.
Eles ouviram uma voz de menina, carregando poder em cada sílaba.
-- Você agora sabe essa língua, porque eu quero.
Rayki deu um passo para trás e todo o conhecimento da língua portuguesa de repente brotando em sua mente; ele murmurou um "Wow", e se concentrou para conversar.
-- Que língua difícil... mas agora eu sei o que fazer.
-- Obrigada, minha Deusa -- diz Tarja.
-- Foi uma deusa que fez isso por mim? Eu agradeço. Tem uma região pequena em Akkoya que fala essa língua, o Mar de Peixe. Foi lá que eu encontrei Efemmera, a Deusa da Morte, e ela me indicou como chegar até seu mundo.
-- Temos Efemmera também -- revela Lucius.
-- Será que este é um dos sessenta e quatro mundos de Pã O Terrível? Efemmera é capaz de se comunicar com estes mundos.
-- Improvável, Rayki -- pondera Tarja, sem saber exatamente o que ele quer dizer -- Nós temos a nossa Efemmera. Não é a mesma de seu mundo, é uma Deusa local.
-- Estamos procurando Tobias, não é isso? -- Rayki sugere -- A gente podia fazer um ritual para Efemmera, e ela nos dizer o que fazer.
-- E vamos apontar ele para a Deusa da Morte? Não acho uma boa ideia.
-- Não, Tarja -- Lucius concorda -- Parece o único jeito.
-- Eu sei o ritual -- revela Tarja -- Tenho os componentes, o giz e tudo, sei o diagrama, mas ainda não acho que é uma boa ideia.
-- Vamos fazer o ritual, então -- Rayki conclui.
Em um ritual de duas horas, os dois fazem tudo o que Tarja diz a eles para fazer, e então, de repente, os diagramas começam a brilhar. Nem tudo no mundo são flores. Invocar a Deusa da Morte é uma coisa que apenas aqueles que não tem outra opção fazem. Está um dia quente, lá fora. O fato de estarem vestidos com um pano branco, e mais nada, não gera nem frio nem calor. Fizeram um ritual de Augúrio, simples. Agora que as linhas estão brilhando, podem se concentrar e fazer as perguntas que precisam para encontrar o Diretor da escola em ruínas.
-- Ah, Efemmera! -- Tarja começa -- Contando com todo o nosso respeito, procuramos um homem chamado Tobias, e que era o Diretor da escola em ruínas que surgiu em nossa cidade.
Alguns dos diagramas começaram a se modificar. Rayki identifica que os diagramas estão se transformando em diagramas de investigação. Ele é inspetor galático, formado pela Academia de Akkoya, e sabe que fizeram o ritual certo. Agora é só uma questão de tempo até que a resposta surja em meio aos diagramas, e eles tenham os símbolos que precisam para encontrar Tobias, mas Lucius interrompeu o ritual.
-- Ah, Efemmera! Eu posso fazer um sacrifício em troca.
E então, Rayki abaixou a cabeça, sem saber se chorava ou se ria de nervoso. Oferecer um sacrifício a uma Deusa da Morte é insano, é o que ele pensa.
-- Vocês vão -- eles ouvem uma voz, jovem, severa e melodiosa -- até o Café em frente à livraria de magia, e você, estrangeiro que não está acostumado aos modos deste mundo, vai ser capaz de identificar a pessoa que vocês procuram.
-- Obrigado pela missão, Deusa Efemmera -- diz Rayki.
E o ritual acabou, de repente. Sem dúvida, a Deusa da Morte tem muito o que fazer. Não pode ficar mais tempo do que um augúrio.
No Café
Está de noite, e a vida noturna da região vai até tarde.
Sentados no Café, Rayki identifica que um homem, razoavelmente jovem, ali com os seus trinta anos de idade como ele mesmo, toca um amuleto para pagar a conta. Rayki se levanta e vai até o homem, logo depois de ele pagar pelo jantar.
-- Percebi que o senhor tem um amuleto; posso perguntar?
-- É a única fonte de renda que eu tenho, e não me dá muito dinheiro.
-- Estou procurando o Diretor da escola em ruínas. É você?
-- E eu estou precisando de lugar para morar. Você pode me conseguir isso?
-- Tenho uma casa humilde, mas não vai me fazer mal dividir apartamento com você, Tobias. Venha se sentar com a gente, por favor.
Tobias aceitou, mirando um lugar para morar.
-- Esta é Tarja e este é Lucius. Tobias, eu sou Rayki, de Akkoya.
-- Devo dizer que o prazer é todo meu -- diz o Diretor.
-- O Café está fechando. Sugiro a gente entrar para a livraria, antes que Edgart decida que tem alguma coisa pra fazer e feche a porta -- diz Tarja.
Minutos depois, Tarja apresenta Tobias a Edgart, o livreiro. "Este é Tobias, Edgart", nada de grandes apresentações.
Tarja ficou conversando com Edgart, enquanto Rayki e Lucius observavam Tobias avaliar os livros da livraria de magia O Doppelgangger.
As duas estagiárias reconheceram o Diretor Tobias.
-- Diretor,...
-- Que bom, eu me lembro de você; mas você era mais velho, bem mais velho. O que aconteceu com a sua barba branca?
-- Que bom encontrar vocês duas.
-- Nós somos estagiárias, aqui, pra pagar moradia. Eu também estou dando aulas particulares a um garoto bruxo chamado Athýmas.
-- Excelente! Trabalho, moradia e comida.
-- Foi nisso que nós duas pensamos.
-- Está tarde -- realiza Tobias -- Nós podíamos ir para algum lugar para dormir. Você disse que tem uma casa, e que eu poderia dormir lá.
-- Sem problemas -- diz Rayki -- Vamos pra minha casa. Tarja?
-- Vocês vão pra sua casa, eu tenho assuntos com Edgart, aqui, e precisamos pensar nos livros didáticos para os jovens que vão estudar nessa região.
-- Você pode ajudar Tarja com a escola de nossa cidade, Tobias.
-- Obrigado, Lucius. Eu não tenho outra opção. Não vou deixar os alunos e funcionários da minha escola sem ajuda.
Minutos depois, a pé, porque é o único caminho que Rayki conhece, eles chegam a uma parede divisória de duas casas. A parede se abre, depois que o inspetor galático verifica se não há nenhuma pessoa prestando atenção, ou passando pela rua, e uma casa simples mas muito bonita aparece onde antes era só uma parede. Rayki deixa Tobias e Lucius entrarem. "Boa noite", ele cumprimenta seu carro, que não pode ser usado porque não tem rodas e voa. Lucius decide voltar e pegar seu carro, para agilizar para amanhã. "Darla, este é Tobias. Ele vai morar aqui comigo", e a casa cumprimenta Tobias, com um "Boa noite, Tobias". Rayki foi fazer "kofi", explicando que esse é o equivalente de café de seu mundo, e Tobias diz que isso existe na maioria dos mundos, mas que é bom saber o nome genérico e não mágico disso, porque ele adorou café. Lucius chega, deixando seu carro do lado de fora na rua.
-- Então, você é o Diretor da escola em ruínas,...
-- Sou eu mesmo -- Tobias se explica -- Percebi que Tarja é importante nessa região, e que ela quer fundar uma escola. É isso mesmo?
-- Isso mesmo -- Lucius começa a explicação -- Tarja é muito influente. Ela quer que tenha uma escola nessa região, um tipo de dormitórios-escola, pelo que eu entendi.
-- Não vai ter um edifício da escola? -- estranha Tobias.
-- Deixa eu explicar o que eu entendi. Tarja quer que não tenha um lugar central, para que exista um alvo principal a ser atingido.
-- Isso é uma excelente ideia -- Tobias se surpreende.
-- Vamos dormir? -- sugere Rayki.
Rayki explica que a casa tem voz e vai explicar a eles onde encontrar as coisas, toalhas, roupa de cama, água e banheiro.
(fim de sessão).
Algumas considerações
E agora, que encontraram o Diretor da escola em ruínas? Será que agora a cidade vai finalmente ter uma escola? De onde Tobias e os encarnantes vem?
Obrigado por ler, e,...
..,. Stay Plugged.
Esta sessão teve lugar em 17 de Março de 2017.
-- Você ter livro atualiza?
-- Acho que você precisa mais de vivência do que de livros -- respondeu o livreiro.
-- Do que você está precisando? -- foi a pergunta do inspetor da Guarda local.
-- Livro atualiza história energia.
-- Vamos pra minha casa -- disse a bruxa.
Assim foi que Rayki foi parar na casa de Tarja, uma influente bruxa de Beaga, na companhia de Lucius, membro inspetor da Guarda da cidade.
-- Eu ver livro alfa livraria... Muito livraria boa.
-- Você precisa aprender nossa língua -- diz Tarja -- É muito difícil entender o que você diz e quer dizer.
Eles ouviram uma voz de menina, carregando poder em cada sílaba.
-- Você agora sabe essa língua, porque eu quero.
Rayki deu um passo para trás e todo o conhecimento da língua portuguesa de repente brotando em sua mente; ele murmurou um "Wow", e se concentrou para conversar.
-- Que língua difícil... mas agora eu sei o que fazer.
-- Obrigada, minha Deusa -- diz Tarja.
-- Foi uma deusa que fez isso por mim? Eu agradeço. Tem uma região pequena em Akkoya que fala essa língua, o Mar de Peixe. Foi lá que eu encontrei Efemmera, a Deusa da Morte, e ela me indicou como chegar até seu mundo.
-- Temos Efemmera também -- revela Lucius.
-- Será que este é um dos sessenta e quatro mundos de Pã O Terrível? Efemmera é capaz de se comunicar com estes mundos.
-- Improvável, Rayki -- pondera Tarja, sem saber exatamente o que ele quer dizer -- Nós temos a nossa Efemmera. Não é a mesma de seu mundo, é uma Deusa local.
-- Estamos procurando Tobias, não é isso? -- Rayki sugere -- A gente podia fazer um ritual para Efemmera, e ela nos dizer o que fazer.
-- E vamos apontar ele para a Deusa da Morte? Não acho uma boa ideia.
-- Não, Tarja -- Lucius concorda -- Parece o único jeito.
-- Eu sei o ritual -- revela Tarja -- Tenho os componentes, o giz e tudo, sei o diagrama, mas ainda não acho que é uma boa ideia.
-- Vamos fazer o ritual, então -- Rayki conclui.
Em um ritual de duas horas, os dois fazem tudo o que Tarja diz a eles para fazer, e então, de repente, os diagramas começam a brilhar. Nem tudo no mundo são flores. Invocar a Deusa da Morte é uma coisa que apenas aqueles que não tem outra opção fazem. Está um dia quente, lá fora. O fato de estarem vestidos com um pano branco, e mais nada, não gera nem frio nem calor. Fizeram um ritual de Augúrio, simples. Agora que as linhas estão brilhando, podem se concentrar e fazer as perguntas que precisam para encontrar o Diretor da escola em ruínas.
-- Ah, Efemmera! -- Tarja começa -- Contando com todo o nosso respeito, procuramos um homem chamado Tobias, e que era o Diretor da escola em ruínas que surgiu em nossa cidade.
Alguns dos diagramas começaram a se modificar. Rayki identifica que os diagramas estão se transformando em diagramas de investigação. Ele é inspetor galático, formado pela Academia de Akkoya, e sabe que fizeram o ritual certo. Agora é só uma questão de tempo até que a resposta surja em meio aos diagramas, e eles tenham os símbolos que precisam para encontrar Tobias, mas Lucius interrompeu o ritual.
-- Ah, Efemmera! Eu posso fazer um sacrifício em troca.
E então, Rayki abaixou a cabeça, sem saber se chorava ou se ria de nervoso. Oferecer um sacrifício a uma Deusa da Morte é insano, é o que ele pensa.
-- Vocês vão -- eles ouvem uma voz, jovem, severa e melodiosa -- até o Café em frente à livraria de magia, e você, estrangeiro que não está acostumado aos modos deste mundo, vai ser capaz de identificar a pessoa que vocês procuram.
-- Obrigado pela missão, Deusa Efemmera -- diz Rayki.
E o ritual acabou, de repente. Sem dúvida, a Deusa da Morte tem muito o que fazer. Não pode ficar mais tempo do que um augúrio.
No Café
Está de noite, e a vida noturna da região vai até tarde.
Sentados no Café, Rayki identifica que um homem, razoavelmente jovem, ali com os seus trinta anos de idade como ele mesmo, toca um amuleto para pagar a conta. Rayki se levanta e vai até o homem, logo depois de ele pagar pelo jantar.
-- Percebi que o senhor tem um amuleto; posso perguntar?
-- É a única fonte de renda que eu tenho, e não me dá muito dinheiro.
-- Estou procurando o Diretor da escola em ruínas. É você?
-- E eu estou precisando de lugar para morar. Você pode me conseguir isso?
-- Tenho uma casa humilde, mas não vai me fazer mal dividir apartamento com você, Tobias. Venha se sentar com a gente, por favor.
Tobias aceitou, mirando um lugar para morar.
-- Esta é Tarja e este é Lucius. Tobias, eu sou Rayki, de Akkoya.
-- Devo dizer que o prazer é todo meu -- diz o Diretor.
-- O Café está fechando. Sugiro a gente entrar para a livraria, antes que Edgart decida que tem alguma coisa pra fazer e feche a porta -- diz Tarja.
Minutos depois, Tarja apresenta Tobias a Edgart, o livreiro. "Este é Tobias, Edgart", nada de grandes apresentações.
Tarja ficou conversando com Edgart, enquanto Rayki e Lucius observavam Tobias avaliar os livros da livraria de magia O Doppelgangger.
As duas estagiárias reconheceram o Diretor Tobias.
-- Diretor,...
-- Que bom, eu me lembro de você; mas você era mais velho, bem mais velho. O que aconteceu com a sua barba branca?
-- Que bom encontrar vocês duas.
-- Nós somos estagiárias, aqui, pra pagar moradia. Eu também estou dando aulas particulares a um garoto bruxo chamado Athýmas.
-- Excelente! Trabalho, moradia e comida.
-- Foi nisso que nós duas pensamos.
-- Está tarde -- realiza Tobias -- Nós podíamos ir para algum lugar para dormir. Você disse que tem uma casa, e que eu poderia dormir lá.
-- Sem problemas -- diz Rayki -- Vamos pra minha casa. Tarja?
-- Vocês vão pra sua casa, eu tenho assuntos com Edgart, aqui, e precisamos pensar nos livros didáticos para os jovens que vão estudar nessa região.
-- Você pode ajudar Tarja com a escola de nossa cidade, Tobias.
-- Obrigado, Lucius. Eu não tenho outra opção. Não vou deixar os alunos e funcionários da minha escola sem ajuda.
Minutos depois, a pé, porque é o único caminho que Rayki conhece, eles chegam a uma parede divisória de duas casas. A parede se abre, depois que o inspetor galático verifica se não há nenhuma pessoa prestando atenção, ou passando pela rua, e uma casa simples mas muito bonita aparece onde antes era só uma parede. Rayki deixa Tobias e Lucius entrarem. "Boa noite", ele cumprimenta seu carro, que não pode ser usado porque não tem rodas e voa. Lucius decide voltar e pegar seu carro, para agilizar para amanhã. "Darla, este é Tobias. Ele vai morar aqui comigo", e a casa cumprimenta Tobias, com um "Boa noite, Tobias". Rayki foi fazer "kofi", explicando que esse é o equivalente de café de seu mundo, e Tobias diz que isso existe na maioria dos mundos, mas que é bom saber o nome genérico e não mágico disso, porque ele adorou café. Lucius chega, deixando seu carro do lado de fora na rua.
-- Então, você é o Diretor da escola em ruínas,...
-- Sou eu mesmo -- Tobias se explica -- Percebi que Tarja é importante nessa região, e que ela quer fundar uma escola. É isso mesmo?
-- Isso mesmo -- Lucius começa a explicação -- Tarja é muito influente. Ela quer que tenha uma escola nessa região, um tipo de dormitórios-escola, pelo que eu entendi.
-- Não vai ter um edifício da escola? -- estranha Tobias.
-- Deixa eu explicar o que eu entendi. Tarja quer que não tenha um lugar central, para que exista um alvo principal a ser atingido.
-- Isso é uma excelente ideia -- Tobias se surpreende.
-- Vamos dormir? -- sugere Rayki.
Rayki explica que a casa tem voz e vai explicar a eles onde encontrar as coisas, toalhas, roupa de cama, água e banheiro.
(fim de sessão).
Algumas considerações
E agora, que encontraram o Diretor da escola em ruínas? Será que agora a cidade vai finalmente ter uma escola? De onde Tobias e os encarnantes vem?
Obrigado por ler, e,...
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Thursday, 26 January 2017
A Pasta Preta (#01)
Início dos jogos, por assim dizer.
Estamos com dois grupos, jogando em cenários parecidos, mas um está sendo anotado para se tornar romance, um para a publicação aqui no blug.
Dei o nome de Nephlimburgs a este segundo jogo.
Nos reunimos na semana passada para jogar. Um jogador de muitos anos e, como eu, admirador de sistemas bem bolados como gurps e ars magica, além é claro da edição do the world of darkness em que o livro de regras vem separado, pronto pra jogar qualquer coisa que o grupo quiser. E um jogador que nunca havia jogado, mas que adorou o jogo. O outro grupo tem dois jogadores de muito tempo de jogo, e a história está mais avançada.
Estamos jogando em 2016 (5208), e vamos jogar dia a dia.
Isso significa que não vou poder postar tudo o que é jogado, se não ficaria impossível publicar no blug a história, mas vou publicar todas as partes mais importantes.
Akkoya, Academia de Ryklant
A Academia é um lugar imenso, com várias vilas planares e padrão, onde moram mais ou menos dois milhões e meio de estudantes, professores, doutores, militares e especialistas, um lugar aonde só quem recebe essa permissão vai estudar. Outros, frequentam universidades. Hoje seria um dia como outro qualquer. Inspetor Rayki está terminando o relatório de uma investigação, mas decide ir ao banheiro. Ao voltar, encontra uma pasta preta de papel sobre sua mesa. Ele arreda a pasta, e o relatório que iria ser longo, foi reduzido para meia hora de trabalho e, terminado, ele pega a pasta preta.
Ao abrir, encontra cinco mapas impressos em papel de Akkoya.
-- O segundo mapa é da Academia, de uma praça em uma das vilas no padrão -- diz seu peka.
-- Que ótimo,... -- ele continua olhando os mapas -- Peka, eles estão em línguas que eu não conheço. Você tem alguma ideia?
-- O primeiro mapa está na língua dos navegadores, o português. Temos uma região a sudoeste de Ryklant que fala essa língua, mas é onde as cooperativas travam seu embate e por causa disso tem milícias armadas na região.
-- Que ótimo,... Avise minha viatura, estamos indo para essa região e que ela se prepare para intervenções.
Rayki, então, parou o tempo e saiu do seu corpo.
-- Raýla, eu Rayki preciso falar com você.
A névoa à sua frente se transformou em Raýla.
-- Alteza, foram deixados estes cinco mapas sobre minha mesa -- e abriu os mapas para que ela pudesse ver.
-- A pessoa -- ela cheira o ar, com sutileza -- que deixou isso aqui é ediche, aproximadamente trinta anos, sexo masculino. Não é informação o bastante para identifica-lo.
-- O que eu faço com esses mapas?
-- Isso foi deixado para que você investigue.
-- Eu vou investigar, então. E muito obrigado pelo seu tempo, alteza. Espero descobrir o que está acontecendo em breve, e eu te aviso se houver qualquer perigo.
A nobre abaixou a cabeça e ergueu, depois sumiu na névoa.
-- Tugi, desculpe incomodar, mas tenho mapas para uma investigação. Sei que você não vai aparecer para conversar, mas mantenho você avisado. Se houver qualquer perigo, eu volto à Academia e te aviso.
-- Obrigado.
Duas horas depois, Rayki sobrevoa a região de Ilha do Peixe.
-- Viatura, vamos verificar as ilhas?
Depois de alguns minutos, ele vê uma ilha onde uma menina de uns onze ou doze anos fuma, no alto da ilha, ao lado de um bosque.
-- Se é isso que chamou a atenção, Viatura, vamos descer e conversar.
O Inspetor parou a viatura próximo a essa menina, e abriu a janela. É uma menina clara, mas bronzeada de praia.
-- Oi, você fala Oka?
-- Nativa, posso saber porque?
