Adde iu volat.
(Be welcome -- Akkia: formal, irregular).
Então, como é o meu Worldbuilding?
Eu me lembro de quando era criança e queria escrever minhas próprias histórias. E então, eu decidi criar línguas, uma ideia assustadora que eu mantive em segredo por algum tempo. Quando eu dei de frente com o Roleplaying Game, a ideia de usar minha criatividade para inventar terras, moedas, política e, é claro, Magia, nunca mais saiu da minha cabeça de novo.
Meu primeiro esboço era um clone de Tolkien, é claro. O segundo, um império galático. Na verdade, eu adquiri medo de uma corte com bruxas. As Thrinyatus, bruxas e política sempre me atraiu como ideia, mas dá muito medo. Eu queria fugir do cliché. Assim, de trope em trope, os mundos começaram a se tornar mais específicos, aqui e ali, mas os meus amigos sempre queriam jogar na Terra, de novo e de novo.
De volta a 1991, talvez 94, eu queria traçar um borrão entre Luz e Trevas, com algum tempo do tipo uma nave abandonada, mas em terra, no velho e amaldiçoado Mocking River, a Oeste do Grande Continente; e eu, aprendendo inglês sozinho.
Palavras como homens, elfos, orcs, anões e ciborgues?
Onde raios eles conseguiriam viver juntos? -- Sem resposta.
Mas então, Shadowrun made it. Eu concluí que ciborgues deveriam ser uma nova e única forma de vida, feita com o máximo que a Thaumaturgia (que é a Ciência que estuda a Magia) podia oferecer, e estranhas teorias surgiram, que eu chamava de Unexpected Science, junto disso tudo. Eles dizem que, no reino do Sonho, um Ciborgue nasce em um tipo especial de Forja. Ah, é só uma lenda,... Mas bem, quando se trata de Akkoya, pode ter certeza que você vai ver um.
Tolkien parece ter escolhido a palavra Wizard, e não Mage, mas qual é a diferença? E então, JK Rowling made it.
Isso tudo depende. A diferença entre bruxo e mago é clara em Enigma Action Tale, sendo bruxo o arcanista de nascença, em geral, ou com direito adquirido dado pela Magia em si mesma. Você pode direcionar o significado disso e daquilo em seu Setting, como quiser, mas quando estiver lidando com material autoral de outros autores: You shall not change it!, vai acontecer.
Unexpected Worldbuilding é um ato de inovação em grupo.
Basta começar um jogo sem ter noção nenhuma de como é a ambientação, e ir desvendando tudo ao mesmo tempo que os jogadores.
Nós precisamos saber, é claro, que uma grande quantidade de referências usadas em um Setting devem ser definidas arbitrariamente, para o bem da história em si. O mesmo acontece com a criação de línguas, e em romances. Se você quer capturar a imagem de Ciência, Sobrenatural e Magia, como nós fazemos aqui mesmo no blug, há um sem número de autores a ler. Não se intimide. Imagine os mundos com os problemas que ele já teve. Em Te-e-erre, a sociedade pacífica e viva aonde tudo todos comunicam nasceu da solução de um problema grave, em que uma sociedade dualista de vampiros convivia pacificamente com os bruxos, até que eles foram afetados por uma praga. Assim, os vampiros passaram a precisar de sangue mágico. A solução desse problema, que pode nem ter sido realmente uma guerra, formou a sociedade deste mundo público como ela é. Hoje, todos neste mundo são bruxos e bruxas.
Nem todas as coisas são importantes para Worldbuilding.
Worldbuilding acontece assim, on the run, à medida que vai.
Eu pensava, você pode planejar o que quiser, uma sociedade enorme, uma cidade do interior, ou uma gigantesca cidade cyberpunk, mas o mais que você vai, mais as coisas vão se mostrando a você em sua criação e junto dos jogadores, sem dúvida, inesperadamente.
Temos um bom exemplo de worldbuilding, na série de JK Rowling.
Quando o assunto é worldbuilding de Jogo, fica melhor ainda.
Você não precisa tirar todas as linhas do chapéu, uma vez que isso é feito jundo dos Jogadores. Não importa muito as regras. Ter um sistema de regras é excelente. Seu? Melhor que encomenda. Isso porque um bom roleplaying é um bom roleplaying, e um grupo focado em Storytelling faz verdadeiros milagres. Eu gosto de criar grandes cenas para jogadores em específico, e fico fazendo rodízio entre jogadores por essas cenas, em uma grande cidade onde eu possa me lembrar dos Macguffins necessários, pronto pra seguir em frente. Eu e meus grupos de Action Tales tentamos jogar com as Decisões dos jogadores, mas cada mestre faz isso do seu jeito.
O que é importante é tomar notas, e desenhar esboços em texto.
Tão logo o grupo começou a questionar o Centro do Grande Continente, como um ponto de partida, por causa da quantidade de política envolvida, eu coloquei a Cidade dos Templos aí, e dei a um dos jogadores uma mansão (ou castelo) de presente. Em Akkoya old times of Toj, não era usual colocar magias para afastar pessoas em sua casa. Depois de muito problema, hoje as magias são feitas sob encomenda, e as pessoas nem mesmo pensam em você, se for um problema indesejado.
Tem um Jogo, de Akkoya, muito famoso, que em inglês seria "Heroes of The Past". O jogo se consiste em selecionar pessoas públicas atuais e dar um passado mítico a elas, um lugar ao lado dos grandes personagens do passado. Não se esqueça de que são pessoas públicas e não querem ser vistos como vilões. É uma excelente maneira de o grupo de jogo desvendar suas opiniões políticas, porque vai envolver os eventos atuais, apesar de se jogar na antiguidade de Kalaummuklutwa, o tempo padrão de 4.000 anos entre Toj e Akkoya. Muitas histórias se revelam, desse jeito.
