Monday, 25 June 2012

A Menina da Escola do Leste (#A-01)


    Olá, e Seja bem vindo.

    Eu sou Sol Cajueiro e esse é meu Adventure Blog.

    This adventure will be written in Portuguese, but all other adventures will still be in English. So, don't worry. You'll be able to read them. Also, there will be no soundtrack music anymore. The reason is that I have a really hard time writing, and when I'm tired, really tired, after doing revision and revision, I have to search for the music on the net and that adds 15% more time to a working day, so it's no good.

    A Escola dos Mil Herdeiros

    Você vai perceber que este é um post a parte, mas as explicações serão dadas ao longo das várias histórias, então, não se preocupe.

    A Escola do Leste

    Kori Kleptra: A Menina da Escola do Leste

    Ainda é dia, mas seu coração já se amarga sem esperança. Porque? Porque chegou atrasada? Não sabe o que deve fazer, e seu peito se aperta pensando que vai perder, que não será mais aceita na Escola, a mesma escola que a sua avó estudou. A Escola do Leste, disse sua avó anteontem, ela passou por uma reforma, durante os últimos anos da Guerra Civil, e todas as tribos do leste concordaram que deviam enviar dinheiro para a construção, a única coisa que elas concordaram durante a guerra, e a escola agora é enorme.

    Não há fotos, foi o que sua avó havia dito.

    Agora, Kori está ali, parada, desesperada porque perdeu o transporte, e sente o frio no estômago do medo de não ser aceita na escola por isso.

    O próximo transporte só sai em duas horas, e ela já está ali há três.

    Ela não tem dinheiro.

    Sua família morreu na guerra, seus pais, o irmão mais novo, e o tio também. Ela sofreu muito. Sua avó, apesar disso, lhe diz que a melhor parte da família está viva.

    Mais uma hora se passa, ela olhando o relógio de parede o tempo todo.

    Parece uma eternidade sem fim.

    Se lembrou da primeira vez que sua avó teleportou com ela, pra mostrar a ela o que era. A avó diz que ela também pode fazer isso, mas nunca conseguiu. A única coisa que consegue, sim sim, isso é seu orgulho, é curar qualquer tipo de ferimento. Ela tem o poder da cura, e por isso a avó a inscreveu na escola, o único lugar na região leste do Grande Continente em que ela vai estudar com pessoas iguais a ela, mas perdeu o transporte e agora acha que vai ser punida, ou expulsa, já no primeiro dia antes das aulas.

    Teve de ir sozinha, pois sua avó é muito velha já, e não pode ir.

    Assim, Kori andou dois quilômetros no meio das vilas, e favelas, com medo de ser assaltada, mas sabe que não se assalta quem não incomoda as tribos. Ela não é de nenhuma tribo. Não que ela saiba. Sua família veio de outro mundo há uns cem anos, quando não havia guerra nesse país.

    Sentiu sede, e foi beber água no bebedouro da estação, ninguém ali deu atenção a ela, ninguém ali sabia o que se passava em seu coração.

    Isso aconteceu por toda a sua vida.

    Às vezes, ela acha que é invisível para as outras pessoas.

    Afinal de contas, ela é loura, e ninguém é louro.

    Sentiu seus olhos se arregalarem, vinte minutos mais tarde, quando o transporte parou. Desceu uma senhora com uma galinha, e sacos amarrotados.

    Entrou no transporte, público, porque não tinha dinheiro.

    - Oi - disse ao andróide motorista.
    - Onde quer ir, senhorita? - ouviu a voz metálica dele.
    - Aklámera Mythus. Fica...
    - Vou deixar você no meio do nada, mas se é o que você quer então sente-se e use o sinto de segurança - concluiu o andróide.

    Ela engoliu em seco e foi se sentar.

    Foram duas horas e meia ali, tentando não voar porque o transporte público, ainda que viaje há centímetros do chão, é tão velho que sai fumaça da lateral amassada.

    Viu um grupo de dáctilos voando lá no alto.

    De repente, no meio do árido vazio, o transporte parou.

    - Chegamos - disse a voz do andróide.
    - Ah... é aqui? Eu,... hm, obrigada - e viu o relógio marcando seis e vinte e sete no painel.
    - Você tem água, garota? Esta região não tem água - comentou o andróide.
    - Eu,... hmmmh,... é aqui mesmo que eu desço.
    - Boa noite - despediu-se o motorista.

    O transporte, em que ela estava sozinha, ficou vazio de vez.

    Olhou para um lado, para o outro, e nada.

    Não sabia para onde ir, mas viu que havia uma estradinha há uns cinquenta metros, e uma placa que ela não conseguia ler.

    Decidiu andar e ler a placa, e as sombras da noite estavam chegando.

    A placa dizia: Aklámera Mythus.

    Aquela estrada levava para a lateral das montanhas, e ia adiante. Sem outra opção decidiu ir andando mesmo, e suspirou imaginando que ia ficar de castigo.