-- Ainda bem. Não, é só pra saber se eu iria ter de falar em português. Isso não é muito normal, pra mim, não sabia que havia moradores nessa ilha.
-- Meu pai comprou a única casa.
-- Ele trabalha com o que?
-- Meu pai trabalha com a Bolsa, mas trabalha em casa.
-- E você? Vem sempre aqui? Fuma escondido?
-- Eu venho às Ruínas da Morte sempre, e fumo porque é meu remédio. Se não, coisas estranhas acontecem perto de mim.
-- Entendi. Minha suposição é de que você é uma bruxa.
-- Sou -- ela ficou incomodada -- Eu sou uma bruxa.
-- Que bom. Que Ruína é essa, que você disse?
-- Dizem que essa lápide é a lápide da primeira vez que a Deusa da Morte morreu. Não é uma ideia muito boa vir aqui e não falar com ela.
-- Vou descer e ir na Ruína, então.
O Inspetor Rayki desceu e se aproximou.
A aura da garota de repente começou a ficar visível, e ele a ouve murmurando "Vou ter de fumar mais um", e se aproxima da lápide.
-- Deusa da Morte, eu recebi cinco mapas e vou investigar. Se a Senhora tiver qualquer coisa a me dizer, por favor, diga.
Apareceu uma mão destra de névoa, parecendo ossos. A mão apontou a pasta preta e o chão e, então, Rayki entendeu e abriu os mapas no chão.
-- Eu sou Efemmera, A Morte. Você vai encontrar um distúrbio aqui -- e a mão apontou um lugar no mapa de Ryklant, uma casa na praça da vila padrão da Academia.
-- Eu agradeço, e espero pelo dia em que vamos nos encontrar da maneira que eu acho pior. Há ameaça de morte em meu caminho?
-- Isso existe. Pela sua reverência ao meu Santuário, não levarei você.
-- Obrigado por isso -- e a mão sumiu.
Rayki passou pela garota, acenando para ela.
-- Iyalaloui (Obrigado) -- ele diz -- Espero que possamos nos encontrar de novo.
-- Obrigada pela visita, mas como eu devia te chamar? -- a aura dela desapareceu, e ela voltou a se acalmar.
-- Inspetor Rayki, e você?
-- Orija Manga.
Rayki entrou na viatura e foi embora, mas enquanto pilotava, resmungava: "Puta merda, eu conversei com A Morte. Puta merda",... várias vezes.
Ao chegar na praça, havia uma viatura da Defesa da Academia, a patente logo abaixo dele, do lado de fora da casa com a perturbação.
-- Boa noite, Inspetor Rayki -- ele mostra a carteira.
-- Boa noite, Inspetor -- disse o líder -- Estou vendo que mandaram um especialista. Que bom. Eu e os outros não queremos entrar, por causa das manifestações.
-- Eu vou entrar com a minha viatura. Se vocês puderem, façam a segurança da praça, pois não sei aonde isso vai nem sei que dia eu volto, mas a viatura é uma garantia.
-- Boa sorte, Inspetor -- desejou o líder dos policiais.
Entrando na viatura, Rayki questionou se está tudo bem.
-- Vamos entrar em uma manifestação desconhecida, não está tudo bem.
-- Vou precisar de você, pra ter um lugar seguro pra dormir.
Depois disso, a viatura concordou, e Rayki sobrevoou a casa para entrar na garagem. Ao estacionar, o telhado tapou a visão do céu.
-- Inspetor -- diz a viatura -- estou captando satélites de baixa tecnologia em órbita, de tecnologias parecidas com as que eram usadas há dois mil e quinhentos anos atrás.
-- Que ótimo,... Tem algum sinal da Academia?
-- Nenhum, e estamos em uma grande cidade. Vou precisar estudar. Me deixe aqui, eu espero você para que você possa dormir.
-- Iyalaloui (Obrigado).
*
Uma das vantagens de ter se tornado Inspetor da Guarda dessa cidade é ter acesso a relatórios da Guarda, e ter presença em qualquer investigação, se quiser.
Os dois membros da Guarda fazem o seu relatório, e Lucius acompanha cada palavra.
Em primeiro lugar, o relatório confirma que agora existe a ruína de uma Escola de Magia na região comercial, que não existia antes. Não existia, mas a líder bruxa confirmou que estão aparecendo jovens que estudaram nessa escola, mas que elas e o único garoto tem problemas de memória, e não se lembram exatamente da sua escola. Eles foram com a líder bruxa Tarja até a única entrada conhecida, e ela levou um grupo. Seguindo a Diretriz "Deixe os grupos resolverem", foi o que fizeram, e o grupo desvendou e selou a passagem.
-- O problema é que havia um meteoro caindo e o tempo estava parado, dentro da passagem havia mais de duzentos Vultus, e corpos de pessoas mortas depois da passagem. Nós demos o tempo que nos é dado para deixa-los resolver, e eles resolveram. Agora, o meteoro se transformou em barro e toda essa escola que apareceu está coberta de barro. O tempo voltou a passar. Não temos mais a necessidade de estar em alerta temporal em nossa cidade, o problema foi resolvido. O que não foi resolvido é que Escola é essa, que apareceu em ruínas e com mais de seissentos mortos, e como os estudantes estão voltando à vida, com família e casa na cidade, esse é o problema.
-- Por favor, você me passa o contato da líder bruxa, Tarja?
Saindo da sala de relatório, Lucius liga para Tarja.
-- Alo.
-- Tarja? Aqui é o Inspetor Lucius, da Guarda. Podemos nos encontrar?
-- Claro. Pode ser aqui em casa, te mando o endereço por mensagem.
-- Obrigado.
Encontrar a casa foi fácil, parar na garagem para oito carros, também.
-- Tarja, boa noite.
-- Lucius, não é isso? Boa noite.
-- Isso -- ele percebeu que ela não disse "Inspetor".
-- Entre. Aceita um whisky?
-- Obrigado, aceito -- e entraram na casa.
-- Esta é Anita. Anita, Lucius.
-- Prazer, Anita.
-- O prazer é meu.
-- Lucius, acredito que você está investigando a Escola que apareceu, do nada, e ninguém nenhum de nós sabia que existia -- Tarja serve um whisky, pra três.
-- Exatamente -- Lucius confirma -- O que aconteceu?
-- Os espíritos estão chamando os estudantes que estão aparecendo de Bênçãos, e nós da Nação da Magia estamos organizando repúblicas para que os estudantes morem juntos e aprendam a conviver uns com os outros, e fica mais fácil levar os professores selecionados por nós e pela Guarda até eles e elas. Em resumo, estamos usando o surgimento dessa escola para fundar nossa educação. Ainda seremos de maioria de independentes, mas a oportunidade de selecionar entre nós aqueles mais velhos que possam dar aulas está batendo à nossa porta.
-- Tem mais alguma coisa acontecendo?
-- Tem sim, Lucius -- Tarja fica séria -- A Escola de São Paulo foi atacada anteontem, você deve ter ouvido comentários na Guarda. Temos duas sobreviventes que vieram pra cá, e junto delas veio também uma Deusa, a Deusa Gato, estão sob meus cuidados.
-- Deusa? Interessante, isso. A Guarda está avisando as sociedades atravéz da Guarda de outros lugares sobre os ataques a Escolas.
Ambos tiveram a noção de que Anita estava incomodada.
-- Está tudo bem, Anita? -- pergunta Lucius.
-- Mais ou menos, Lucius. Obrigada por perguntar, mas a morte de tantas pessoas e o surgimento de alunos e alunas está me colocando medo, isso eu não tenho como esconder.
-- A Guarda é um modelo usado por muitas cidades, Anita. Nós vamos conseguir desvendar quem está por trás disso. Qual é a sua opinião, Tarja?
-- Ficamos sabendo que praticamente todos os servos dos magos foram assassinados, por envenenamento, há um mês e meio atrás. Acho que são eles, por trás de tudo.
-- Ah, a velha rixa entre bruxos e magos. Não temos provas. Além disso, eles parecem ter sido os primeiros alvos. Não podemos culpa-los, principalmente sem provas.
-- Então, vamos sair e investigar. O que você acha, Lucius?
-- Eu não, hein?! -- se exclui Anita -- Eu estou cuidando da casa.
-- Por onde você sugere que começemos?
-- Tem uma livraria muito boa para começar a investigação. Duas Bênçãos estão trabalhando lá como estagiárias, e um garoto Bênção conseguiu sair do labirinto da Escola Ruína entrando no construto da sala de meditação da livraria. Mas vamos com calma, o vendedor é meu amigo. Edgart tem ajudado muito. Não é uma batida, mas sim uma investigação leve.
-- Tudo bem -- Lucius concorda -- Vamos, então.
*
Rayki saiu do carro, e foi ver o céu noturno, quase sem estrelas.
-- As pessoas que andam na rua tem um comunicador muito básico, e vai ficar estranho se eu conversar com você, então estou polarizando nossas conversas.
-- Obrigado por isso, Odarlo. Tudo, menos parecer doido.
Ao sair para a rua, Rayki vê que saiu da manifestação e seu peka lhe avisa "Não estou conseguindo contato com a viatura".
Ele tira um bloquinho do bolso e começa a anotar. Nomes de ruas. O número da casa, em que sua salvaguarda viatura está. E sai andando. A pasta preta, embaixo do braço. De fato, a região é falante de português, e é nessas horas que Saber de Línguas importa. Depois de um tempo, chegou a uma área de bares e cafés -- "Pelo ao menos, eles se divertem a noite", pensa -- Então, ele vê uma livraria e decide entrar.
Ao chegar na entrada da loja de tatuagens,... "Espera um pouco",... ele ficou confuso sobre o porque estava diante de uma loja e olhou ao redor procurando, vendo várias pessoas com tatuagens naquele quarteirão, sentados nos bares e cafés.
De repente, a porta da livraria apareceu mais uma vez.
Ele subiu as escadas, e encontrou uma livraria de Magia, reconhecendo vários dos símbolos dos livros, e foi até o balcão.
-- Me desculpe pela porta, ela não reconheceu você como cliente.
-- Eu,... visita -- Rayki tentou, e se lembrou do mapa -- Belo Horizonte,...
-- Olha, que bom que avisou. Vou tentar falar devagar pra você entender melhor. Seja bem vindo à livraria O Doppelgangger. Como você se chama? Nome?
-- Eu,... Rayki. Nome,... interessante, livraria.
De repente, entram duas pessoas, uma mulher e um homem.
-- Edgart, boa noite -- diz a mulher -- Esse é Lucius, Inspetor da Guarda.
-- Boa noite, Tarja -- Edgart se preocupa -- A que devo a honra?
-- Nada oficial, Edgart. Só trouxe Lucius para conhecer a livraria. Não quero atrapalhar -- ela diz isso olhando para o cliente.
-- Eu,... visita. Você,... Inspetor?
-- Eu sou Inspetor da Guarda da cidade. Prazer, Lucius.
-- Eu,... Rayki. Também trabalho Inspetor.
-- Com licença -- pediu Edgart. Uma luzinha vermelha havia acendido, atrás do balcão, e Edgart entrou em seu escritório.
-- Que bom. Está aqui investigando o que?
-- Eu?,... conhecendo cidade.
-- Por favor, com licença -- pede Edgart, vindo apressado -- "Seja bem vindo, Inspetor. Você visita cidade, ou trabalho?" -- Edgart disse isso em outra língua.
-- "Iyalaloui (Obrigado). Você fala macro Oka? Que bom saber que vim ao lugar certo. Como eu explico a eles o que estou fazendo? Estou aqui a trabalho, investigação da Academia. Você consegue me entender"?
-- "Um pouco" -- e se virou para Tarja e Lucius -- Ele é de outro mundo, é Inspetor de uma organização muito importante, e está precisando de ajuda.
-- Você está aqui investigando o que? -- questiona Lucius.
-- Eu,... investigando Ilha de Realidade, Belo Horizonte.
-- Olha, eu já ouvi falar disso -- diz Tarja -- Você tem o mapa da Ilha de Realidade?
Inspetor Rayki tirou a pasta preta de debaixo do braço, e mostrou o mapa.
Não demorou praticamente nada, até que Tarja concluísse.
-- Isso é exatamente o mapa da Escola em ruínas que não existia antes -- e se virou para o visitante, muito séria -- Precisamos da sua ajuda. Nós te ajudamos, você nos ajuda.
-- Grata -- Rayki está começando a se acostumar com a língua -- Muito bom. Eu ajudar vocês investigação, também.
-- Estou começando a gostar disso -- diz Lucius -- Vamos ajudar.
-- Então,... eu,... nós,... grupo?
-- Está certo, isso. Nós vamos investigar isso também -- conclui Lucius.
-- Os independentes e a Nação da Magia também -- conclui Tarja.
-- Academia,... também -- Rayki fecha o acordo.
(Fim de Sessão)
Algumas considerações
Quem deixou a pasta preta na mesa de Rayki?
Como será que Rayki vai lidar com a investigação dos mapas, considerando que ele já encontrou uma Ilha de Realidade, que por si só já vale alguns anos de investigação?
Todos os que morreram se tornaram Bênçãos, ou não?
Obrigado por ler e,...
Stay Plugged.
Estamos com dois grupos, jogando em cenários parecidos, mas um está sendo anotado para se tornar romance, um para a publicação aqui no blug.
Dei o nome de Nephlimburgs a este segundo jogo.
Nos reunimos na semana passada para jogar. Um jogador de muitos anos e, como eu, admirador de sistemas bem bolados como gurps e ars magica, além é claro da edição do the world of darkness em que o livro de regras vem separado, pronto pra jogar qualquer coisa que o grupo quiser. E um jogador que nunca havia jogado, mas que adorou o jogo. O outro grupo tem dois jogadores de muito tempo de jogo, e a história está mais avançada.
Estamos jogando em 2016 (5208), e vamos jogar dia a dia.
Isso significa que não vou poder postar tudo o que é jogado, se não ficaria impossível publicar no blug a história, mas vou publicar todas as partes mais importantes.
Akkoya, Academia de Ryklant
A Academia é um lugar imenso, com várias vilas planares e padrão, onde moram mais ou menos dois milhões e meio de estudantes, professores, doutores, militares e especialistas, um lugar aonde só quem recebe essa permissão vai estudar. Outros, frequentam universidades. Hoje seria um dia como outro qualquer. Inspetor Rayki está terminando o relatório de uma investigação, mas decide ir ao banheiro. Ao voltar, encontra uma pasta preta de papel sobre sua mesa. Ele arreda a pasta, e o relatório que iria ser longo, foi reduzido para meia hora de trabalho e, terminado, ele pega a pasta preta.
Ao abrir, encontra cinco mapas impressos em papel de Akkoya.
-- O segundo mapa é da Academia, de uma praça em uma das vilas no padrão -- diz seu peka.
-- Que ótimo,... -- ele continua olhando os mapas -- Peka, eles estão em línguas que eu não conheço. Você tem alguma ideia?
-- O primeiro mapa está na língua dos navegadores, o português. Temos uma região a sudoeste de Ryklant que fala essa língua, mas é onde as cooperativas travam seu embate e por causa disso tem milícias armadas na região.
-- Que ótimo,... Avise minha viatura, estamos indo para essa região e que ela se prepare para intervenções.
Rayki, então, parou o tempo e saiu do seu corpo.
-- Raýla, eu Rayki preciso falar com você.
A névoa à sua frente se transformou em Raýla.
-- Alteza, foram deixados estes cinco mapas sobre minha mesa -- e abriu os mapas para que ela pudesse ver.
-- A pessoa -- ela cheira o ar, com sutileza -- que deixou isso aqui é ediche, aproximadamente trinta anos, sexo masculino. Não é informação o bastante para identifica-lo.
-- O que eu faço com esses mapas?
-- Isso foi deixado para que você investigue.
-- Eu vou investigar, então. E muito obrigado pelo seu tempo, alteza. Espero descobrir o que está acontecendo em breve, e eu te aviso se houver qualquer perigo.
A nobre abaixou a cabeça e ergueu, depois sumiu na névoa.
-- Tugi, desculpe incomodar, mas tenho mapas para uma investigação. Sei que você não vai aparecer para conversar, mas mantenho você avisado. Se houver qualquer perigo, eu volto à Academia e te aviso.
-- Obrigado.
Duas horas depois, Rayki sobrevoa a região de Ilha do Peixe.
-- Viatura, vamos verificar as ilhas?
Depois de alguns minutos, ele vê uma ilha onde uma menina de uns onze ou doze anos fuma, no alto da ilha, ao lado de um bosque.
-- Se é isso que chamou a atenção, Viatura, vamos descer e conversar.
O Inspetor parou a viatura próximo a essa menina, e abriu a janela. É uma menina clara, mas bronzeada de praia.
-- Oi, você fala Oka?
-- Nativa, posso saber porque?
-- Ainda bem. Não, é só pra saber se eu iria ter de falar em português. Isso não é muito normal, pra mim, não sabia que havia moradores nessa ilha.
-- Meu pai comprou a única casa.
-- Ele trabalha com o que?
-- Meu pai trabalha com a Bolsa, mas trabalha em casa.
-- E você? Vem sempre aqui? Fuma escondido?
-- Eu venho às Ruínas da Morte sempre, e fumo porque é meu remédio. Se não, coisas estranhas acontecem perto de mim.
-- Entendi. Minha suposição é de que você é uma bruxa.
-- Sou -- ela ficou incomodada -- Eu sou uma bruxa.
-- Que bom. Que Ruína é essa, que você disse?
-- Dizem que essa lápide é a lápide da primeira vez que a Deusa da Morte morreu. Não é uma ideia muito boa vir aqui e não falar com ela.
-- Vou descer e ir na Ruína, então.
O Inspetor Rayki desceu e se aproximou.
A aura da garota de repente começou a ficar visível, e ele a ouve murmurando "Vou ter de fumar mais um", e se aproxima da lápide.
-- Deusa da Morte, eu recebi cinco mapas e vou investigar. Se a Senhora tiver qualquer coisa a me dizer, por favor, diga.
Apareceu uma mão destra de névoa, parecendo ossos. A mão apontou a pasta preta e o chão e, então, Rayki entendeu e abriu os mapas no chão.
-- Eu sou Efemmera, A Morte. Você vai encontrar um distúrbio aqui -- e a mão apontou um lugar no mapa de Ryklant, uma casa na praça da vila padrão da Academia.
-- Eu agradeço, e espero pelo dia em que vamos nos encontrar da maneira que eu acho pior. Há ameaça de morte em meu caminho?
-- Isso existe. Pela sua reverência ao meu Santuário, não levarei você.
-- Obrigado por isso -- e a mão sumiu.
Rayki passou pela garota, acenando para ela.
-- Iyalaloui (Obrigado) -- ele diz -- Espero que possamos nos encontrar de novo.
-- Obrigada pela visita, mas como eu devia te chamar? -- a aura dela desapareceu, e ela voltou a se acalmar.
-- Inspetor Rayki, e você?
-- Orija Manga.
Rayki entrou na viatura e foi embora, mas enquanto pilotava, resmungava: "Puta merda, eu conversei com A Morte. Puta merda",... várias vezes.
Ao chegar na praça, havia uma viatura da Defesa da Academia, a patente logo abaixo dele, do lado de fora da casa com a perturbação.
-- Boa noite, Inspetor Rayki -- ele mostra a carteira.
-- Boa noite, Inspetor -- disse o líder -- Estou vendo que mandaram um especialista. Que bom. Eu e os outros não queremos entrar, por causa das manifestações.
-- Eu vou entrar com a minha viatura. Se vocês puderem, façam a segurança da praça, pois não sei aonde isso vai nem sei que dia eu volto, mas a viatura é uma garantia.
-- Boa sorte, Inspetor -- desejou o líder dos policiais.
Entrando na viatura, Rayki questionou se está tudo bem.
-- Vamos entrar em uma manifestação desconhecida, não está tudo bem.
-- Vou precisar de você, pra ter um lugar seguro pra dormir.
Depois disso, a viatura concordou, e Rayki sobrevoou a casa para entrar na garagem. Ao estacionar, o telhado tapou a visão do céu.
-- Inspetor -- diz a viatura -- estou captando satélites de baixa tecnologia em órbita, de tecnologias parecidas com as que eram usadas há dois mil e quinhentos anos atrás.
-- Que ótimo,... Tem algum sinal da Academia?
-- Nenhum, e estamos em uma grande cidade. Vou precisar estudar. Me deixe aqui, eu espero você para que você possa dormir.