Worldbuilding on the rocks é uma questão de participação, e eu me lembro que foi isso que me fez usar o tempo verbal Participante, em Akkia, algum tempo depois. Assim, Velhas Lendas começam a fazer parte da Trama, e o Segredo guardado pela Guilda do Comércio pode, se não muito mais do que isso, se tornar o Twist, aquela viradinha na história, que você quer.
No momento deste post, eu não sei muito sobre as histórias que vou publicar.
A única coisa que eu sei é que eu preciso dos meus Jogadores jogando, e o mundo que eu estou criando para eles é enorme, um enorme Setor com mundos e mundos, florestas proibidas, desertos com segredos ancestrais, cidades imensas e póspunks, e tudo isso com muitos planos, dimensões paralelas e ilhas de realidade que ainda não sei como são. Neste ponto, Akkoya é igual a Arda, nossa Terra, tem muito mais a desvendar do que parece, e esse é o foco das histórias.
Eu vou adaptar alguns Tropes pra fazer isso ser mais fácil de se entender.
Não gosto de cliché, mas tem hora que o cliché é a única forma de explicação.
Eu encontrei um grupo que joga Sayajin com D&D 3.5, outro grupo que está na mesma história de Ars Magica há cinco anos e provavelmente vai durar mais. Outro dia me deram a ideia de adaptar Buffy para GURPS, mas eu teria de jogar fora todo o sistema de magia do jogo. Fico a espera do novo sistema de WoD, pra isso.
Assim que eu tiver meu sistema rodando suave, faço algo parecido.
Algo como Beaga 2070, domínio dos bruxos e com embaixadas de outras nações. Isso realmente vai ser uma história bem legal de se jogar no meu sistema.
Mas então, você quer criar enquanto joga?
Eu sempre uso o sistema de micro-para-macro ou macro-para-micro.
Isso quer dizer duas maneiras distintas de se criar um Setting.
No meu outro blug, o Wormbar, eu planejei tudo para ficar em formato resumo. Depois, quando eu tiver tempo, vou arranjar a história para se transformar em uma boa história, porque resumo não é bom de se ler -- está ali apenas para que eu não me esqueça dela, nunca.
Existe uma verdade em termos de cenários prontos e criatividade.
Ideias originais são raras de se ter, mas adaptar é muito mais fácil.
Exemplo:
elemental ------------- daeva ------------- familiar
1. elementais podem ser conjurados como extensão dos poderes de um arcanista e, uma vez que são forças da natureza, devem ser respeitados.
2. uma alma com corpo fora do corpo, torna-se um tutor particular excelente.
3. depois de aprender o Ritual básico de Arkkana, você pode dividir a alma com um animal, que se torna seu guia pelos planos e dimensões paralelas.
Outra ideia é adaptar a raça dos elementais, da série Riddick.
Você pode querer polarização, enquanto Tipos de personagem, então:
familiar ------------- djine ------------- prelado
1. positivo, laço feito com um Ritual apropriado, unindo a sua alma à do animal, que se torna seu guia pelos planos e dimensões.
2. neutro, pequeno serviçal ligado a uma família para sempre, que usa da neutralidade para conseguir enganar A Torre (Arkkana), e então, manipular a realidade com desejos.
3. negativo, espíritos que conseguem sair dos Infernos, mas não são demônios, de início vão ter muito medo de tudo, depois acabam felizes e tem muitos truques a ensinar.
Eu faria a adaptação do Monster Manual, se eu tivesse tempo pra isso.
Respeitando minhas anotações, nesta data eu planejava que em 2012 eu pudesse fazer a versão final das histórias que estavam em formato resumo, mas foi o contrário.
A partir de 2012, fins de, eu tive de dar um tempo dos dois blugs, para me dedicar aos romances e também às minhas conlangs e conlangs de minha familya.
Até 2016, esta "pausa" se reflete em um universo ficcional mais sólido e divertido.
Até aqui, você vai ver que eu joguei a maior parte do que os meus jogadores queriam jogar, e não foquei no que eu queira jogar.
Eu sei que pode parecer que exista uma diferença muito grande entre os dois blugs, mas eu acreditei que era possível dar uma versão final a estas histórias aqui, enquanto elas eram jogadas, e isso não se provou verdadeiro. Achei que era só mudar uma coisinha ou outra. Erro meu. A chance que eu tenho de reunir aqueles grupos, que vão jogar estas histórias e eu vou anotar aqui, depois, no futuro, em 2016 em diante, é sem dúvida nula.
Então, eu estou blogando pelo prazer de blogar, é minha conclusão.
Eu acreditava que Akkia não seria importante nesse blug; erro meu, de novo.
Vou esperar para explicar o porque Akkia se tornou importante.
O bom é que eu vou ter, depois de traduzir para o português-br tudo o que deve ser, uma série de anotações sobre as línguas, não apenas Akkia, mas suas línguas irmãs também.
Tenha em mente que ediche é uma superraça, e humanos estão incluídos.
Eu tenho inúmeras histórias a jogar. Mas bem, eu espero que este post tenha ajudado um pouco você a entender o processo de como o worldbuilding acontece, building up passo a passo, e daqui a cinco anos vou ter, depois da revisão, um Setting muito interessante. Espero que goste das histórias jogadas, mas saiba que a continuação pode ser arbitrária.
Eu comecei, mas não dei sequência, a revisar em Maio de 2012.
As anotações estão sendo traduzidas em 2016, fins de, em diante.
Obrigado por ler, pela paciência, e,...
..,. Stay Plugged.
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