    Assim sendo, contornou a primeira montanha, e seguiu por um bosque de árvores retorcidas, na lateral de outra montanha, e depois de mais de uma hora, atravessou mais montanhas e então ela viu. Havia um sem número de edifícios grandes, uns compridos, mas não podia dizer a forma exata deles. A noite agora era fria, porque a região árida é mais fria a noite, e seguiu sem luz para aquele lugar.

    Em alguns minutos, ela chegou.

    Todas as luzes estavam desligadas, e na hora que estava pisando no gramado bem cuidado que levava ao que ela achou que era a entrada, um carro passou por ela. Não era um carro comum. Era um Voller, uma limousine com várias medidas de tamanho, e preto.

    Ela viu o carro parando, e foi até lá sem pensar.

    Parou há uns oito metros, olhando, e viu um menino de uns dez anos também, como ela, mas era branco e tinha cabelos negros, como a maioria das pessoas.

    Ele parou ao sair do carro.

    Seus olhos estavam parados um no outro, ali nas sombras da noite.

    - Quem é você? - perguntou o garoto.
    - Eu? Ah, Kori. Kori Kleptra. Eu vim pra Escola - respondeu.
    - A pé? - a voz dele demonstrava espanto.
    - Hmm,... é, parece que sim. Aqui é a Escola, não é? Aqui é Aklámera Mythus, a Escola do Leste?
    - Sim, é aqui mesmo. Se aproxime, pra eu ver você - a voz dele parecia dar uma ordem, mas a pequena só andou e chegou perto dele.

    O garoto olhou de lado, analisando.

    - O que você é? - a pergunta dele fazia pouco sentido.
    - Eu? Eu tenho o poder da cura, e você? - perguntou ela.
    - Eu sou um vampiro. Qual é o seu nome?
    - Kori. Eu já disse isso pra você - e ela começou a sentir um pouco de medo.
    - Você não pode ficar andando por aí a noite, Kori.
    - Porque? - ela não conseguiu decidir se ele era confiável, ou não, e isso a estava deixando nervosa, com medo, e ainda por cima, estava com fome e com frio.
    - Porque,...

    Mas o barulho de carros chegando os tiraram da conversa.

    Mais um carro, e depois outro, e depois outro chegaram, e eles ficaram ali olhando.

    Desceram mais três pessoas, da mesma idade que eles. Três garotos que olharam para eles, e pararam bem na porta tal como o primeiro garoto.

    Os três então se aproximaram uns dos outros, e apertaram as mãos.

    Eles riram, como se aquilo fosse um prêmio. Assim, olharam para a pequena. Se aproximaram, e todos eles estavam carregando uma pequena bolsa, como o garoto que chegou primeiro estava, mas a pequena carregava uma mochila nas costas, e eles pareceram gostar disso.

    - Ei, você - falou alto o mais magro - Deixa um pouco pra nós.

    Os outros dois riram, e ela deu um passo pra trás.

    - Ela está comigo - defendeu o primeiro, e andou até ficar entre ela e os três - Vocês três vão entrar e nos deixar a sós. Agora.
    - Olha,... (disse supreso o garoto, e riu),.. eu acho que você não entendeu. Mas se você a quer só pra você, eu vou deixar você se divertir sozinho. Essa escola é um paraíso. Vamos - ordenou aos outros dois, que também riam como se aquilo fosse realmente engraçado.

    Depois que eles foram embora, ele se virou para ela.

    - Não vou te fazer mal - disse ele.
    - Eu sei. Mas não sei onde é que eu devo ir, afinal, eu devia ter vindo de dia, e,... acho que vou ser expulsa já no primeiro dia e minha vó vai me matar, ou vai morrer quando souber.
    - Bem,... prazer. (esticou a mão para ela). Himmil Talir.
    - Himmil? Que nome diferente,...
    - (tsc) Pode me chamar como quiser - ele acrescentou.
    - Oi, Himmil. Pode me chamar de Kori, também.
    - Primeiro nome,... tá. Isso é incomum pro meu povo, mas tudo bem. Vamos entrar e tentar achar um professor pra te levar,... você disse que tem o poder da cura, não é? Então, o seu lugar é o Templo.
    - Deve ser,... Você parece saber muita coisa.
    - Vamos. Você não pode ficar aqui.

    Eles viram o carro de cada um dos outros três fazendo manobras para ir embora, e Himmil fez um gesto para que o carro que o trouxe fosse embora também.

    Andaram por um bosque a meia luz, passaram pela entrada de uma "Biblioteca", era o que dizia a placa em aço escovado na entrada, e deram a volta em um edifício enorme. Himmil não falou nada com ela, mas já que ele tinha protegido ela logo quando se conheceram, ela decidiu confiar nele, mesmo porque, desde que sua família toda havia morrido que não tinha nenhum amigo.

    Ouviram vozes vindas do edifício Oito, e o barulho de talheres e música ambiente, aquele tipo de música que você coloca pra ninguém prestar atenção na música.

    Havia uma entrada iluminada, e eles entraram.

    (Fim do Prelúdio)

    Algumas coisas surpreendem, tal como a bondade gratuita.

Agradeço pelo acesso, espero que esteja gostando das histórias, e,...
      ,... Fique ligado.

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