-- Iyalaloui (Obrigado).
*
Uma das vantagens de ter se tornado Inspetor da Guarda dessa cidade é ter acesso a relatórios da Guarda, e ter presença em qualquer investigação, se quiser.
Os dois membros da Guarda fazem o seu relatório, e Lucius acompanha cada palavra.
Em primeiro lugar, o relatório confirma que agora existe a ruína de uma Escola de Magia na região comercial, que não existia antes. Não existia, mas a líder bruxa confirmou que estão aparecendo jovens que estudaram nessa escola, mas que elas e o único garoto tem problemas de memória, e não se lembram exatamente da sua escola. Eles foram com a líder bruxa Tarja até a única entrada conhecida, e ela levou um grupo. Seguindo a Diretriz "Deixe os grupos resolverem", foi o que fizeram, e o grupo desvendou e selou a passagem.
-- O problema é que havia um meteoro caindo e o tempo estava parado, dentro da passagem havia mais de duzentos Vultus, e corpos de pessoas mortas depois da passagem. Nós demos o tempo que nos é dado para deixa-los resolver, e eles resolveram. Agora, o meteoro se transformou em barro e toda essa escola que apareceu está coberta de barro. O tempo voltou a passar. Não temos mais a necessidade de estar em alerta temporal em nossa cidade, o problema foi resolvido. O que não foi resolvido é que Escola é essa, que apareceu em ruínas e com mais de seissentos mortos, e como os estudantes estão voltando à vida, com família e casa na cidade, esse é o problema.
-- Por favor, você me passa o contato da líder bruxa, Tarja?
Saindo da sala de relatório, Lucius liga para Tarja.
-- Alo.
-- Tarja? Aqui é o Inspetor Lucius, da Guarda. Podemos nos encontrar?
-- Claro. Pode ser aqui em casa, te mando o endereço por mensagem.
-- Obrigado.
Encontrar a casa foi fácil, parar na garagem para oito carros, também.
-- Tarja, boa noite.
-- Lucius, não é isso? Boa noite.
-- Isso -- ele percebeu que ela não disse "Inspetor".
-- Entre. Aceita um whisky?
-- Obrigado, aceito -- e entraram na casa.
-- Esta é Anita. Anita, Lucius.
-- Prazer, Anita.
-- O prazer é meu.
-- Lucius, acredito que você está investigando a Escola que apareceu, do nada, e ninguém nenhum de nós sabia que existia -- Tarja serve um whisky, pra três.
-- Exatamente -- Lucius confirma -- O que aconteceu?
-- Os espíritos estão chamando os estudantes que estão aparecendo de Bênçãos, e nós da Nação da Magia estamos organizando repúblicas para que os estudantes morem juntos e aprendam a conviver uns com os outros, e fica mais fácil levar os professores selecionados por nós e pela Guarda até eles e elas. Em resumo, estamos usando o surgimento dessa escola para fundar nossa educação. Ainda seremos de maioria de independentes, mas a oportunidade de selecionar entre nós aqueles mais velhos que possam dar aulas está batendo à nossa porta.
-- Tem mais alguma coisa acontecendo?
-- Tem sim, Lucius -- Tarja fica séria -- A Escola de São Paulo foi atacada anteontem, você deve ter ouvido comentários na Guarda. Temos duas sobreviventes que vieram pra cá, e junto delas veio também uma Deusa, a Deusa Gato, estão sob meus cuidados.
-- Deusa? Interessante, isso. A Guarda está avisando as sociedades atravéz da Guarda de outros lugares sobre os ataques a Escolas.
Ambos tiveram a noção de que Anita estava incomodada.
-- Está tudo bem, Anita? -- pergunta Lucius.
-- Mais ou menos, Lucius. Obrigada por perguntar, mas a morte de tantas pessoas e o surgimento de alunos e alunas está me colocando medo, isso eu não tenho como esconder.
-- A Guarda é um modelo usado por muitas cidades, Anita. Nós vamos conseguir desvendar quem está por trás disso. Qual é a sua opinião, Tarja?
-- Ficamos sabendo que praticamente todos os servos dos magos foram assassinados, por envenenamento, há um mês e meio atrás. Acho que são eles, por trás de tudo.
-- Ah, a velha rixa entre bruxos e magos. Não temos provas. Além disso, eles parecem ter sido os primeiros alvos. Não podemos culpa-los, principalmente sem provas.
-- Então, vamos sair e investigar. O que você acha, Lucius?
-- Eu não, hein?! -- se exclui Anita -- Eu estou cuidando da casa.
-- Por onde você sugere que começemos?
-- Tem uma livraria muito boa para começar a investigação. Duas Bênçãos estão trabalhando lá como estagiárias, e um garoto Bênção conseguiu sair do labirinto da Escola Ruína entrando no construto da sala de meditação da livraria. Mas vamos com calma, o vendedor é meu amigo. Edgart tem ajudado muito. Não é uma batida, mas sim uma investigação leve.
-- Tudo bem -- Lucius concorda -- Vamos, então.
*
Rayki saiu do carro, e foi ver o céu noturno, quase sem estrelas.
-- As pessoas que andam na rua tem um comunicador muito básico, e vai ficar estranho se eu conversar com você, então estou polarizando nossas conversas.
-- Obrigado por isso, Odarlo. Tudo, menos parecer doido.
Ao sair para a rua, Rayki vê que saiu da manifestação e seu peka lhe avisa "Não estou conseguindo contato com a viatura".
Ele tira um bloquinho do bolso e começa a anotar. Nomes de ruas. O número da casa, em que sua salvaguarda viatura está. E sai andando. A pasta preta, embaixo do braço. De fato, a região é falante de português, e é nessas horas que Saber de Línguas importa. Depois de um tempo, chegou a uma área de bares e cafés -- "Pelo ao menos, eles se divertem a noite", pensa -- Então, ele vê uma livraria e decide entrar.
Ao chegar na entrada da loja de tatuagens,... "Espera um pouco",... ele ficou confuso sobre o porque estava diante de uma loja e olhou ao redor procurando, vendo várias pessoas com tatuagens naquele quarteirão, sentados nos bares e cafés.
De repente, a porta da livraria apareceu mais uma vez.
Ele subiu as escadas, e encontrou uma livraria de Magia, reconhecendo vários dos símbolos dos livros, e foi até o balcão.
-- Me desculpe pela porta, ela não reconheceu você como cliente.
-- Eu,... visita -- Rayki tentou, e se lembrou do mapa -- Belo Horizonte,...
-- Olha, que bom que avisou. Vou tentar falar devagar pra você entender melhor. Seja bem vindo à livraria O Doppelgangger. Como você se chama? Nome?
-- Eu,... Rayki. Nome,... interessante, livraria.
De repente, entram duas pessoas, uma mulher e um homem.
-- Edgart, boa noite -- diz a mulher -- Esse é Lucius, Inspetor da Guarda.
-- Boa noite, Tarja -- Edgart se preocupa -- A que devo a honra?
-- Nada oficial, Edgart. Só trouxe Lucius para conhecer a livraria. Não quero atrapalhar -- ela diz isso olhando para o cliente.
-- Eu,... visita. Você,... Inspetor?
-- Eu sou Inspetor da Guarda da cidade. Prazer, Lucius.
-- Eu,... Rayki. Também trabalho Inspetor.
-- Com licença -- pediu Edgart. Uma luzinha vermelha havia acendido, atrás do balcão, e Edgart entrou em seu escritório.
-- Que bom. Está aqui investigando o que?
-- Eu?,... conhecendo cidade.
-- Por favor, com licença -- pede Edgart, vindo apressado -- "Seja bem vindo, Inspetor. Você visita cidade, ou trabalho?" -- Edgart disse isso em outra língua.
-- "Iyalaloui (Obrigado). Você fala macro Oka? Que bom saber que vim ao lugar certo. Como eu explico a eles o que estou fazendo? Estou aqui a trabalho, investigação da Academia. Você consegue me entender"?
-- "Um pouco" -- e se virou para Tarja e Lucius -- Ele é de outro mundo, é Inspetor de uma organização muito importante, e está precisando de ajuda.
-- Você está aqui investigando o que? -- questiona Lucius.
-- Eu,... investigando Ilha de Realidade, Belo Horizonte.
-- Olha, eu já ouvi falar disso -- diz Tarja -- Você tem o mapa da Ilha de Realidade?
Inspetor Rayki tirou a pasta preta de debaixo do braço, e mostrou o mapa.
Não demorou praticamente nada, até que Tarja concluísse.
-- Isso é exatamente o mapa da Escola em ruínas que não existia antes -- e se virou para o visitante, muito séria -- Precisamos da sua ajuda. Nós te ajudamos, você nos ajuda.
-- Grata -- Rayki está começando a se acostumar com a língua -- Muito bom. Eu ajudar vocês investigação, também.
-- Estou começando a gostar disso -- diz Lucius -- Vamos ajudar.
-- Então,... eu,... nós,... grupo?
-- Está certo, isso. Nós vamos investigar isso também -- conclui Lucius.
-- Os independentes e a Nação da Magia também -- conclui Tarja.
-- Academia,... também -- Rayki fecha o acordo.
(Fim de Sessão)
Algumas considerações
Quem deixou a pasta preta na mesa de Rayki?
Como será que Rayki vai lidar com a investigação dos mapas, considerando que ele já encontrou uma Ilha de Realidade, que por si só já vale alguns anos de investigação?
Todos os que morreram se tornaram Bênçãos, ou não?
Obrigado por ler e,...
Stay Plugged.
Friday, 13 January 2017
Feliz Sexta Treze
Feliz Sexta Treze! A todos.
A tradição de comemoração da Sexta-Treze se dá em todos os lugares aonde a Magia vai, sendo um dia em que a comunidade bruxa se reúne para falar de qualquer coisa, menos Magia, evitando assim que a Magia caia em mãos erradas. Fala-se de qualquer assunto, menos Magia. Há bruxos e bruxas que preferem ficar em casa, e aproveitar para fazer rituais. É, e sempre foi, um excelente dia para fazer seus rituais.
Hoje, o Ritual é o de prosperidade.
Eu invoco O Kaos sobre aqueles que tentarem roubar minhas ideias.
Este blug e seu blug irmã são publicados em Creative Commons, mas a autoria das histórias é minha e isto significa que vou invocar da lei caso tentem roubar minhas ideias.
Àqueles merecedores das minhas palavras, feliz 2017! (-;
Àqueles que não, vão,...
Este blug está sendo traduzido para português.
Seu blug irmã também está.
Vamos ao trabalho, que é isso que a gente gosta.
E, apesar de tudo, bons sonhos.
A tradição de comemoração da Sexta-Treze se dá em todos os lugares aonde a Magia vai, sendo um dia em que a comunidade bruxa se reúne para falar de qualquer coisa, menos Magia, evitando assim que a Magia caia em mãos erradas. Fala-se de qualquer assunto, menos Magia. Há bruxos e bruxas que preferem ficar em casa, e aproveitar para fazer rituais. É, e sempre foi, um excelente dia para fazer seus rituais.
Hoje, o Ritual é o de prosperidade.
Eu invoco O Kaos sobre aqueles que tentarem roubar minhas ideias.
Este blug e seu blug irmã são publicados em Creative Commons, mas a autoria das histórias é minha e isto significa que vou invocar da lei caso tentem roubar minhas ideias.
Àqueles merecedores das minhas palavras, feliz 2017! (-;
Àqueles que não, vão,...
Este blug está sendo traduzido para português.
Seu blug irmã também está.
Vamos ao trabalho, que é isso que a gente gosta.
E, apesar de tudo, bons sonhos.
Thursday, 17 November 2016
Nephilimburgs -- Action Tales
Nephilimburgs
Enfim, vamos dar início à história.
A história se dá porque uma série de Ilhas de Realidade surgem, ligando algumas cidades com razoável importância, de um jeito ou de outro.
Nós vimos posts semialeatórios, histórias pela metade e meditações importantes.
Agora, o objetivo é a narrativa de como isso tudo se encaixa.
Isso tudo e muito mais, pois as Ilhas de Realidade são um dos segredos mais importantes das pessoas de poder, a Manifestação máxima.
Quero muito contar como a menina que ama livros, o garoto que cria bugigangas e o filho do orfanato salvaram a sua escola. Assim sendo, A Escola dos Mil Herdeiros está salva, em Tanahta, mas parece que ninguém percebeu que a escola ia ser destruída, somente uns poucos alunos sabem, e por motivos muito especiais.
Além disso, fenomenologia é um assunto muito sério.
Não vamos deixar O Fenomenologista de fora, isso é claro.
Vamos reunir também as intervenções positivas feitas durante a história do blug. Incluindo as meditações, todas elas são muito relevantes.
Espero que esteja gostando da leitura, e,...
..,. Stay Plugged.
Monday, 31 October 2016
Happy Hallowmas, você
Oi, leitor.
Happy Hallowmas, você.
Estou aqui para dizer que estamos voltando às atividades, aqui no blug.
Enfim, estou negociando com editora, o meu romance.
E vai ficar com 480 páginas, o primeiro livro.
O Hallows, ou November's Eve, é o dia antes de Novembro, muito caracterizado pela celebração do Dia das Bruxas, mas aqui onde vivo é um dia para meditação sobre Magia, e não um dia para a sua celebração propriamente dita.
Também estou traduzindo a história Sonhos Roubados, no Wormbar.
Isso vai dar uma cara toda especial ao Enigma Epic Destiny.
Incluindo também os conceitos essenciais de Enigma, vamos ter novas histórias aqui no blug, e que vão explicar ou enlaçar as que já estavam em andamento. Acredito que quem leu o início das histórias sobre O Garoto que Cria Bugigangas, A Menina que Ama Livros e mais histórias, que antes estava "jogadas", tudo isso vai se unir, mesmo em mundos distintos. Assim, inicialmente em Akkoya e Tanahta, vamos ter de lidar com Melch, ou até mesmo Orija, a lua florestal mais hostil conhecida e que está sendo colonizada por Akkoya, Melch Lemetian e Tanahta.
O que é importante aqui, é saber que mundos tem direitos e, dependendo do que pretendem fazer ou do que fazem, deveres.
Nem todo mundo é planeta, mas todo planeta é mundo.
Feliz Dia das Bruxas, a você, bruxo-bruxa ou não.
Hoje é um dia para celebrar a vida. Para celebrar a sabedoria, e mais ainda, de celebrar as bruxas e bruxos que vieram antes de nós.
O nome original deste dia é Hallowmas, que insistem em dizer Halloween e na imagem de uma abóbora para todos governar, mas nem sempre foi assim, nem sempre será assim.
Hoje um sem número de pessoas estuda Magia porque pode e quer.
O acesso a Magia se tornou comum, e apenas aqueles que ainda não vivem em lugares aonde a Magia vai com maior necessidade, estão livres da Magia em si. Quem não quer saber de Magia tem realmente esse direito. Existem mais dois caminhos. O da Religião, que tem errado mais do que tem acertado. E o da Ciência, que infelizmente usa a falta de Fé como uma Magia, e isso ainda será repreendido pela própria evolução. Mas o acesso a informação se tornou comum. Hoje, se você quiser saber sobre um assunto, as informações básicas estão todas disponíveis.
O avançado é que é difícil, porque exige comprometimento e muito estudo.
Estamos celebrando a ideia que, aqui no blug, vai dar o que falar. Traduzir tudo e colocar todas as hisstórias em relação direta umas com as outras, e a língua dos navegadores, em sua versão português-br, foi a escolhida para desenvolver nosso projeto. Se vai ter tradução, esperamos que seja feita por um profissional, e não por mim.
Aqui, as histórias vão se encontrar, cedo ou tarde, para trocar uma ideia, ver onde uma e outra estão erradas e transformar essa corrupção em algo de bom.
Vamos construir um blug, e não apenas publicar histórias.
Aqui não é o lugar para se ser apenas mais um blog de aventuras, ou adventure blog, mas sim o lugar aonde vão informações relevantes sobre o Enigma Fictional Multiverse, também encontrado em nosso Wiki, logo abaixo, para que as pessoas se conscientizem. Magia? Magia está em todo lugar.
www.actiontales.com.br
Vamos construir isso juntos? Eu preciso de nomes, com poucas linhas de história.
Foi assim que demos início à campanha Patreon -- procure por Enigma. Envie os nomes e as poucas linhas de história pelo Twitter.
Twitter @solcajueiro, @themagicnation, e @schmmach.
Saiba quais são as suas dúvidas antes de enviar o tweet, e mantenha uma linguagem clara para que eu possa responder.
Estamos reiniciando os trabalhos, e hoje é uma grande noite.
Sendo wicca, também, eu posso me deliciar com o café com chocolate que tomei e vou tomar de novo daqui a pouquinho, mas não se esqueçam da regra de três.
Duas vezes é o bastante, pois a Magia é inteligente e sabe o que faz.
Indo para meu segundo café com chocolate, entusiasmado com as histórias que vão sair das anotações e gravações que fazemos de nossas sessões.
Obrigado por ler, também pela paciência, e,...
..,. Stay Plugged.
Happy Hallowmas, você.
Estou aqui para dizer que estamos voltando às atividades, aqui no blug.
Enfim, estou negociando com editora, o meu romance.
E vai ficar com 480 páginas, o primeiro livro.
O Hallows, ou November's Eve, é o dia antes de Novembro, muito caracterizado pela celebração do Dia das Bruxas, mas aqui onde vivo é um dia para meditação sobre Magia, e não um dia para a sua celebração propriamente dita.
Também estou traduzindo a história Sonhos Roubados, no Wormbar.
Isso vai dar uma cara toda especial ao Enigma Epic Destiny.
Incluindo também os conceitos essenciais de Enigma, vamos ter novas histórias aqui no blug, e que vão explicar ou enlaçar as que já estavam em andamento. Acredito que quem leu o início das histórias sobre O Garoto que Cria Bugigangas, A Menina que Ama Livros e mais histórias, que antes estava "jogadas", tudo isso vai se unir, mesmo em mundos distintos. Assim, inicialmente em Akkoya e Tanahta, vamos ter de lidar com Melch, ou até mesmo Orija, a lua florestal mais hostil conhecida e que está sendo colonizada por Akkoya, Melch Lemetian e Tanahta.
O que é importante aqui, é saber que mundos tem direitos e, dependendo do que pretendem fazer ou do que fazem, deveres.
Nem todo mundo é planeta, mas todo planeta é mundo.
Feliz Dia das Bruxas, a você, bruxo-bruxa ou não.
Hoje é um dia para celebrar a vida. Para celebrar a sabedoria, e mais ainda, de celebrar as bruxas e bruxos que vieram antes de nós.
O nome original deste dia é Hallowmas, que insistem em dizer Halloween e na imagem de uma abóbora para todos governar, mas nem sempre foi assim, nem sempre será assim.
Hoje um sem número de pessoas estuda Magia porque pode e quer.
O acesso a Magia se tornou comum, e apenas aqueles que ainda não vivem em lugares aonde a Magia vai com maior necessidade, estão livres da Magia em si. Quem não quer saber de Magia tem realmente esse direito. Existem mais dois caminhos. O da Religião, que tem errado mais do que tem acertado. E o da Ciência, que infelizmente usa a falta de Fé como uma Magia, e isso ainda será repreendido pela própria evolução. Mas o acesso a informação se tornou comum. Hoje, se você quiser saber sobre um assunto, as informações básicas estão todas disponíveis.
O avançado é que é difícil, porque exige comprometimento e muito estudo.
Estamos celebrando a ideia que, aqui no blug, vai dar o que falar. Traduzir tudo e colocar todas as hisstórias em relação direta umas com as outras, e a língua dos navegadores, em sua versão português-br, foi a escolhida para desenvolver nosso projeto. Se vai ter tradução, esperamos que seja feita por um profissional, e não por mim.
Aqui, as histórias vão se encontrar, cedo ou tarde, para trocar uma ideia, ver onde uma e outra estão erradas e transformar essa corrupção em algo de bom.
Vamos construir um blug, e não apenas publicar histórias.
Aqui não é o lugar para se ser apenas mais um blog de aventuras, ou adventure blog, mas sim o lugar aonde vão informações relevantes sobre o Enigma Fictional Multiverse, também encontrado em nosso Wiki, logo abaixo, para que as pessoas se conscientizem. Magia? Magia está em todo lugar.
www.actiontales.com.br
Vamos construir isso juntos? Eu preciso de nomes, com poucas linhas de história.
Foi assim que demos início à campanha Patreon -- procure por Enigma. Envie os nomes e as poucas linhas de história pelo Twitter.
Twitter @solcajueiro, @themagicnation, e @schmmach.
Saiba quais são as suas dúvidas antes de enviar o tweet, e mantenha uma linguagem clara para que eu possa responder.
Estamos reiniciando os trabalhos, e hoje é uma grande noite.
Sendo wicca, também, eu posso me deliciar com o café com chocolate que tomei e vou tomar de novo daqui a pouquinho, mas não se esqueçam da regra de três.
Duas vezes é o bastante, pois a Magia é inteligente e sabe o que faz.
Indo para meu segundo café com chocolate, entusiasmado com as histórias que vão sair das anotações e gravações que fazemos de nossas sessões.
Obrigado por ler, também pela paciência, e,...
..,. Stay Plugged.
Wednesday, 2 December 2015
Encontro a Definir
Encontro a Definir
De: Rafael Magalhães
"... erauma noite agradávelde primavera onde a brisa noturna soprava magia em seu rosto, e o briho da lua refletia ao longe em uma queda d'água próxima. Ao pensar em como seria bom refrescar-se após uma longa jornada de meses em território selvagem, ele sente uma presença.
Ao aproximar-se cautelosamente, percebeu que à beira d'água havia uma pessoa sentada como se meditasse.
Súbito um vento lhe veio pelas costas e ao mesmo tempo uma voz.
-- Aproxime-se! -- disse o homem sentado à margem.
Percebendo que sua presença havia sido notada pelo homem, ele não teve outra alternativa senão sair das sombras onde espreitava e se aproximar.
-- Não sou sua presa nem seu inimigo, logo não precisa agir com cautela. Apesar de você ser bom caçador, deveria saber se ocultar melhor -- disse o homem ainda sentado de costas para ele.
Um temor percorreu o corpo dele, como um calafrio febril.
"Como posso ter sido descoberto?", pensou ele.
O homem fez um aceno com a mão, o convidava para aproximar-se, e falou:
-- Jovem, você tem talento, mas ainda há muita coisa para ser aprendida. Deixe um simples eremita poder falar com alguém.
Sentindo a honestidade das palavras, então se aproximou cautelosamente como é do feitio dos caçadores.
Ao sair das sombras pode perceber que o homem sentado estava virado em sua direção, então pode ver claramente sua figura.
Era um homem de cerca dos seus quarenta anos, magro e com um olhar completamente vazio, não estava vestido e, apesar de não ter o biotipo de um guerreiro, possuía inúmeras cicatrizes.
O caçador, sempre cauteloso, começou a perscrutar a área em busca de armadilhas, nada escapava do seu olhar. Não achando nada, sentou-se perto do homem fazendo-lhe uma reverência comum entre os guerreiros.
-- Não podemos esquecer nunca de onde viemos, não é?
Ele consentiu com um aceno de cabeça e então o homem começou a falar.
-- Por quem você luta? Qual é a sua busca?
A palavra busca realmente o fez hesitar, então respondeu:
-- Luto por mim e a minha busca é minha! -- disse em um tom grosseiro.
O homem suspirou e lhe perguntou:
-- Você tem um senso comum raro entre vocês, porém se pensar na individualidade, nunca vai atingir seu objetivo.
Outra ufada de vento passa por eles.
-- Você não sabe o que eu deixei para trás na minha busca e o que fiz para ser eu! -- exclamou o já inflamado caçador, levantando-se e apontando o dedo indicador ao rosto do eremita. Este, porém, estava calmo como as águas ao redor e também se levantou com um olhar mais vazio do que antes.
-- Deixe-me contar algo -- disse -- Já fui conhecido como Oddo o gladiador invicto, ganhei minha liberdade mas continuei na arena por um único motivo, meu irmão de treinamento na academia de guerreiros. Lutamos guerras, batalhas e quando perdemos a grande guerra nos separamos. Após isso iniciou-se meu treinamento monástico. Quinze anos após isso eu estava ajudando a combater uma peste que assolava a cidade e soube que abririam jogos e um dos melhores gladiadores era ele! Novamente abri mão da minha vida e me tornei gladiador por livre vontade.
Fez uma pausa. O vazio no olhar do eremita diminuia à medida que ficava turvo com as lágrimas.
-- Eu já havia lutado em arenas antes, consegui sobreviver, e quem diria que voltaria por minha própria vontade! O fogo que ardeu em minha alma não poderia ser mais forte! Eu queria estar ali, eu queria lutar ao lado dele novamente. Assim foi.
Nos tornamos a única equipe a sobreviver entre feras, os mais selvagens lutadores já vistos, lutamos contra os déspotas que compram tudo isso. Fez outra pausa, agora olhando para o seu ombro esquerdo. Ele, ao seguir o olhar, percebeu a marca que significava "Suporte".
".
(Tive de parar, não estava entendendo a letra).
(Mas, no máximo semana que vem, o texto todo está aqui).
(Aguarde).
De: Rafael Magalhães
"... erauma noite agradávelde primavera onde a brisa noturna soprava magia em seu rosto, e o briho da lua refletia ao longe em uma queda d'água próxima. Ao pensar em como seria bom refrescar-se após uma longa jornada de meses em território selvagem, ele sente uma presença.
Ao aproximar-se cautelosamente, percebeu que à beira d'água havia uma pessoa sentada como se meditasse.
Súbito um vento lhe veio pelas costas e ao mesmo tempo uma voz.
-- Aproxime-se! -- disse o homem sentado à margem.
Percebendo que sua presença havia sido notada pelo homem, ele não teve outra alternativa senão sair das sombras onde espreitava e se aproximar.
-- Não sou sua presa nem seu inimigo, logo não precisa agir com cautela. Apesar de você ser bom caçador, deveria saber se ocultar melhor -- disse o homem ainda sentado de costas para ele.
Um temor percorreu o corpo dele, como um calafrio febril.
"Como posso ter sido descoberto?", pensou ele.
O homem fez um aceno com a mão, o convidava para aproximar-se, e falou:
-- Jovem, você tem talento, mas ainda há muita coisa para ser aprendida. Deixe um simples eremita poder falar com alguém.
Sentindo a honestidade das palavras, então se aproximou cautelosamente como é do feitio dos caçadores.
Ao sair das sombras pode perceber que o homem sentado estava virado em sua direção, então pode ver claramente sua figura.
Era um homem de cerca dos seus quarenta anos, magro e com um olhar completamente vazio, não estava vestido e, apesar de não ter o biotipo de um guerreiro, possuía inúmeras cicatrizes.
O caçador, sempre cauteloso, começou a perscrutar a área em busca de armadilhas, nada escapava do seu olhar. Não achando nada, sentou-se perto do homem fazendo-lhe uma reverência comum entre os guerreiros.
-- Não podemos esquecer nunca de onde viemos, não é?
Ele consentiu com um aceno de cabeça e então o homem começou a falar.
-- Por quem você luta? Qual é a sua busca?
A palavra busca realmente o fez hesitar, então respondeu:
-- Luto por mim e a minha busca é minha! -- disse em um tom grosseiro.
O homem suspirou e lhe perguntou:
-- Você tem um senso comum raro entre vocês, porém se pensar na individualidade, nunca vai atingir seu objetivo.
Outra ufada de vento passa por eles.
-- Você não sabe o que eu deixei para trás na minha busca e o que fiz para ser eu! -- exclamou o já inflamado caçador, levantando-se e apontando o dedo indicador ao rosto do eremita. Este, porém, estava calmo como as águas ao redor e também se levantou com um olhar mais vazio do que antes.
-- Deixe-me contar algo -- disse -- Já fui conhecido como Oddo o gladiador invicto, ganhei minha liberdade mas continuei na arena por um único motivo, meu irmão de treinamento na academia de guerreiros. Lutamos guerras, batalhas e quando perdemos a grande guerra nos separamos. Após isso iniciou-se meu treinamento monástico. Quinze anos após isso eu estava ajudando a combater uma peste que assolava a cidade e soube que abririam jogos e um dos melhores gladiadores era ele! Novamente abri mão da minha vida e me tornei gladiador por livre vontade.
Fez uma pausa. O vazio no olhar do eremita diminuia à medida que ficava turvo com as lágrimas.
-- Eu já havia lutado em arenas antes, consegui sobreviver, e quem diria que voltaria por minha própria vontade! O fogo que ardeu em minha alma não poderia ser mais forte! Eu queria estar ali, eu queria lutar ao lado dele novamente. Assim foi.
Nos tornamos a única equipe a sobreviver entre feras, os mais selvagens lutadores já vistos, lutamos contra os déspotas que compram tudo isso. Fez outra pausa, agora olhando para o seu ombro esquerdo. Ele, ao seguir o olhar, percebeu a marca que significava "Suporte".
".
(Tive de parar, não estava entendendo a letra).
(Mas, no máximo semana que vem, o texto todo está aqui).
(Aguarde).
Tuesday, 16 April 2013
Pausa, devido aos Romances
Oi, leitor.
Eu também estou me aventurando na literatura, e meus romances precisam de mim, por isso vou dar um tempo do Blug e me concentrar na redação e revisão da Série, que deve ser uma Série de cinco livros, com alguns spin offs.
Eu percebi o quão difícil é manter atualizado um blug.
Temos muito trabalho, e eu vou traduzir para português-br, no futuro.
Acredito que apenas Akkoya não vai ser o objetivo futuro. Irei incluir Arda, nossa Terra, nas linhas deste meu espaço.
Tudo o que estou fazendo aqui é pedir uma pausa.
No futuro, irei explicar histórias que, ainda sendo jogadas, são jogadas com O Jogo, em que Enigma Action Tales figura principal, e há a ideia de uma futura publicação. Não sei. É muito bom ter um método só nosso de criação. Mas bem, ao mesmo tempo, seria muito bom ter a opinião de outros mestres sobre o que estamos fazendo, nosso método.
Saibam que não vou parar com as Conlangs, essencialmente Akkia.
Akkia é uma Maglang, ou língua da magia, do inglês "magic language".
Iyaowa é o dialeto essencial a que vou me dedicar.
Vou sair um pouco das mesas de jogo para me aventurar no século 23, de Arda, nossa Terra, em que eventos muito importantes estão acontecendo, e serão narrados em livro.
Não vou parar, simplesmente, mas sim me dar o tempo necessário.
Agradeço pela visita, também pela paciência, e digo,...
..,. Stay Plugged.
Eu também estou me aventurando na literatura, e meus romances precisam de mim, por isso vou dar um tempo do Blug e me concentrar na redação e revisão da Série, que deve ser uma Série de cinco livros, com alguns spin offs.
Eu percebi o quão difícil é manter atualizado um blug.
Temos muito trabalho, e eu vou traduzir para português-br, no futuro.
Acredito que apenas Akkoya não vai ser o objetivo futuro. Irei incluir Arda, nossa Terra, nas linhas deste meu espaço.
Tudo o que estou fazendo aqui é pedir uma pausa.
No futuro, irei explicar histórias que, ainda sendo jogadas, são jogadas com O Jogo, em que Enigma Action Tales figura principal, e há a ideia de uma futura publicação. Não sei. É muito bom ter um método só nosso de criação. Mas bem, ao mesmo tempo, seria muito bom ter a opinião de outros mestres sobre o que estamos fazendo, nosso método.
Saibam que não vou parar com as Conlangs, essencialmente Akkia.
Akkia é uma Maglang, ou língua da magia, do inglês "magic language".
Iyaowa é o dialeto essencial a que vou me dedicar.
Vou sair um pouco das mesas de jogo para me aventurar no século 23, de Arda, nossa Terra, em que eventos muito importantes estão acontecendo, e serão narrados em livro.
Não vou parar, simplesmente, mas sim me dar o tempo necessário.
Agradeço pela visita, também pela paciência, e digo,...
..,. Stay Plugged.
Tuesday, 12 March 2013
Monday, 4 March 2013
A Travessia das Montanhas (ADS-04)
Oi, e Seja bem vindo.
E então, vamos à Aventura,...
Fiquei um tempo sem publicar, porque apesar de o grupo original que jogava essa história ter acabado, eu queria muito que depois do capítulo que jogamos, eu tivesse boas notícias para nossos leitores.
Assim, estamos dando início ao Playtest Oficial, e o jogo está indo muito bem. Eu me reuni com os jogadores no último sábado, e ficou acertado que vamos ressuscitar A Ameaça das Sombras. A história é boa, e não vamos deixar isso acabar assim do nada. A partir de agora nós vamos acompanhar o que esses malucos estão fazendo, mas saiba que a história não irá acabar nesse capítulo, pois nós refizemos o grupo, e no próximo capítulo pode contar com novidades.
Sejam bem vindos à Escola dos Mil Herdeiros.
# A Travessia das Montanhas
Idrias estava tão anciosa para chegar o dia que mal dormia. Sua mãe chegou, no dia anterior, carregando uma pilha de,...
-- Livros! -- gritou Idrias, ao ver sua mãe.
Sua mãe sorriu, calma. Idrias ajudou a colocar os livros em seu quarto.
O Grão Ducado de Hu, região onde as ruínas do mundo antigo foram reunidas, é uma região única. Ela tem mais ou menos 500 medidas grandes de horizonte, e umas 800 medidas grandes de norte a sul.
Você precisa saber andar por essas bandas.
O nascer do sol é limpo, e o poente na Grande Cordilheira torna as tardes muito belas, para quem mora perto delas. Toda a região tem montanhas baixas, ou rochas despidas, uma mistura do norte gelado com o equador mais abaixo. A região temperada tem florestas plantadas pelos Herdeiros, quando a região ganhou o nome de Hu, há uns mil anos atrás, mas os mais velhos ainda se lembram do controle do Estado sobre a região, que terminou com a intervenção do Norte Imperial, há 42 anos, e o fim da guerra civil de Tanka, ao sul. Logo, o Grão Ducado é, agora, uma região livre, que é gerida com recursos vindos de todo o mundo de Tanahta.
Ainda assim, as pessoas ignoras o quão tão importante realmente é essa região. Nas ruínas de Hu se esconde um segredo, uma jóia preciosa, que é o símbolo de todos os Herdeiros, os nativos deste mundo.
A Escola dos Mil Herdeiros.
Idrias Tuule Ink é uma bruxa, de pai e mãe, mas passou a infância toda acreditando que não tinha Magia, e que nunca iria para a escola, que iria ser obrigada a ir para uma escola comum.
Hoje a noite, ela não dormiu. Não. Ela pegou os livros da escola, e ficou a noite toda tentando entender o que se passava, mas não era nada simples esse negócio de Magia.
Apesar de ela não se considerar burra, não entendeu quase nada.
Depois, acabou dormindo sobre os livros, para ter um sonho estranho, em que ela estava em uma vila estranha, onde fazia a comida para mais de duzentas pessoas, todas vestidas de mantos alaranjados. Havia um esquilo em seu ombro, que dava pitaco no preparo do jantar. Ela acordou, e não se lembrou do sonho.
-- Mãããaaae! -- gritou, ao acordar.
Pensou que acordou atrasada, e ia perder o primeiro dia da Escola, desesperada. Sai correndo. Ao chegar ao andar de baixo, ela para. Sua mãe está terminando de se arrumar, vestindo uma calça preta, botas, o chapéu dos andarilhos, que não tem ponta, mas tem um penacho dependurado, também preto, camisa social branca de botões, e um pingente dourado por sobre a camisa.
-- Bom dia, Tuule -- sua mãe abre um sorriso caloroso.
-- Mãe, que horas a gente vai? -- ela quer saber.
-- Agora, minha filha -- e Idrias vai se colocar ao lado da porta de saída. Mas sua mãe vai para o corredor.
-- Mãe, é mesmo,... Os meus livros -- diz a pequena, em dúvida.
-- Pode deixar, filha. Eles serão entregues no seu Dormitório, ainda hoje. Você não vem?
-- Mas mãe,... a saída é por aqui,...
Sua mãe sorriu, insistindo para irem para o segundo andar. Idrias, sem entender nada, foi. Seguiram para o seu quarto, e sua mãe fechou a porta, retirando então sua varinha da jaqueta. A pequena nunca havia visto sua mãe usar uma varinha, mas só agora percebe isso, e conclui que sua mãe, é claro, não gosta de "aparecer", se sentido orgulhosa.
E então, sua mãe ergue a varinha, e desce até a direção da porta, mas à medida que desenha a beirada da porta, uma luz branca forte vai aparecendo por trás da beirada.
-- Amal Tajannaba! -- invoca sua mãe, e a porta desaparece. Em seu lugar, surge um portal de pedra, com o símbolo de uma gota no meio de um círculo, e runas estranhas embaixo -- Venha, Tuule.
# A Ruína das Termas
Tetrus acordou, com muito medo, pois não sabia onde estava.
Por um segundo, pensou em como fugir dali, mas então se lembra de tudo o que aconteceu. Estava livre! Estava longe da Gaiola das Loucas, e queria ficar muito longe dali, para o resto de sua vida.
Alguns minutos depois, ele se levanta, e vê roupas sobre uma cadeira. Ele pega. Vê que são do seu tamanho. Antes, decide olhar onde está, e vê uma cascata que cai da parede, sobre um laguinho -- "Dentro de casa?!", se assombra, e conclui que as estátuas não vão se importar se ele trocar de roupa ali mesmo. O teto é alto, e há um símbolo irregular de nove pontas desenhado nele, e bolas que parecem aquelas bolas de capim que se vê nos filmes, quando é um filme sobre um deserto, iluminam o lugar.
Assim que trocou de roupa, entra um monge pela passagem -- não há porta, só a passagem. Ele não diz nada. Apenas indica com a mão que ele deve segui-lo, e Tetrus vai. Antes, ele pega as suas coisas, que são dois sacos de lixo, velhos.
O Templo é enorme, e tem um sem número de salas e salões, todos com estátuas magníficas, e tapetes sobre as paredes. O jovem também vê um monge koresh, e um monge que parece um monstro, ao passar pelo salão principal. Ninguém fala. Achou que, se o Paraíso existe, a entrada deve ser em algum lugar por aqui.
Saíram do Templo, e ele viu uma imensa construção.
Ao longo de mais de 800 medidas, colunas clássicas fazem teto sobre um sem número de pequenas portas, de onde ele vê pessoas saindo, pais, mães, e seus filhos, todos mais ou menos da sua idade, mas alguns mais velhos. O monge lhe apressa. Andaram mais de 200 medidas, até que o monge parou, muito calmo.
Idrias atravessou o portal, com sua mãe.
Ao ver onde estavam, soltou um silencioso "Uau",... e viu que um sem número de famílias estava passando pelos portais. As colunas eram do estilo clássico, da era mítica de Tanahta -- "Esse lugar deve ter mais de cinco mil anos",... pensa ela, e logo vê um garoto assustado, andando ao lado dos seus pais, e a mãe dele fala com sua mãe bruxa.
-- Oi? Desculpe, mas nós não fazemos ideia do que fazer,...
-- Oke,... Vocês são comuns -- disse sua mãe -- Não se preocupem. De onde vocês são?
E assim, enquanto os pais conversavam, ela olhou para o garoto.
-- Oi? Eu sou a Idrias. E você? -- quis saber a pequena.
-- Otto -- ele estava usando o rosto do espanto, agora, olhando para tudo como quem pensa "Que estranho",... -- Você também vai pra Escola? Vamos ser colegas.
-- É -- disse ela -- Onde está o seu amuleto? -- ela pega seu pingente, e mostra.
-- Tá aqui -- ele tira meio desengonçado o pingente de dentro da camisa -- Mas,... como é que a gente vai pra Escola?
-- Não sei,... Olha ali! Um monge! Vamos perguntar pra ele -- e foram, ele indo atrás da garota.
O monge havia acabado de chegar, e parar, e havia um garoto assustado com ele. A dupla chegou, correndo.
-- Senhor monge, senhor monge -- fala a menina -- Como é que a gente vai pra Escola?
-- Isso,... -- o monge sorri -- eu ia explicar agora ao Tetrus. Vocês vêm essas duas montanhas? Elas são as Montanhas Gêmeas, a única passagem segura para a Escola. Vocês devem atravessar as montanhas, mas a lenda diz que só os Herdeiros conseguem fazer isso.
O monge, então, faz uma saudação ao garoto assustado, e vai embora, sem dizer mais nada.
-- Eh,... Oi! Eu sou a Idrias. E você? Tetrus? Que nome e,... diferente,...
-- Oi,... -- diz ele, e fecha a boca, pressionando os lábios.
-- Oi, Tetrus. Eu sou o Otto. Como é que a gente vai passar pelas montanhas?
-- Vamos perguntar pra minha mãe. Ela já fez isso antes, né.
A menina saiu correndo, e Tetrus olhou pro Otto, que saiu atrás dela, então, decidiu ir também. Não sabia nada disso. Não queria ficar pra trás, porque, "E se ele não conseguisse?", ia ter de voltar pro orfanato,...
-- Mããaae,... Como que a gente passa pelas montanhas?
-- Hf,... -- riu sua mãe -- Diz a lenda, que só os Herdeiros conseguem passar, minha filha. Eu confio em você.
-- Mas mãaae,... como? -- Idrias estava ficando preocupada, agora.
-- Não se preocupe -- diz sua mãe -- A Travessia das Montanhas é um Ritual. Só se você não for um aluno digno da Escola é que não irá passar, e eu sei que você será uma aluna muito boa, como seu pai já foi.
-- E você, também,... -- Idrias abaixou a cabeça. Virou-se para os meninos -- Viram? É só passar.
Aquilo não foi recebido da mesma forma pelos outros dois, que ficaram apreensivos sobre o "não passar", mas então, todas as pessoas olharam para a mesma direção.
Vindos das montanhas, um sem número de tuleques, um bicho estranho que já tentaram fazer sobreviver nesse mundo várias vezes, mas só agora parece que conseguiram.
Os mais velhos, todos eles, se adiantaram e pegaram um tuleque para si mesmos.
Tem uns montes de veteranos, aqui.
-- Me dê um beijo, filha -- pediu a mãe de Idrias -- E tenha um bom semestre.
Tetrus ficou olhando os novos amigos se despedirem dos pais, e seguiu eles até encontrarem um monge livre, que lhes ajudou a subir no animal, um tipo de lagarto bípede, cinza escuro e forte.
-- Você será o "Cinzoso" -- disse Otto para o seu tuleque, ao montar.
-- Será que precisamos de Magia pra fazer a Travessia? Ei! -- Idrias chamou um garoto, ao lado, com uma expressão séria -- Tem alguma Magia pra fazer a Travessia?
-- Hmpf,... Você não precisa de Magia pra fazer a Travessia. Meu pai me contou que essa é a primeira vez que psiónicos e monges vão fazer a Travessia, e se eles precisassem de Magia, é óbvio que não conseguiriam passar -- respondeu ele. Ele olhou para a frente, e daí em diante ignorou o que eles poderiam perguntar.
Idrias então se abaixou para que só Otto e Tetrus ouvissem ela.
-- E esse é o garoto chato que vamos ter de aturar na Escola, marquem as minhas palavras -- disse ela, num sussurro. Otto parece que viu o que ela queria dizer. O garoto parecia importante, pra alguém que ainda não fez nada na vida.
# A Travessia das Montanhas
De repente, todos os pais, que já haviam passado por isso, retiraram um lenço branco e acenaram para os filhos. Idrias ficou muito feliz, de ver sua mãe acenando, e jurou ser uma boa aluna, ali mesmo. E todos os tuleques se moveram. Idrias quase caiu. Ela se segura firme, e olha o garoto chato, que está levemente erguido, colocando o peso sobre os pés lá embaixo. Ela imita ele. "E funciona",... pensa a menina. Assim, ela olha para o lado, para ver um Otto sacolejando, e um Tetrus apavorado se agarrando com força ao pescoço do animal.
As Montanhas Gêmeas foram se aproximando. A partida havia sido exatamente às nove horas da manhã, e o cansaço já se faz, depois de uma hora de montaria.
Ainda assim, as montanhas e pedras, as rochas, tudo vai se modificando aos poucos, como se você estivesse indo para um outro lugar, outro mundo, onde quer que fique a passagem. Idrias, que não está nem um pouco cansada -- ela é uma andarilha, há mais de dois anos -- tenta explicar com gestos para Otto e Tetrus fazerem o mesmo que ela, o jeito certo de montar, sem nenhum sucesso. A menina percebe que há uma série de cavernas, lá no alto das Montanhas Gêmeas, observando a Travessia.
E então, de repente, as duas montanhas que parecem se apoiar uma na outra para existir, começam a se separar, muito calmamente, e em mais dez minutos de montaria se pode ver que há uma passagem entre elas. A Travessia. Ao chegar à passagem, Idrias percebe que nem Otto nem Tetrus estão se dando muito bem, mas consegue perceber em detalhes as montanhas, à esqueda e à direita deles, e durante dez minutos eles avançam sobre uma Estrada muito antiga, que mais parece um relíquia que uma estrada de verdade. A pequena bruxa vê que a única coisa que ela pode fazer é alertar aos tuleques para seguirem ela, e ela consegue fazer isso, naturalmente. Era como se a vida toda ela tivesse nascido para montar. Sentia o vento bater em seu rosto, uma alegria sem tamanho.
Assim, eles passam por um tipo estranho de barreira.
Aconteceu sem avisar, e era um tipo transparente de parede, que ia até o céu. Nesse momento, os alunos mais velhos, que passaram quase toda a Travessia mantendo os pequenos sobre seus animais, tiram seus itens e apontam para cima, gerando uma saraivada de explosões. Cor. Parece uma festa de fogos de artifício, no momento em que avistaram a primeira vila.
Atravessaram a vila, sob os aplausos dos seus moradores. Eles jogam flores sobre os viajantes, a lhes dar boas vindas.
Dalí, avistaram uma enorme Ponte. Era a maior ponte do mundo, feita de um metal branco, com cabos enormes maiores que você, prendendo o caminho para aquelas centenas de tuleques que passam.
E, então, A Escola dos Mil Herdeiros à frente.
As enormes construções, de matérias estranhas, coloridas ou cinzentas, ou com rochas antigas como base, e um imenso mecanismo ao alto, como se fosse um relógio estranho, vão se formando e se aproximando.
Algum tempo depois, a saída da ponte os entrega em uma área de gramado, diretamente à frente do maior edifícil. O Arco do Edifício Central olha para a ponte, como se fosse uma metade de um olho -- a outra metade, embaixo da terra. Os mais velhos começaram a parar, e desceram para ajudar os calouros a descer dos animais. "Por aqui!", ouviram um veterano chamar, "Reúnam-se aqui!". Outros veteranos chegaram, do Edifício Central, e foram receber os calouros. Idrias desmontou com facilidade, se surpreendeu o veterano, e rapidamente foi ajudar Tetrus, que estava todo suado, mais que agarrado ao pescoço do seu tuleque, de olhos estalados.
-- Tetrus! -- diz a pequena -- Vem! Vou te ajudar.
O veterano ajudou Otto a descer, e eles se juntaram aos calouros para ir, mas,... para onde deveriam ir? À medida que entraram, passaram pelo Arco, e começaram a perceber que a construção é muito antiga. Tem partes antigas, construídas sobre partes mais antigas ainda, e Idrias imaginou ver uma placa suspensa no ar que dizia "Biblioteca", mas foi forçada a continuar com a multidão de novos alunos. E então, sentiram o cheiro de comida, ou melhor, de banquete -- e perceberam o quanto estão todos com fome.
Havia uma área aberta, com oito restaurantes, bares e delicatessens nas laterais, e mesas ao ar livre, com um guardassol bem vermelho sobre cada uma das mesas, que foram achar uma mesa livre.
-- Otto! Tetrus, vem comigo -- chamou a bruxa.
Acharam uma mesa em frente à Delicatessen Hu, e se sentaram para descansar. Idrias parecia muito bem. Otto parecia um mendigo, e não estava muito melhor que Tetrus.
Foram atendidos por androides e ginoides muito educados, que lhes apresentavam um cardápio holográfico com imagens de todos os pratos, dizendo que podiam comer à vontade. Enquanto Idrias dizia que "Comer muito pode fazer mal", Otto e Tetrus não estavam acostumados com isso, e pediram logo tudo o que queriam comer, de uma vez.
# Aizha Narbán
-- Oi! Posso me sentar com vocês? -- perguntou o garoto, mais velho.
Eles ficaram em silêncio, mas o garoto se sentou.
-- Oi! Eu sou Himmer Loren -- disse o garoto -- Sou bruxo. Esse é o primeiro semestre que temos não-bruxos na Escola. Sejam bem vindos. Como vocês se chamam?
-- Eu sou o Otto. Essa é a Idrias, e esse é o Tetrus -- resumiu o garoto. Idrias ficou com raiva, porque essa fala era dela, e aliás, quem era esse garoto que chegou? Como que o Otto vai e fala o nome deles assim, pra um estranho? Mas, pode ser só uma preocupação sem fundamentos,...
-- Sejam bem vindos -- diz o bruxo Himmer.
-- Eu sou,... bem, eu não sei o que eu sou -- revela Otto -- Eu posso teleportar.
-- Então, você deve ser um monge, Otto -- explica Himmer, calmo -- Não é exatamente verdade que psiónicos e monges nunca estudaram na nossa Escola, mas sim que eles antes se reuniam em lugares muito diferentes. Temos uma floresta para os monges. Temos vilas, onde bruxos, psiónicos e monges se reúnem, e vivem juntos, há vários milênios.
-- Mas,... Não é a Escola dos Mil Herdeiros? -- questiona Idrias.
-- E porque você acha que só existem herdeiros bruxos em nosso mundo, Idrias? Não. Mas eu tenho de dizer uma coisa pra vocês,... Vocês não podem andar à noite pela escola,...
-- Porque? -- quis saber a pequena.
-- Olha,... Não é seguro, pra vocês do Ciclo Básico,...
Mas, então, foram interrompidos,...
Exatamente nesse momento, chega uma senhora. Ela é velha, mas é possível ver que ainda assim guarda as feições de sua juventude, e quando se aproxima o aluno mais velho imediatamente se levanta, e faz uma reverência.
-- Diretora?,... -- ele abaixa a cabeça.
-- Não se preocupem em se levantar, crianças -- diz uma voz tranquila -- Sejam bem vindos à Escola, Idrias, Otto e Tetrus. Vejo vocês amanhã, em minha sala na Diretoria, pela manhã. Eu sou a Diretora Aizha Narbán. Aproveitem o dia.
-- Obrigada,... -- murmurou Idrias, e o mesmo fizeram Otto e Tetrus.
A Diretora foi para a próxima mesa, dar as boas vindas. Foi Otto que percebeu que Himmer estava com um olhar estranho.
-- O que foi? -- Otto não resiste, e pergunta.
-- Não sei,... Não é nada -- diz o veterano -- Eu nunca vi alunos serem chamados à Diretoria no primeiro dia. Bem, hoje é domingo, e amanhã as aulas começam. Seria muito bom se hoje fosse sábado, pra vocês se acostumarem à Escola, mas bem, é melhor que vocês não se atrasem, porque a Diretora quer vocês na sala dela pela manhã.
-- Mas o que a gente fez?! -- Idrias parecia muito preocupada.
-- Nada, nada -- tenta Himmer -- Terminaram de comer? Vamos. Eu tenho de levar vocês ao seu Dormitório, que eu recebi a mensagem agora,... ah, sim. Vamos, vamos.
Aquilo não havia convencido eles de que não era "nada".
Depois de dez minutos andando, Idrias tentava ler todas as mensagens mágicas que flutuavam à frente dos edifícios, mas não encontrou a que ela havia pensado ler "Biblioteca".
E assim, chegaram a um enorme bosque, com macieiras e pessegueiras.
O veterano lhes levou até o edifício ao fundo, meio torto como a maioria dos dormitórios que passaram, reconheceram que todos tem um mesmo tipo de forma, meio torta. Apesar disso, colunas enfeitam uma entrada magestosa, em uma pedra rara, branco leitosa. As janelas são de ferro, e há uma estátua ali, à direita da entrada.
Ali, suspensa, está uma indicação, o Número do seu Dormitório:
13.
(Fim de Sessão)
# Cenas do Próximo Episódio
Otto dá o primeiro passo, e é seguido por Idrias e, temeroso, Tetrus, e assim eles entram no Salão de Entrada do seu Dormitório.
Atrás do balcão, eles o vêem pela primeira vez na vida,...
Era esverdeado, com um nariz enorme, um monóculo no olho direito, mãos com dedos longos e cheios de nódulos, e Otto quebra o silêncio.
-- E você é o Verdoso.
(Aguarde)
Algumas considerações necessárias
Porque eles foram chamados à Diretoria, no primeiro dia na Escola?
Fique ligado.
E então, vamos à Aventura,...
Fiquei um tempo sem publicar, porque apesar de o grupo original que jogava essa história ter acabado, eu queria muito que depois do capítulo que jogamos, eu tivesse boas notícias para nossos leitores.
Assim, estamos dando início ao Playtest Oficial, e o jogo está indo muito bem. Eu me reuni com os jogadores no último sábado, e ficou acertado que vamos ressuscitar A Ameaça das Sombras. A história é boa, e não vamos deixar isso acabar assim do nada. A partir de agora nós vamos acompanhar o que esses malucos estão fazendo, mas saiba que a história não irá acabar nesse capítulo, pois nós refizemos o grupo, e no próximo capítulo pode contar com novidades.
Sejam bem vindos à Escola dos Mil Herdeiros.
# A Travessia das Montanhas
Idrias estava tão anciosa para chegar o dia que mal dormia. Sua mãe chegou, no dia anterior, carregando uma pilha de,...
-- Livros! -- gritou Idrias, ao ver sua mãe.
Sua mãe sorriu, calma. Idrias ajudou a colocar os livros em seu quarto.
O Grão Ducado de Hu, região onde as ruínas do mundo antigo foram reunidas, é uma região única. Ela tem mais ou menos 500 medidas grandes de horizonte, e umas 800 medidas grandes de norte a sul.
Você precisa saber andar por essas bandas.
O nascer do sol é limpo, e o poente na Grande Cordilheira torna as tardes muito belas, para quem mora perto delas. Toda a região tem montanhas baixas, ou rochas despidas, uma mistura do norte gelado com o equador mais abaixo. A região temperada tem florestas plantadas pelos Herdeiros, quando a região ganhou o nome de Hu, há uns mil anos atrás, mas os mais velhos ainda se lembram do controle do Estado sobre a região, que terminou com a intervenção do Norte Imperial, há 42 anos, e o fim da guerra civil de Tanka, ao sul. Logo, o Grão Ducado é, agora, uma região livre, que é gerida com recursos vindos de todo o mundo de Tanahta.
Ainda assim, as pessoas ignoras o quão tão importante realmente é essa região. Nas ruínas de Hu se esconde um segredo, uma jóia preciosa, que é o símbolo de todos os Herdeiros, os nativos deste mundo.
A Escola dos Mil Herdeiros.
Idrias Tuule Ink é uma bruxa, de pai e mãe, mas passou a infância toda acreditando que não tinha Magia, e que nunca iria para a escola, que iria ser obrigada a ir para uma escola comum.
Hoje a noite, ela não dormiu. Não. Ela pegou os livros da escola, e ficou a noite toda tentando entender o que se passava, mas não era nada simples esse negócio de Magia.
Apesar de ela não se considerar burra, não entendeu quase nada.
Depois, acabou dormindo sobre os livros, para ter um sonho estranho, em que ela estava em uma vila estranha, onde fazia a comida para mais de duzentas pessoas, todas vestidas de mantos alaranjados. Havia um esquilo em seu ombro, que dava pitaco no preparo do jantar. Ela acordou, e não se lembrou do sonho.
-- Mãããaaae! -- gritou, ao acordar.
Pensou que acordou atrasada, e ia perder o primeiro dia da Escola, desesperada. Sai correndo. Ao chegar ao andar de baixo, ela para. Sua mãe está terminando de se arrumar, vestindo uma calça preta, botas, o chapéu dos andarilhos, que não tem ponta, mas tem um penacho dependurado, também preto, camisa social branca de botões, e um pingente dourado por sobre a camisa.
-- Bom dia, Tuule -- sua mãe abre um sorriso caloroso.
-- Mãe, que horas a gente vai? -- ela quer saber.
-- Agora, minha filha -- e Idrias vai se colocar ao lado da porta de saída. Mas sua mãe vai para o corredor.
-- Mãe, é mesmo,... Os meus livros -- diz a pequena, em dúvida.
-- Pode deixar, filha. Eles serão entregues no seu Dormitório, ainda hoje. Você não vem?
-- Mas mãe,... a saída é por aqui,...
Sua mãe sorriu, insistindo para irem para o segundo andar. Idrias, sem entender nada, foi. Seguiram para o seu quarto, e sua mãe fechou a porta, retirando então sua varinha da jaqueta. A pequena nunca havia visto sua mãe usar uma varinha, mas só agora percebe isso, e conclui que sua mãe, é claro, não gosta de "aparecer", se sentido orgulhosa.
E então, sua mãe ergue a varinha, e desce até a direção da porta, mas à medida que desenha a beirada da porta, uma luz branca forte vai aparecendo por trás da beirada.
-- Amal Tajannaba! -- invoca sua mãe, e a porta desaparece. Em seu lugar, surge um portal de pedra, com o símbolo de uma gota no meio de um círculo, e runas estranhas embaixo -- Venha, Tuule.
# A Ruína das Termas
Tetrus acordou, com muito medo, pois não sabia onde estava.
Por um segundo, pensou em como fugir dali, mas então se lembra de tudo o que aconteceu. Estava livre! Estava longe da Gaiola das Loucas, e queria ficar muito longe dali, para o resto de sua vida.
Alguns minutos depois, ele se levanta, e vê roupas sobre uma cadeira. Ele pega. Vê que são do seu tamanho. Antes, decide olhar onde está, e vê uma cascata que cai da parede, sobre um laguinho -- "Dentro de casa?!", se assombra, e conclui que as estátuas não vão se importar se ele trocar de roupa ali mesmo. O teto é alto, e há um símbolo irregular de nove pontas desenhado nele, e bolas que parecem aquelas bolas de capim que se vê nos filmes, quando é um filme sobre um deserto, iluminam o lugar.
Assim que trocou de roupa, entra um monge pela passagem -- não há porta, só a passagem. Ele não diz nada. Apenas indica com a mão que ele deve segui-lo, e Tetrus vai. Antes, ele pega as suas coisas, que são dois sacos de lixo, velhos.
O Templo é enorme, e tem um sem número de salas e salões, todos com estátuas magníficas, e tapetes sobre as paredes. O jovem também vê um monge koresh, e um monge que parece um monstro, ao passar pelo salão principal. Ninguém fala. Achou que, se o Paraíso existe, a entrada deve ser em algum lugar por aqui.
Saíram do Templo, e ele viu uma imensa construção.
Ao longo de mais de 800 medidas, colunas clássicas fazem teto sobre um sem número de pequenas portas, de onde ele vê pessoas saindo, pais, mães, e seus filhos, todos mais ou menos da sua idade, mas alguns mais velhos. O monge lhe apressa. Andaram mais de 200 medidas, até que o monge parou, muito calmo.
Idrias atravessou o portal, com sua mãe.
Ao ver onde estavam, soltou um silencioso "Uau",... e viu que um sem número de famílias estava passando pelos portais. As colunas eram do estilo clássico, da era mítica de Tanahta -- "Esse lugar deve ter mais de cinco mil anos",... pensa ela, e logo vê um garoto assustado, andando ao lado dos seus pais, e a mãe dele fala com sua mãe bruxa.
-- Oi? Desculpe, mas nós não fazemos ideia do que fazer,...
-- Oke,... Vocês são comuns -- disse sua mãe -- Não se preocupem. De onde vocês são?
E assim, enquanto os pais conversavam, ela olhou para o garoto.
-- Oi? Eu sou a Idrias. E você? -- quis saber a pequena.
-- Otto -- ele estava usando o rosto do espanto, agora, olhando para tudo como quem pensa "Que estranho",... -- Você também vai pra Escola? Vamos ser colegas.
-- É -- disse ela -- Onde está o seu amuleto? -- ela pega seu pingente, e mostra.
-- Tá aqui -- ele tira meio desengonçado o pingente de dentro da camisa -- Mas,... como é que a gente vai pra Escola?
-- Não sei,... Olha ali! Um monge! Vamos perguntar pra ele -- e foram, ele indo atrás da garota.
O monge havia acabado de chegar, e parar, e havia um garoto assustado com ele. A dupla chegou, correndo.
-- Senhor monge, senhor monge -- fala a menina -- Como é que a gente vai pra Escola?
-- Isso,... -- o monge sorri -- eu ia explicar agora ao Tetrus. Vocês vêm essas duas montanhas? Elas são as Montanhas Gêmeas, a única passagem segura para a Escola. Vocês devem atravessar as montanhas, mas a lenda diz que só os Herdeiros conseguem fazer isso.
O monge, então, faz uma saudação ao garoto assustado, e vai embora, sem dizer mais nada.
-- Eh,... Oi! Eu sou a Idrias. E você? Tetrus? Que nome e,... diferente,...
-- Oi,... -- diz ele, e fecha a boca, pressionando os lábios.
-- Oi, Tetrus. Eu sou o Otto. Como é que a gente vai passar pelas montanhas?
-- Vamos perguntar pra minha mãe. Ela já fez isso antes, né.
A menina saiu correndo, e Tetrus olhou pro Otto, que saiu atrás dela, então, decidiu ir também. Não sabia nada disso. Não queria ficar pra trás, porque, "E se ele não conseguisse?", ia ter de voltar pro orfanato,...
-- Mããaae,... Como que a gente passa pelas montanhas?
-- Hf,... -- riu sua mãe -- Diz a lenda, que só os Herdeiros conseguem passar, minha filha. Eu confio em você.
-- Mas mãaae,... como? -- Idrias estava ficando preocupada, agora.
-- Não se preocupe -- diz sua mãe -- A Travessia das Montanhas é um Ritual. Só se você não for um aluno digno da Escola é que não irá passar, e eu sei que você será uma aluna muito boa, como seu pai já foi.
-- E você, também,... -- Idrias abaixou a cabeça. Virou-se para os meninos -- Viram? É só passar.
Aquilo não foi recebido da mesma forma pelos outros dois, que ficaram apreensivos sobre o "não passar", mas então, todas as pessoas olharam para a mesma direção.
Vindos das montanhas, um sem número de tuleques, um bicho estranho que já tentaram fazer sobreviver nesse mundo várias vezes, mas só agora parece que conseguiram.
Os mais velhos, todos eles, se adiantaram e pegaram um tuleque para si mesmos.
Tem uns montes de veteranos, aqui.
-- Me dê um beijo, filha -- pediu a mãe de Idrias -- E tenha um bom semestre.
Tetrus ficou olhando os novos amigos se despedirem dos pais, e seguiu eles até encontrarem um monge livre, que lhes ajudou a subir no animal, um tipo de lagarto bípede, cinza escuro e forte.
-- Você será o "Cinzoso" -- disse Otto para o seu tuleque, ao montar.
-- Será que precisamos de Magia pra fazer a Travessia? Ei! -- Idrias chamou um garoto, ao lado, com uma expressão séria -- Tem alguma Magia pra fazer a Travessia?
-- Hmpf,... Você não precisa de Magia pra fazer a Travessia. Meu pai me contou que essa é a primeira vez que psiónicos e monges vão fazer a Travessia, e se eles precisassem de Magia, é óbvio que não conseguiriam passar -- respondeu ele. Ele olhou para a frente, e daí em diante ignorou o que eles poderiam perguntar.
Idrias então se abaixou para que só Otto e Tetrus ouvissem ela.
-- E esse é o garoto chato que vamos ter de aturar na Escola, marquem as minhas palavras -- disse ela, num sussurro. Otto parece que viu o que ela queria dizer. O garoto parecia importante, pra alguém que ainda não fez nada na vida.
# A Travessia das Montanhas
De repente, todos os pais, que já haviam passado por isso, retiraram um lenço branco e acenaram para os filhos. Idrias ficou muito feliz, de ver sua mãe acenando, e jurou ser uma boa aluna, ali mesmo. E todos os tuleques se moveram. Idrias quase caiu. Ela se segura firme, e olha o garoto chato, que está levemente erguido, colocando o peso sobre os pés lá embaixo. Ela imita ele. "E funciona",... pensa a menina. Assim, ela olha para o lado, para ver um Otto sacolejando, e um Tetrus apavorado se agarrando com força ao pescoço do animal.
As Montanhas Gêmeas foram se aproximando. A partida havia sido exatamente às nove horas da manhã, e o cansaço já se faz, depois de uma hora de montaria.
Ainda assim, as montanhas e pedras, as rochas, tudo vai se modificando aos poucos, como se você estivesse indo para um outro lugar, outro mundo, onde quer que fique a passagem. Idrias, que não está nem um pouco cansada -- ela é uma andarilha, há mais de dois anos -- tenta explicar com gestos para Otto e Tetrus fazerem o mesmo que ela, o jeito certo de montar, sem nenhum sucesso. A menina percebe que há uma série de cavernas, lá no alto das Montanhas Gêmeas, observando a Travessia.
E então, de repente, as duas montanhas que parecem se apoiar uma na outra para existir, começam a se separar, muito calmamente, e em mais dez minutos de montaria se pode ver que há uma passagem entre elas. A Travessia. Ao chegar à passagem, Idrias percebe que nem Otto nem Tetrus estão se dando muito bem, mas consegue perceber em detalhes as montanhas, à esqueda e à direita deles, e durante dez minutos eles avançam sobre uma Estrada muito antiga, que mais parece um relíquia que uma estrada de verdade. A pequena bruxa vê que a única coisa que ela pode fazer é alertar aos tuleques para seguirem ela, e ela consegue fazer isso, naturalmente. Era como se a vida toda ela tivesse nascido para montar. Sentia o vento bater em seu rosto, uma alegria sem tamanho.
Assim, eles passam por um tipo estranho de barreira.
Aconteceu sem avisar, e era um tipo transparente de parede, que ia até o céu. Nesse momento, os alunos mais velhos, que passaram quase toda a Travessia mantendo os pequenos sobre seus animais, tiram seus itens e apontam para cima, gerando uma saraivada de explosões. Cor. Parece uma festa de fogos de artifício, no momento em que avistaram a primeira vila.
Atravessaram a vila, sob os aplausos dos seus moradores. Eles jogam flores sobre os viajantes, a lhes dar boas vindas.
Dalí, avistaram uma enorme Ponte. Era a maior ponte do mundo, feita de um metal branco, com cabos enormes maiores que você, prendendo o caminho para aquelas centenas de tuleques que passam.
E, então, A Escola dos Mil Herdeiros à frente.
As enormes construções, de matérias estranhas, coloridas ou cinzentas, ou com rochas antigas como base, e um imenso mecanismo ao alto, como se fosse um relógio estranho, vão se formando e se aproximando.
Algum tempo depois, a saída da ponte os entrega em uma área de gramado, diretamente à frente do maior edifícil. O Arco do Edifício Central olha para a ponte, como se fosse uma metade de um olho -- a outra metade, embaixo da terra. Os mais velhos começaram a parar, e desceram para ajudar os calouros a descer dos animais. "Por aqui!", ouviram um veterano chamar, "Reúnam-se aqui!". Outros veteranos chegaram, do Edifício Central, e foram receber os calouros. Idrias desmontou com facilidade, se surpreendeu o veterano, e rapidamente foi ajudar Tetrus, que estava todo suado, mais que agarrado ao pescoço do seu tuleque, de olhos estalados.
-- Tetrus! -- diz a pequena -- Vem! Vou te ajudar.
O veterano ajudou Otto a descer, e eles se juntaram aos calouros para ir, mas,... para onde deveriam ir? À medida que entraram, passaram pelo Arco, e começaram a perceber que a construção é muito antiga. Tem partes antigas, construídas sobre partes mais antigas ainda, e Idrias imaginou ver uma placa suspensa no ar que dizia "Biblioteca", mas foi forçada a continuar com a multidão de novos alunos. E então, sentiram o cheiro de comida, ou melhor, de banquete -- e perceberam o quanto estão todos com fome.
Havia uma área aberta, com oito restaurantes, bares e delicatessens nas laterais, e mesas ao ar livre, com um guardassol bem vermelho sobre cada uma das mesas, que foram achar uma mesa livre.
-- Otto! Tetrus, vem comigo -- chamou a bruxa.
Acharam uma mesa em frente à Delicatessen Hu, e se sentaram para descansar. Idrias parecia muito bem. Otto parecia um mendigo, e não estava muito melhor que Tetrus.
Foram atendidos por androides e ginoides muito educados, que lhes apresentavam um cardápio holográfico com imagens de todos os pratos, dizendo que podiam comer à vontade. Enquanto Idrias dizia que "Comer muito pode fazer mal", Otto e Tetrus não estavam acostumados com isso, e pediram logo tudo o que queriam comer, de uma vez.
# Aizha Narbán
-- Oi! Posso me sentar com vocês? -- perguntou o garoto, mais velho.
Eles ficaram em silêncio, mas o garoto se sentou.
-- Oi! Eu sou Himmer Loren -- disse o garoto -- Sou bruxo. Esse é o primeiro semestre que temos não-bruxos na Escola. Sejam bem vindos. Como vocês se chamam?
-- Eu sou o Otto. Essa é a Idrias, e esse é o Tetrus -- resumiu o garoto. Idrias ficou com raiva, porque essa fala era dela, e aliás, quem era esse garoto que chegou? Como que o Otto vai e fala o nome deles assim, pra um estranho? Mas, pode ser só uma preocupação sem fundamentos,...
-- Sejam bem vindos -- diz o bruxo Himmer.
-- Eu sou,... bem, eu não sei o que eu sou -- revela Otto -- Eu posso teleportar.
-- Então, você deve ser um monge, Otto -- explica Himmer, calmo -- Não é exatamente verdade que psiónicos e monges nunca estudaram na nossa Escola, mas sim que eles antes se reuniam em lugares muito diferentes. Temos uma floresta para os monges. Temos vilas, onde bruxos, psiónicos e monges se reúnem, e vivem juntos, há vários milênios.
-- Mas,... Não é a Escola dos Mil Herdeiros? -- questiona Idrias.
-- E porque você acha que só existem herdeiros bruxos em nosso mundo, Idrias? Não. Mas eu tenho de dizer uma coisa pra vocês,... Vocês não podem andar à noite pela escola,...
-- Porque? -- quis saber a pequena.
-- Olha,... Não é seguro, pra vocês do Ciclo Básico,...
Mas, então, foram interrompidos,...
Exatamente nesse momento, chega uma senhora. Ela é velha, mas é possível ver que ainda assim guarda as feições de sua juventude, e quando se aproxima o aluno mais velho imediatamente se levanta, e faz uma reverência.
-- Diretora?,... -- ele abaixa a cabeça.
-- Não se preocupem em se levantar, crianças -- diz uma voz tranquila -- Sejam bem vindos à Escola, Idrias, Otto e Tetrus. Vejo vocês amanhã, em minha sala na Diretoria, pela manhã. Eu sou a Diretora Aizha Narbán. Aproveitem o dia.
-- Obrigada,... -- murmurou Idrias, e o mesmo fizeram Otto e Tetrus.
A Diretora foi para a próxima mesa, dar as boas vindas. Foi Otto que percebeu que Himmer estava com um olhar estranho.
-- O que foi? -- Otto não resiste, e pergunta.
-- Não sei,... Não é nada -- diz o veterano -- Eu nunca vi alunos serem chamados à Diretoria no primeiro dia. Bem, hoje é domingo, e amanhã as aulas começam. Seria muito bom se hoje fosse sábado, pra vocês se acostumarem à Escola, mas bem, é melhor que vocês não se atrasem, porque a Diretora quer vocês na sala dela pela manhã.
-- Mas o que a gente fez?! -- Idrias parecia muito preocupada.
-- Nada, nada -- tenta Himmer -- Terminaram de comer? Vamos. Eu tenho de levar vocês ao seu Dormitório, que eu recebi a mensagem agora,... ah, sim. Vamos, vamos.
Aquilo não havia convencido eles de que não era "nada".
Depois de dez minutos andando, Idrias tentava ler todas as mensagens mágicas que flutuavam à frente dos edifícios, mas não encontrou a que ela havia pensado ler "Biblioteca".
E assim, chegaram a um enorme bosque, com macieiras e pessegueiras.
O veterano lhes levou até o edifício ao fundo, meio torto como a maioria dos dormitórios que passaram, reconheceram que todos tem um mesmo tipo de forma, meio torta. Apesar disso, colunas enfeitam uma entrada magestosa, em uma pedra rara, branco leitosa. As janelas são de ferro, e há uma estátua ali, à direita da entrada.
Ali, suspensa, está uma indicação, o Número do seu Dormitório:
13.
(Fim de Sessão)
# Cenas do Próximo Episódio
Otto dá o primeiro passo, e é seguido por Idrias e, temeroso, Tetrus, e assim eles entram no Salão de Entrada do seu Dormitório.
Atrás do balcão, eles o vêem pela primeira vez na vida,...
Era esverdeado, com um nariz enorme, um monóculo no olho direito, mãos com dedos longos e cheios de nódulos, e Otto quebra o silêncio.
-- E você é o Verdoso.
(Aguarde)
Algumas considerações necessárias
Porque eles foram chamados à Diretoria, no primeiro dia na Escola?
Fique ligado.
Sunday, 24 February 2013
Friday, 22 February 2013
Thursday, 21 February 2013
Sunday, 25 November 2012
Today News (2)
Helo, and Be welcome.
I've decided to translate all Stories to Portuguese, and write the following story posts in this language, but all about our Conlangs and world building Conworlding must stay in English, because many of our friends don't speak English well and we want them to read.
We're going to have a translator to make a future version for the Adventures, and I guess we already have the best to hire - we're negotiating yet.
Akkia reached 526 verbs, and we're ready to make another site with an online Dictionary to all our Action Tale's languages. Conlanging is a serious business to us. The Nekron, Draka and Oka conlangs must have their own entries in the Dictionary, as various other Action Tale's languages in the future.
I'm reading a very positive reaction from my friends and friends of friends about writing in our native Portuguese, but don't worry, English is next.
The Adventure published at The Wormbar, named Stolen Dreams, is on the way to become a Trilogy, as we have already decided what is its "place" in the whole Universe we're planning, and the Oka language is growing up sound and clear. A beautiful event happens during the Adventure, in which a player triggered Oka to a magic destiny, to dissipate negative energy, and we can only know this may happen also to other languages, that is, this is just the beginning and players may change the future we've planned to many things.
In case you decide to ask, as our Stories are played and player's decisions are sometimes unpredictable, we don't know the future. Many Stories published may also doesn't end properly, as players can, for example, move to another city or state - this indeed happened, and we're still deciding what to do.
We're also having meetings, twice a week, to create and practice our Conlangs, making use of them, and I'm happy to say Luciana my co-AT-conlanger is now able to understand simple statements in Akkia - Yeah! - so we do plan our languages to be used, but they'll only be made depending on fandom, then we're creating Templates for future appreciation. This makes me really happy, and I'm working now on the search of an Oka co-worker, and Nekron is IE, so it's pretty easier to make, with some words taken from the Stolen Dreams adventure - directly, the English vocabulary which comes from Latin used on Stole Dreams was included into Nekron.
We're also planning a Newspaper, in Akkia.
Our Wiki is not working anymore, but as we're planning a Dictionary, it must probably include a Wikiverse for Action Tale.
Wait for more,...
We hope you're enjoying your reading, here at the Blog, and,...
Stay Plugged.
I've decided to translate all Stories to Portuguese, and write the following story posts in this language, but all about our Conlangs and world building Conworlding must stay in English, because many of our friends don't speak English well and we want them to read.
We're going to have a translator to make a future version for the Adventures, and I guess we already have the best to hire - we're negotiating yet.
Akkia reached 526 verbs, and we're ready to make another site with an online Dictionary to all our Action Tale's languages. Conlanging is a serious business to us. The Nekron, Draka and Oka conlangs must have their own entries in the Dictionary, as various other Action Tale's languages in the future.
I'm reading a very positive reaction from my friends and friends of friends about writing in our native Portuguese, but don't worry, English is next.
The Adventure published at The Wormbar, named Stolen Dreams, is on the way to become a Trilogy, as we have already decided what is its "place" in the whole Universe we're planning, and the Oka language is growing up sound and clear. A beautiful event happens during the Adventure, in which a player triggered Oka to a magic destiny, to dissipate negative energy, and we can only know this may happen also to other languages, that is, this is just the beginning and players may change the future we've planned to many things.
In case you decide to ask, as our Stories are played and player's decisions are sometimes unpredictable, we don't know the future. Many Stories published may also doesn't end properly, as players can, for example, move to another city or state - this indeed happened, and we're still deciding what to do.
We're also having meetings, twice a week, to create and practice our Conlangs, making use of them, and I'm happy to say Luciana my co-AT-conlanger is now able to understand simple statements in Akkia - Yeah! - so we do plan our languages to be used, but they'll only be made depending on fandom, then we're creating Templates for future appreciation. This makes me really happy, and I'm working now on the search of an Oka co-worker, and Nekron is IE, so it's pretty easier to make, with some words taken from the Stolen Dreams adventure - directly, the English vocabulary which comes from Latin used on Stole Dreams was included into Nekron.
We're also planning a Newspaper, in Akkia.
Our Wiki is not working anymore, but as we're planning a Dictionary, it must probably include a Wikiverse for Action Tale.
Wait for more,...
We hope you're enjoying your reading, here at the Blog, and,...
Stay Plugged.
Saturday, 13 October 2012
Today News (1)
Helo, and Be welcome.
I've worked together with Heitor in a very good storyline, in the way to adapt the stories played into novels, and in special the big picture of the Stolen Dreams adventure. It's not the end. It is indeed the beginning of a long work into adapting the stories.
At the Action Tale blog, though, I've just seen some part of the archieves are missing, but no problem. I'll adapt and improvise.
This week, my friend Luciana Lima and I were talking about Akkia, to make it better and easier. It's a tough language, but it doesn't mean it's no good. The Dictionary's ready. So, with this first step on hands, we're going to review how it works, properly.
I'm working with two ideas to form the Akkia grammar.
First, the Operator Grammar idea of "Operator", which is the word or expression you can't take off a sentence, with the penalty of generating an ungrammatical sentence. And so, with the Cambridge idea of Grammar in Use, which doesn't expose technical vocabulary to the student, being focused more on "how to use", and as Akkia uses Cases, this is really handy.
I thank my fellow conlangers for some words, as for example, today I was reading the board and came to the dutch word "taalknobbel", which means someone with "a feel for languages", and then today I coined the word "suomoesuus" for this. It reaminds me of "suomi" and "suomen suu", which is "finnish mouth", what makes me like even more this new expression.
Also, I've started reading the Game of Thrones novel, still on book one, and it is indeed good. I've noticed how much more I rest, the more I produce.
During the last two weeks, I've decided that the translation work must focus on British English, and so an American version will have to wait. Talking with a book seller, here at Belo Horizonte, he says today this is not the only option, and there are several writers opting for a more neutral and international version of the language, what stands now as the main option; but jargon must still be closer to British.
In a very occasional meeting with Tomaz Sá, I've given him his version of our Calendar. It has the dates for every event during the year on Earth, sosltices and equinoxes, with the animals listed, and everything with the already correct arithmancy numbers in it. It shows also the Pentagram, with all we need to know about Magic, what includes magic directions for rituals, and wiccan reverence. All that based on real magic, to which were used more than twenty real books, including Liber Kaos, and various real grimoires.
Following discussions and polls on our Facebook group, Action Tale, and also Akkia and official Sol Cajueiro's languages, the list of magic animals is complete; including "Hlix" the spider,...
I'm done with doing revision of chapters 1 to 7, book 1, and working on the next part, 8 to 11, but all that is my own "grouping", and not actually any sort of division inside book. But well, my first readers, Alex and Priscila are still reading the starting chapters, but they say it's amazing. I'll meet my revisor next week to see the revised chapters one and two,... Yeah! And have the final form to the text next.
I've also translated the first paragraph of my book to Akkia, but that you'll need to go our Akkia group on Facebook if you want to read it.
Having a couple of days now to dedicate to the Ameaça das Sombras adventure writing, but a I've said, some parts are missing, and I'll have to remake text. But well, this is a young reader's story, and it must be in Portuguese, to make easier for brazilian audience to read. My players asked it to be in Portuguese. But soon, I'll have news on the story which is being written in English, as I've grouped everything in the label "introduction" to make it easier to think about the next steps ahead, and play.
Back to the Wormbar, I want to have the Trilogy ready before we start to play a new campaign. This must make it easier, as words like "elf" are being taken off the final version, and a huge number of new informations are going to be added to a very easy-to-read version.
I'll have to thank my players again.
In special Nahas, who's always taking notes, and that helps me a lot when it comes down to writing, but everyone is important same way.
So, these are the news for today, here at the blog.
I hope you're enjoying the reading, so come back whenever you want, and,...
,... Stay Plugged.
Saturday, 22 September 2012
Adaptation Starting Point (1)
Helo, and Be welcome.
Olá, e Seja bem vindo.
The first attempt in the direction of adapting the Story played is finished, and Heitor and I have decided all major aspects in the Play.
As I have said at the beginning, long ago when the Blog started, the adventure is in a Resume format, so this happen to make it barely readable, with loads of mistakes in spelling and punctuation, or actually only a resume and no reader would understand. Things are missing. Words like "elf" are there in Honour to our favorite authors, as well as references to characters, but we do not intend to offend anyone's right, and now they're being expelled from the School, or adapted.
The Wormbar is a place, and Wizard Professor Susking Kuoi is the character created as narrator, but we don't know yet if it's stay as a host, or also be adapted. Maybe,...
I've finished the list of Latin words extracted from the English text which are to be introduced into the Nekron immortal's language, but don't count much in Nekron to sound like Latin.
The ediche main Oka language is "triggered" during the main Story, by Tacke The First, as a language with a main reason into the Universe. We decided to keep that. Heitor and I decided to keep most of the Play, and about 99% of the Storyline from what's been played is to be used, but there are now two moments we could not decide how to adapt,... but wait! The plan is to divide the Adventure into two Books, the first with 17 Chapters ready, the second with 16 Chapters ready.
This means about ten New Chapters to be included in each Book, and there will be a third Book to complete The Trilogy.
At the Action Tale blog, all that's been played has been moved to another Label (Tag), which is "introduction", including the few from the School Adventure. It means it doesn't ends here. It means actually this is the starting point.
I'll write in Portuguese, for it's better this way, as we have now a professional translator, Carlos Cox, and we grant he's the best for the job.
Still, I myself write the polsts for this Blog.
We can't grant the School Adventure is for Young Readers, but we'll try.
Nós não podemos garantir que a Aventure de Escola será Infanto-Juvenil, mas vamos tentar.
The Akkia conlang's been adapted into the Plot during my Main Novel Series, and I'm doing the final version, so news will be here soon.
Follow @solcajueiro on Twitter, to know it first.
Or go to our Facebook page Action Tale and like us.
Next week I'll try to gather with our coworker Tomaz Sá, and settle bases for the Standards we plan to use, and he's going to write his own Action Tale Story. I can't grant he'll agree with everything, but that is the moment diplomatics are welcome.
Actually, I've just noticed today each member of our Club is the representative of a So Big part of the Multiverse, no one can be ignored.
I'm specially interested in how Nekron had gained a Very High Status, during these talkings and meetings, and I'll pray for the Immortals while sleeping, but the decision of using a player's idea for a main reason behind one of My Languages equals the emotion behind it. Oka needs more attention now. And my friend Luciana Lima must get her copy of the Akkia Dictionary next week. Yes, this mean the first part of my creation of the Akkia language is finished.
And This is only the beginning.
Stay Plugged.
Thursday, 28 June 2012
O Garoto da Gaiola das Loucas (ADS-03)
Olá, e Seja bem vindo.
Eu sou Sol Cajueiro e este é o meu Blog.
# A Escola dos Mil Herdeiros
O mundo de Tanahta é um mundo singular. Guerras. Devastação. Tudo o que um mundo antigo passou após ir de uma era mítica para uma era espacial, no mínimo tempo possível de cerca de dois meses, isso torna os Herdeiros as pessoas mais fortes do Império. Há mais. Há mundos que sofreram terrores tão próximos, e as raças ejik se unem a outras raças para confrontar inimigos desconhecidos, terrores noturnos e tecnologias estranhas, que fariam o cérebro de um cientista ferver.
Isso é, agora, tempo atual, Anno 2.056 da Aliança.
Melhor ler que eu explicar em minúcias. Os detalhes seriam longos demais, e acredito que sem dúvida explicar não seria o bastante para tudo isso.
E se, ao longo de uma vida sem expectativas, tenha o sonho razão? Se o sonho, no fim da história, é a verdade por trás da ilusão?
This adventure will be written in Portuguese, but all other adventures will still be in English. So, don't worry. You'll be able to read them. Also, there will be no soundtrack music anymore. The reason is that I have a really hard time writing, and when I'm tired, really tired, after doing revision and revision, I have to search for the music on the net and that adds 15% more time to a working day, so it's no good.
(By -- Dec 2012 -- All Stories will be in Portuguese, but all other content will be in English, because I need all players to understand exactly what's happening, and I can't grant they speak English enough to read).
# Tetrus ut Tur - O Garoto da Gaiola das Loucas
Verhut, ninguém de bem vai a esse lugar. Não que a região onde a Gaiola das Loucas fica seja nem o mínimo mais animadora que esse lugar. A Capital tem áreas industriais, muito extensas, e algumas abandonadas. Aquilo ali deve ter sido abandonado pelas entidades boas, se é que algum dia elas já pararam pra prestar atenção no lado subvertido da imensa zona oeste da Capital, porque se sim, elas fazem isso com medo.
Assim, o Orfanato Verhut só existe.
Faz já mais de quinze anos que uma única enfermeira, a única com coragem pra isso, faz o mínimo que o estado deveria fazer, cuidar daqueles a quem a esperança já abandonou.
Apesar disso, ela adora o pequeno Tetrus.
O único pão do cesto que não é mofado, apodrecendo ali com picadas de injeções de ódio contra os ricos, que mantém ali na região uma polícia especial para manter os restos sob controle.
Mas não o Tetrus, a enfermeira não pode revelar que gosta dele, mas tenta fazer o possível pra que ele não termine o dia comendo cupins. Ela teve até que mudar ele de quarto, e ele é o único que tem um quarto só pra ele, por um motivo óbvio.
O pequeno Tetrus, estranho ali, no meio de delinquentes esquecidos, bom,...
Há um ano e meio atrás, Tetrus violou as leis dos, não que haja leis ali, criadores de confusão do lugar, ao revelar que haviam colocado alucinógenos em toda a comida.
E era verdade, a comida toda foi jogada fora e ele foi marcado. Não que aquilo fosse diferente do que ele passava na rua, quando tinha de ignorar as mulheres que andam ali, algumas armadas, e as gangues, mas aquilo era diferente. Os outros pães, todos podres, tornaram a sua vida um inferno, não que ele acredite nisso, mas isso poderia explicar que lugar é esse facilmente.
Além disso, ele anota tudo que pensa nas paredes, porque o sentido da vida já se perdeu. Vozes, sonhos inexplicáveis e o medo dos alucinógenos dividem seu tempo -- isso, se não for o medo do veneno de ratos.
Assim, se não bastasse isso tudo, coisas estranhas acontecem com ele.
Ele vê coisas, ouve vozes nas sombras, e sabe quando as pessoas estão pensando algo de bom, o que não é muito comum entre os outros habitantes daquele inferno. Ele também sabe identificar comida. Bem, isso não é nada tão sobrenatural, mas a Gaiola das Loucas -- nome dado pelos traficantes locais ao Orfanato Verhut -- tem quase nenhuma comida com o pouco dinheiro que tem, dado pelos herdeiros dos terrenos semi-abandonados das indústrias antigas dali, e encontrar comida tem sido sua habilidade mais essencial à vida.
Tetrus fica trancado no quarto, a maior parte do tempo.
Ainda mais porque há um mês ele estava no seu canto, entre uma porta e uma escada de incêndio lateral, quando todas as luzes da festa se tornaram azuis. Sem explicação. O grupo de criadores de confusão estavam olhando para ele, que avaliava se devia fugir, quando isso aconteceu, e a enfermeira disse que isso era normal. Bem, não era, e para sua felicidade nenhum deles quis chegar perto para lhe perguntar.
Em uma manhã fria, que uns outros garotos haviam olhado demais pra ele no pátio, ele estava decidido a ficar no quarto para prevenir, mas foi surpreendido por batidas leves na porta. É claro, que ele ficou em silêncio. Não sabia o que fazer, e já estava com medo de coisas estranhas acontecerem, mesmo que tenha sido isso a única coisa que manteve os outros longe dele, que mesmo jovens, nunca tiveram ou foram nada de bom, mas ali em silêncio ele ouve então a voz da enfermeira, lhe chamando.
-- Tetrus, sou eu - disse ela. Sem nenhuma sensação de segurança, ele foi e abriu a porta, olhando por uma fresta -- Tetrus, você tem uma visita.
O homem tinha cabeços negros, era branco, e tinha roupas de gente, um casaco cobria seu corpo, e ao olhar, o garoto não sabe quem é.
-- Não fui eu -- ele rapidamente se defende.
-- Tetrus, por favor -- pede a enfermeira -- Este é o senhor Emmet Wills.
-- Prazer, Tetrus -- a voz dele era diferente da voz de qualquer pessoa que ele conhecera na vida, e sente que ela passa muita experiência de vida, e confiança -- Podemos conversar?
O garoto abre a porta, e o homem entra, observando tudo, para parecer preocupado logo a seguir.
O quarto de Tetrus é uma bagunça, tem sacos de lixo com coisas coletadas do lixo, pedaços de papel amassados e um armário que nunca deve ter visto um pano. As paredes. Todas elas são sujas, e há coisas escritas nelas. Não fazem o menor sentido. Deveriam ser números, mas são só letras, com traços entre elas, umas anotadas sobre as outras, com símbolos que deveriam ser de matemática, confusos e sem sentido. O homem parou ali, olhando. Suspirou, e então se virou para o garoto.
-- Muito prazer, Tetrus, eu sou o Professor Wills.
-- Professor? -- apertou o olho de lado, cheio de dúvidas -- O que você quer?
-- Estou aqui para te oferecer uma bolsa de estudos em,..
-- Eu aceito -- a simples mensão de que sairia daí foi o bastante para confiar nesse homem, mas ainda assim deu um passo para trás, pois ele podia só querer usar ele para traficar pra ele, e analisou Wills meio de lado.
-- Você,... -- Wills suspirou,... -- Me diga, você vê coisas ou tem visões?
-- Porquê? O que você quer comigo?
-- Estou aqui com O Presente,... um convite, para te entregar. Veja.
O garoto pegou o papel, um envelope pardo. abia ler. Sabia, porque tinha de sobreviver na pior região da Bahia, e se entrasse na rua errada ele sabe muito bem o que poderia acontecer, porque viu isso muitas vezes.
Ao abrir o lacre, uma cera vermelha estranha, uma energia translúcida se formou. Ele olhou aquilo com medo -- mas, se fosse uma bomba, esse homem não teria ficado para ver ele ler. Caiu sobre sua mão um pingente. Um círculo com uma gota no meio, suspensa sem nada ligando ela ao metal que, ou ele está louco, ou é ouro. Todos os traficantes preferem pagamento em ouro. O pingente era macio, parecia meio vivo -- na mesma hora ele pensou que se alguém descobrir que ele tem isso, ele será morto.
Havia um pequeno envelope, dentro do maior. Ele abriu. Assim,... Leu. Leu e releu, várias vezes. Seus olhos estavam arregalados, e ele é muito magro, com um cabelo preto confuso -- o Professor parecia lhe observar cada músculo, e ele sabe disso.
-- Se você aceitar, deve saber que temos leis, e ninguém está acima da lei.
-- O que isso aqui quer dizer? Diz aqui, "Magia",...
-- Infelizmente, só ouvimos falar de coisas estranhas por aqui há bem pouco tempo, bem, não as coisas que você vê de estranhas nas ruas, digo, Magia, e só agora te localizamos.
-- Sabia -- ele disse, e apertou os olhos -- Você tem como provar isso? Eu quero ver,...
-- Tenho sim -- e o Professor tirou um pedaço de pau do casaco.
O homem olha para as paredes, e então se curva até tocar o espeto no chão, e diz:
-- Akhramassi -- de uma forma meio estranha.
A partir do lugar onde ele tocou o chão, agora todo o quarto fica, aos poucos, branco. As paredes, e tudo o que estava nelas, se apara, como se a pintura de quando foi construído estivesse de volta, e o garoto abre a boca, sem conseguir evitar. Engoliu em seco. Tetrus olha para o homem como se ele fosse um alienígena, mas respira fundo, inclina a cabeça para o lado direito, de leve, e decide esperar pelo que ele vai falar.
-- Você vai poder aprender isso, na Escola, -- o homem se levantou -- e vai conhecer pessoas como você, e mais um monte de outras pessoas com capacidades especiais diferentes, bem,... diferentes das que você tem, mas,...
-- Mas? Eu já aceitei. Podemos ir? Agora? Eu estou pronto.
-- Calma -- ele estava pensativo -- Eu tenho duas semanas muito complicadas agora, com reuniões políticas, então você vai ter de esperar duas semanas, e então, os agentes educacionais vem te buscar.
-- Duas semanas,... Duas semanas,... -- ele começou a andar. Tetrus andava tenso para um lado e para o outro, sem parar.
-- Você tem de se comportar -- diz o Professor -- Se não você vai perder a bolsa de estudos.
-- Duas semanas é tempo demais,... -- ele para, e arregala os olhos.
-- Sinto muito. Daqui a duas semanas, os agentes educacionais vem te buscar. Agora eu tenho de ir, Tetrus, e ah, espere.
O Professor se abaixou, e tocou o chão com o espeto.
-- Teneate -- e as paredes voltaram ao normal, enquanto ele se erguia.
Olhou para as paredes, observando aquilo tudo.
-- O que são essas coisas, Tetrus?
-- Eu,... não sei. Duas semanas é muito tempo. Não podemos ir agora, Professor?
-- Não tenho como te levar agora,... E não tem porque tanta formalidade, me chame de Wills. Eu gosto desse nome, e você, se cuide. Muito prazer, Tetrus.
O homem ficou com a mão esticada, mas o garoto ficou olhando, mas depois de uns segundos acabou apertando a mão dele. Uma mão bastante calejada a desse professor, e ele tem um aperto de mão forte.
-- Te vejo em duas semanas -- se despediu Wills.
# O Último Dia
Tetrus ficou ali, vendo a porta que se fechou, sozinho e apavorado. Dito e feito, ele ficou no quarto dois dias, pra evitar qualquer coisa, mas teve de sair. Viu que as pessoas o olhavam, pareciam saber.
Voltou e ficou ali, sem sair mais.
A enfermeira levou comida, que ele pegava pela greta da porta. Sabia que qualquer coisa será motivo pra que qualquer daquelas pessoas sem alma,... lhe,... não queria pensar,...
Tinha muitas dúvidas, precisava saber se aquele homem era real,... ele parecia real,... Saiu para ir falar com a enfermeira, mas foi cercado no corredor.
-- Você vai embora, não é, Truques? -- era o apelido dele, e de repente o outro avançou.
Deu-lhe um empurrão, um soco na cara, e Tetrus revidou com um soco no nariz. O outro tropeçou, e caiu de cara no chão, e ele correu, correu como se não houvesse amanhã.
Faltava só um dia,... havia perdido. Agora, ia ficar preso ali para sempre. O desespero de repente fez ele ficar cego, e ele tateou até um canto, onde se encolheu e ficou.
Duas horas depois, perdido ali, sem lágrimas porque não tem água para beber, ouviu batidas na porta e a voz da enfermeira.
-- Tetrus, você tem uma visita. Abra a porta -- Ele tateou no breu, achou a porta e abriu, mas não viu a luz entrando.
-- Oh! Pelos Antigos,... -- ouviu a voz da enfermeira.
-- Deixe-nos, por favor. Depois eu volto, e conversamos sobre isso -- era a voz de Wills.
-- Sim, sim. Ele não pode ficar aqui, você tem de levar ele,...
-- Eu sei, enfermeira. Muito obrigado por ligar.
-- Então,... está bem, está bem -- e ele ouve a enfermeira andar, indo embora.
-- Teneate -- diz a voz do Professor, e os olhos doem.
A luz voltou, mas seus olhos doeram, e ele aperta o rosto até ver outra vez.
-- Pegue suas coisas, Tetrus. Estamos indo embora agora.
-- Já está tudo pronto, desde o outro dia -- e correu para pegar dois sacos de lixo com todas as coisas que tinha, o que era uma outra roupa, e as anotações, que ele fez de tudo que havia nas paredes.
-- Então, vamos embora agora -- estavam saindo, quando Wills parou -- O que são essas coisas, Tetrus?
-- Você pode apagar isso, Professor? -- pede ele, com medo. O homem saca a varinha e toca o chão.
-- Akhramassi -- e tudo desaparece das paredes -- Vou querer conversar com você sobre isso, depois, mas esse não é nem o tempo e nem o lugar para isso. Vamos.
Andaram por um corredor, com olhares malditos em todo rosto que se via, mas ninguém fala nada, nada, parecia um velório. Descendo o prédio, o Professor viu no rosto de todos ali. O ódio incontrolável deles, velado apenas por algum tipo de força invisível. Sem dúvida, Tetrus não teve uma vida agradável naquele lugar, pensava ele.
Ao sair do portão, estragado há décadas, Tetrus parou e olhou o prédio. Todos estavam olhando. Em silêncio, ele sabia que todos ali estavam amaldiçoando sua vida, e não sabe porquê nenhum deles terminava aquilo de forma terrível agora mesmo, e ao pensar nisso sabia que não sentiria saudade.
Assim, eles andam por uma área lateral do bairro.
Não consegue acreditar, quando o Professor avança para um dos lugares mais barra pesada da região, e ele olha para um mendigo faminto num canto, um cara na entrada do gueto. Quer perguntar para o Professor se ele sabe o que está fazendo, porque aquilo é suicídio, mas ele para. Para, em frente a um lugar sujo, uma casa da luz da noite e simplesmente abre e entra, o menino respira fundo e entra também.
Há um cara fumando não sabe o que numa mesa, e um bêbado desmaiado num outro canto.
Eles avançam, e vão até a mulher velha e sem dente no fundo. Ela olha o garoto, avaliando se seria bom com patatas, ou pelines, molho branco, talvez, e sorri um sorriso torto.
-- Ora, ora -- diz ela, como uma ave de rapina -- Wills? Aqui?
-- Estou a serviço da Agência, e da Escola. Preciso usar a sua sala de teleporte.
De repente, o olhar da mulher se modificou, e ela olhou cheia de medo para o garoto, e ele nunca, mas nunca iria esquecer aquele olhar. Era ele que sentia medo dela, mas de repente, era o contrário.
-- Sim, sim, claro. É a oitava sala, depois da forca -- ela parecia não querer respirar.
-- Obrigado. Vamos -- ordenou e puxou Tetrus, continuando -- Não olhe para as portas.
Havia um quarto aberto, e ele olhou, uma mulher deitada na cama. Ela estava,...
O Professor pegou seu espeto e a porta se fechou quando ele apontou, com um estrondo. Aliás, ele fechou todos os quartos, e logo depois havia um fosso com uma forca, e eles entram na próxima porta.
Uma sala cheia de vidrinhos, estantes com ervas e tem um cheiro estranho. Pareciam drogas, drogas estranhas, todas separadas em diversos vidrinhos com rabiscos neles.
-- Você não tem um nome mágico,... -- diz o professor, em dúvida.
-- Tenho -- disse urgentemente o garoto -- Nunca soube que isso era um nome mágico, mas eu tenho. Eu que criei.
-- Vai ter de servir, não temos tempo pra uma escolha mais adequada. Se alguém lhe chamar por esse nome, você atenderia? Essa resposta é muito importante, pense muito b-,...
-- Sim. Mas ninguém sabe esse nome -- responde o garoto.
-- Exelente -- Wills parece feliz -- Não se preocupe, porque os símbolos do giz-de-chão desaparecem depois do aporte.
A urgência era óbvia, e em menos de um minuto Wills para, pensa, e desenha um símbolo no chão. Não. Vários e vários deles, e rapidamente terminou o ritual.
-- Encoste aqui. Isso. Não tire a mão, hora nenhuma.
Como se fosse possível,...
De repente, tudo foi embora, ele estava preso ali, e de repente estava em outro lugar. O desespero, presente. Era como se ele fosse um fugitivo, mas não sabe porquê isso tudo está acontecendo. Achou que ia perder tudo. Ficou cego, de tanto medo. Ele nem caiu, quando se desequilibrou, afinal, era como se ele houvesse feito isso toda a vida, sumir, se esconder, e ou fugir.
-- Pronto, Tetrus. Você está no Templo das Termas, o lugar mais seguro do mundo. Aqui, você não precisa se preocupar com nada. Venha. Eu não posso ficar aqui -- ordenou o Professor, ainda observando todos os detalhes das reações dele. O Professor tem nos olhos saber que Tetrus sabe tudo o que ele faz, sem palavras, como que por pura intuição.
Tetrus não sabia onde era aqui, mas era o lugar mais fantástico que já havia pisado.
Andou um monte de corredores, e tudo era iluminado por tochas. Viu diversos homens, todos com roupas estranhas, mantos alaranjados, e vermelhos, e marrons, e Wills o deixou em uma suíte. "Te vejo na Escola, Tetrus. E, se comporte", despediu-se Wills e ele ficou ali deitado na cama, quando a porta se fechou. Ele olha em volta. Há uma cascata, "Dentro do quarto!", tinha uma série de janelinhas pequenas lá no alto. A luz vinha de lugar nenhum, mas ele via o que via e não conseguia pensar em nada, não queria pensar em nada, ele era um vazio, uma vida que não sabe o que é conforto. Não sabe o que é nada do que vê nesse lugar, mas as estátuas são bonitas, de pedra cinzenta com ranhuras irregulares, e a água balançando faz ele relaxar, não, ele nunca relaxa, mas aos poucos ele se deita, cansado, e decide dormir.
Será que isso é felicidade?
Suspirou, tentando simplesmente não pensar.
Adormeceu.
(Fim do Prelúdio)
Sim sim, isso é só o começo.
Espero que esteja curtindo as histórias, e não se esqueça,...
Fique ligado.
Eu sou Sol Cajueiro e este é o meu Blog.
# A Escola dos Mil Herdeiros
O mundo de Tanahta é um mundo singular. Guerras. Devastação. Tudo o que um mundo antigo passou após ir de uma era mítica para uma era espacial, no mínimo tempo possível de cerca de dois meses, isso torna os Herdeiros as pessoas mais fortes do Império. Há mais. Há mundos que sofreram terrores tão próximos, e as raças ejik se unem a outras raças para confrontar inimigos desconhecidos, terrores noturnos e tecnologias estranhas, que fariam o cérebro de um cientista ferver.
Isso é, agora, tempo atual, Anno 2.056 da Aliança.
Melhor ler que eu explicar em minúcias. Os detalhes seriam longos demais, e acredito que sem dúvida explicar não seria o bastante para tudo isso.
E se, ao longo de uma vida sem expectativas, tenha o sonho razão? Se o sonho, no fim da história, é a verdade por trás da ilusão?
This adventure will be written in Portuguese, but all other adventures will still be in English. So, don't worry. You'll be able to read them. Also, there will be no soundtrack music anymore. The reason is that I have a really hard time writing, and when I'm tired, really tired, after doing revision and revision, I have to search for the music on the net and that adds 15% more time to a working day, so it's no good.
(By -- Dec 2012 -- All Stories will be in Portuguese, but all other content will be in English, because I need all players to understand exactly what's happening, and I can't grant they speak English enough to read).
# Tetrus ut Tur - O Garoto da Gaiola das Loucas
Verhut, ninguém de bem vai a esse lugar. Não que a região onde a Gaiola das Loucas fica seja nem o mínimo mais animadora que esse lugar. A Capital tem áreas industriais, muito extensas, e algumas abandonadas. Aquilo ali deve ter sido abandonado pelas entidades boas, se é que algum dia elas já pararam pra prestar atenção no lado subvertido da imensa zona oeste da Capital, porque se sim, elas fazem isso com medo.
Assim, o Orfanato Verhut só existe.
Faz já mais de quinze anos que uma única enfermeira, a única com coragem pra isso, faz o mínimo que o estado deveria fazer, cuidar daqueles a quem a esperança já abandonou.
Apesar disso, ela adora o pequeno Tetrus.
O único pão do cesto que não é mofado, apodrecendo ali com picadas de injeções de ódio contra os ricos, que mantém ali na região uma polícia especial para manter os restos sob controle.
Mas não o Tetrus, a enfermeira não pode revelar que gosta dele, mas tenta fazer o possível pra que ele não termine o dia comendo cupins. Ela teve até que mudar ele de quarto, e ele é o único que tem um quarto só pra ele, por um motivo óbvio.
O pequeno Tetrus, estranho ali, no meio de delinquentes esquecidos, bom,...
Há um ano e meio atrás, Tetrus violou as leis dos, não que haja leis ali, criadores de confusão do lugar, ao revelar que haviam colocado alucinógenos em toda a comida.
E era verdade, a comida toda foi jogada fora e ele foi marcado. Não que aquilo fosse diferente do que ele passava na rua, quando tinha de ignorar as mulheres que andam ali, algumas armadas, e as gangues, mas aquilo era diferente. Os outros pães, todos podres, tornaram a sua vida um inferno, não que ele acredite nisso, mas isso poderia explicar que lugar é esse facilmente.
Além disso, ele anota tudo que pensa nas paredes, porque o sentido da vida já se perdeu. Vozes, sonhos inexplicáveis e o medo dos alucinógenos dividem seu tempo -- isso, se não for o medo do veneno de ratos.
Assim, se não bastasse isso tudo, coisas estranhas acontecem com ele.
Ele vê coisas, ouve vozes nas sombras, e sabe quando as pessoas estão pensando algo de bom, o que não é muito comum entre os outros habitantes daquele inferno. Ele também sabe identificar comida. Bem, isso não é nada tão sobrenatural, mas a Gaiola das Loucas -- nome dado pelos traficantes locais ao Orfanato Verhut -- tem quase nenhuma comida com o pouco dinheiro que tem, dado pelos herdeiros dos terrenos semi-abandonados das indústrias antigas dali, e encontrar comida tem sido sua habilidade mais essencial à vida.
Tetrus fica trancado no quarto, a maior parte do tempo.
Ainda mais porque há um mês ele estava no seu canto, entre uma porta e uma escada de incêndio lateral, quando todas as luzes da festa se tornaram azuis. Sem explicação. O grupo de criadores de confusão estavam olhando para ele, que avaliava se devia fugir, quando isso aconteceu, e a enfermeira disse que isso era normal. Bem, não era, e para sua felicidade nenhum deles quis chegar perto para lhe perguntar.
Em uma manhã fria, que uns outros garotos haviam olhado demais pra ele no pátio, ele estava decidido a ficar no quarto para prevenir, mas foi surpreendido por batidas leves na porta. É claro, que ele ficou em silêncio. Não sabia o que fazer, e já estava com medo de coisas estranhas acontecerem, mesmo que tenha sido isso a única coisa que manteve os outros longe dele, que mesmo jovens, nunca tiveram ou foram nada de bom, mas ali em silêncio ele ouve então a voz da enfermeira, lhe chamando.
-- Tetrus, sou eu - disse ela. Sem nenhuma sensação de segurança, ele foi e abriu a porta, olhando por uma fresta -- Tetrus, você tem uma visita.
O homem tinha cabeços negros, era branco, e tinha roupas de gente, um casaco cobria seu corpo, e ao olhar, o garoto não sabe quem é.
-- Não fui eu -- ele rapidamente se defende.
-- Tetrus, por favor -- pede a enfermeira -- Este é o senhor Emmet Wills.
-- Prazer, Tetrus -- a voz dele era diferente da voz de qualquer pessoa que ele conhecera na vida, e sente que ela passa muita experiência de vida, e confiança -- Podemos conversar?
O garoto abre a porta, e o homem entra, observando tudo, para parecer preocupado logo a seguir.
O quarto de Tetrus é uma bagunça, tem sacos de lixo com coisas coletadas do lixo, pedaços de papel amassados e um armário que nunca deve ter visto um pano. As paredes. Todas elas são sujas, e há coisas escritas nelas. Não fazem o menor sentido. Deveriam ser números, mas são só letras, com traços entre elas, umas anotadas sobre as outras, com símbolos que deveriam ser de matemática, confusos e sem sentido. O homem parou ali, olhando. Suspirou, e então se virou para o garoto.
-- Muito prazer, Tetrus, eu sou o Professor Wills.
-- Professor? -- apertou o olho de lado, cheio de dúvidas -- O que você quer?
-- Estou aqui para te oferecer uma bolsa de estudos em,..
-- Eu aceito -- a simples mensão de que sairia daí foi o bastante para confiar nesse homem, mas ainda assim deu um passo para trás, pois ele podia só querer usar ele para traficar pra ele, e analisou Wills meio de lado.
-- Você,... -- Wills suspirou,... -- Me diga, você vê coisas ou tem visões?
-- Porquê? O que você quer comigo?
-- Estou aqui com O Presente,... um convite, para te entregar. Veja.
O garoto pegou o papel, um envelope pardo. abia ler. Sabia, porque tinha de sobreviver na pior região da Bahia, e se entrasse na rua errada ele sabe muito bem o que poderia acontecer, porque viu isso muitas vezes.
Ao abrir o lacre, uma cera vermelha estranha, uma energia translúcida se formou. Ele olhou aquilo com medo -- mas, se fosse uma bomba, esse homem não teria ficado para ver ele ler. Caiu sobre sua mão um pingente. Um círculo com uma gota no meio, suspensa sem nada ligando ela ao metal que, ou ele está louco, ou é ouro. Todos os traficantes preferem pagamento em ouro. O pingente era macio, parecia meio vivo -- na mesma hora ele pensou que se alguém descobrir que ele tem isso, ele será morto.
Havia um pequeno envelope, dentro do maior. Ele abriu. Assim,... Leu. Leu e releu, várias vezes. Seus olhos estavam arregalados, e ele é muito magro, com um cabelo preto confuso -- o Professor parecia lhe observar cada músculo, e ele sabe disso.
-- Se você aceitar, deve saber que temos leis, e ninguém está acima da lei.
-- O que isso aqui quer dizer? Diz aqui, "Magia",...
-- Infelizmente, só ouvimos falar de coisas estranhas por aqui há bem pouco tempo, bem, não as coisas que você vê de estranhas nas ruas, digo, Magia, e só agora te localizamos.
-- Sabia -- ele disse, e apertou os olhos -- Você tem como provar isso? Eu quero ver,...
-- Tenho sim -- e o Professor tirou um pedaço de pau do casaco.
O homem olha para as paredes, e então se curva até tocar o espeto no chão, e diz:
-- Akhramassi -- de uma forma meio estranha.
A partir do lugar onde ele tocou o chão, agora todo o quarto fica, aos poucos, branco. As paredes, e tudo o que estava nelas, se apara, como se a pintura de quando foi construído estivesse de volta, e o garoto abre a boca, sem conseguir evitar. Engoliu em seco. Tetrus olha para o homem como se ele fosse um alienígena, mas respira fundo, inclina a cabeça para o lado direito, de leve, e decide esperar pelo que ele vai falar.
-- Você vai poder aprender isso, na Escola, -- o homem se levantou -- e vai conhecer pessoas como você, e mais um monte de outras pessoas com capacidades especiais diferentes, bem,... diferentes das que você tem, mas,...
-- Mas? Eu já aceitei. Podemos ir? Agora? Eu estou pronto.
-- Calma -- ele estava pensativo -- Eu tenho duas semanas muito complicadas agora, com reuniões políticas, então você vai ter de esperar duas semanas, e então, os agentes educacionais vem te buscar.
-- Duas semanas,... Duas semanas,... -- ele começou a andar. Tetrus andava tenso para um lado e para o outro, sem parar.
-- Você tem de se comportar -- diz o Professor -- Se não você vai perder a bolsa de estudos.
-- Duas semanas é tempo demais,... -- ele para, e arregala os olhos.
-- Sinto muito. Daqui a duas semanas, os agentes educacionais vem te buscar. Agora eu tenho de ir, Tetrus, e ah, espere.
O Professor se abaixou, e tocou o chão com o espeto.
-- Teneate -- e as paredes voltaram ao normal, enquanto ele se erguia.
Olhou para as paredes, observando aquilo tudo.
-- O que são essas coisas, Tetrus?
-- Eu,... não sei. Duas semanas é muito tempo. Não podemos ir agora, Professor?
-- Não tenho como te levar agora,... E não tem porque tanta formalidade, me chame de Wills. Eu gosto desse nome, e você, se cuide. Muito prazer, Tetrus.
O homem ficou com a mão esticada, mas o garoto ficou olhando, mas depois de uns segundos acabou apertando a mão dele. Uma mão bastante calejada a desse professor, e ele tem um aperto de mão forte.
-- Te vejo em duas semanas -- se despediu Wills.
# O Último Dia
Tetrus ficou ali, vendo a porta que se fechou, sozinho e apavorado. Dito e feito, ele ficou no quarto dois dias, pra evitar qualquer coisa, mas teve de sair. Viu que as pessoas o olhavam, pareciam saber.
Voltou e ficou ali, sem sair mais.
A enfermeira levou comida, que ele pegava pela greta da porta. Sabia que qualquer coisa será motivo pra que qualquer daquelas pessoas sem alma,... lhe,... não queria pensar,...
Tinha muitas dúvidas, precisava saber se aquele homem era real,... ele parecia real,... Saiu para ir falar com a enfermeira, mas foi cercado no corredor.
-- Você vai embora, não é, Truques? -- era o apelido dele, e de repente o outro avançou.
Deu-lhe um empurrão, um soco na cara, e Tetrus revidou com um soco no nariz. O outro tropeçou, e caiu de cara no chão, e ele correu, correu como se não houvesse amanhã.
Faltava só um dia,... havia perdido. Agora, ia ficar preso ali para sempre. O desespero de repente fez ele ficar cego, e ele tateou até um canto, onde se encolheu e ficou.
Duas horas depois, perdido ali, sem lágrimas porque não tem água para beber, ouviu batidas na porta e a voz da enfermeira.
-- Tetrus, você tem uma visita. Abra a porta -- Ele tateou no breu, achou a porta e abriu, mas não viu a luz entrando.
-- Oh! Pelos Antigos,... -- ouviu a voz da enfermeira.
-- Deixe-nos, por favor. Depois eu volto, e conversamos sobre isso -- era a voz de Wills.
-- Sim, sim. Ele não pode ficar aqui, você tem de levar ele,...
-- Eu sei, enfermeira. Muito obrigado por ligar.
-- Então,... está bem, está bem -- e ele ouve a enfermeira andar, indo embora.
-- Teneate -- diz a voz do Professor, e os olhos doem.
A luz voltou, mas seus olhos doeram, e ele aperta o rosto até ver outra vez.
-- Pegue suas coisas, Tetrus. Estamos indo embora agora.
-- Já está tudo pronto, desde o outro dia -- e correu para pegar dois sacos de lixo com todas as coisas que tinha, o que era uma outra roupa, e as anotações, que ele fez de tudo que havia nas paredes.
-- Então, vamos embora agora -- estavam saindo, quando Wills parou -- O que são essas coisas, Tetrus?
-- Você pode apagar isso, Professor? -- pede ele, com medo. O homem saca a varinha e toca o chão.
-- Akhramassi -- e tudo desaparece das paredes -- Vou querer conversar com você sobre isso, depois, mas esse não é nem o tempo e nem o lugar para isso. Vamos.
Andaram por um corredor, com olhares malditos em todo rosto que se via, mas ninguém fala nada, nada, parecia um velório. Descendo o prédio, o Professor viu no rosto de todos ali. O ódio incontrolável deles, velado apenas por algum tipo de força invisível. Sem dúvida, Tetrus não teve uma vida agradável naquele lugar, pensava ele.
Ao sair do portão, estragado há décadas, Tetrus parou e olhou o prédio. Todos estavam olhando. Em silêncio, ele sabia que todos ali estavam amaldiçoando sua vida, e não sabe porquê nenhum deles terminava aquilo de forma terrível agora mesmo, e ao pensar nisso sabia que não sentiria saudade.
Assim, eles andam por uma área lateral do bairro.
Não consegue acreditar, quando o Professor avança para um dos lugares mais barra pesada da região, e ele olha para um mendigo faminto num canto, um cara na entrada do gueto. Quer perguntar para o Professor se ele sabe o que está fazendo, porque aquilo é suicídio, mas ele para. Para, em frente a um lugar sujo, uma casa da luz da noite e simplesmente abre e entra, o menino respira fundo e entra também.
Há um cara fumando não sabe o que numa mesa, e um bêbado desmaiado num outro canto.
Eles avançam, e vão até a mulher velha e sem dente no fundo. Ela olha o garoto, avaliando se seria bom com patatas, ou pelines, molho branco, talvez, e sorri um sorriso torto.
-- Ora, ora -- diz ela, como uma ave de rapina -- Wills? Aqui?
-- Estou a serviço da Agência, e da Escola. Preciso usar a sua sala de teleporte.
De repente, o olhar da mulher se modificou, e ela olhou cheia de medo para o garoto, e ele nunca, mas nunca iria esquecer aquele olhar. Era ele que sentia medo dela, mas de repente, era o contrário.
-- Sim, sim, claro. É a oitava sala, depois da forca -- ela parecia não querer respirar.
-- Obrigado. Vamos -- ordenou e puxou Tetrus, continuando -- Não olhe para as portas.
Havia um quarto aberto, e ele olhou, uma mulher deitada na cama. Ela estava,...
O Professor pegou seu espeto e a porta se fechou quando ele apontou, com um estrondo. Aliás, ele fechou todos os quartos, e logo depois havia um fosso com uma forca, e eles entram na próxima porta.
Uma sala cheia de vidrinhos, estantes com ervas e tem um cheiro estranho. Pareciam drogas, drogas estranhas, todas separadas em diversos vidrinhos com rabiscos neles.
-- Você não tem um nome mágico,... -- diz o professor, em dúvida.
-- Tenho -- disse urgentemente o garoto -- Nunca soube que isso era um nome mágico, mas eu tenho. Eu que criei.
-- Vai ter de servir, não temos tempo pra uma escolha mais adequada. Se alguém lhe chamar por esse nome, você atenderia? Essa resposta é muito importante, pense muito b-,...
-- Sim. Mas ninguém sabe esse nome -- responde o garoto.
-- Exelente -- Wills parece feliz -- Não se preocupe, porque os símbolos do giz-de-chão desaparecem depois do aporte.
A urgência era óbvia, e em menos de um minuto Wills para, pensa, e desenha um símbolo no chão. Não. Vários e vários deles, e rapidamente terminou o ritual.
-- Encoste aqui. Isso. Não tire a mão, hora nenhuma.
Como se fosse possível,...
De repente, tudo foi embora, ele estava preso ali, e de repente estava em outro lugar. O desespero, presente. Era como se ele fosse um fugitivo, mas não sabe porquê isso tudo está acontecendo. Achou que ia perder tudo. Ficou cego, de tanto medo. Ele nem caiu, quando se desequilibrou, afinal, era como se ele houvesse feito isso toda a vida, sumir, se esconder, e ou fugir.
-- Pronto, Tetrus. Você está no Templo das Termas, o lugar mais seguro do mundo. Aqui, você não precisa se preocupar com nada. Venha. Eu não posso ficar aqui -- ordenou o Professor, ainda observando todos os detalhes das reações dele. O Professor tem nos olhos saber que Tetrus sabe tudo o que ele faz, sem palavras, como que por pura intuição.
Tetrus não sabia onde era aqui, mas era o lugar mais fantástico que já havia pisado.
Andou um monte de corredores, e tudo era iluminado por tochas. Viu diversos homens, todos com roupas estranhas, mantos alaranjados, e vermelhos, e marrons, e Wills o deixou em uma suíte. "Te vejo na Escola, Tetrus. E, se comporte", despediu-se Wills e ele ficou ali deitado na cama, quando a porta se fechou. Ele olha em volta. Há uma cascata, "Dentro do quarto!", tinha uma série de janelinhas pequenas lá no alto. A luz vinha de lugar nenhum, mas ele via o que via e não conseguia pensar em nada, não queria pensar em nada, ele era um vazio, uma vida que não sabe o que é conforto. Não sabe o que é nada do que vê nesse lugar, mas as estátuas são bonitas, de pedra cinzenta com ranhuras irregulares, e a água balançando faz ele relaxar, não, ele nunca relaxa, mas aos poucos ele se deita, cansado, e decide dormir.
Será que isso é felicidade?
Suspirou, tentando simplesmente não pensar.
Adormeceu.
(Fim do Prelúdio)
Sim sim, isso é só o começo.
Espero que esteja curtindo as histórias, e não se esqueça,...
Fique ligado.
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